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Capoeira e Percussão Romário Itacaré

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Conheçam Mestre Felipe de Santo Amaro

Felipe Santo AmaroMeu nome e Felipe Santiago. Comecei a aprender a capoeira com 18 anos de idade com o mestre Arlindo um angoleiro pra ninguém colocar defeito.

Meu primeiro teste foi numa festa de 13 de Maio. Eu estava apreciando e ele estava na roda, de repente, ele me puxou pelo braço e quando me saltou eu corri e quando me distraí ele me puxou de novo e mandou me cobri. Já o rabo de Arrais seguia a voz dele. Eu caí na negativa e a partir daí o jogo rolou. Só que por motivo de trabalho eu dei uma parada. Recomecei aos 20 anos com Vivi de Popó, que me aperfeiçoou.

Hoje estou aqui, com esta boa idade praticando capoeira sendo querido e amado por todos, ajudando o quanto posso pra não deixar esta arte se extinguir. E assim eu vou matando a saudade no meio dessa boa juventude. Enquanto Deus estiver me dando força e resistência, estarei sempre lado a lado com a capoeira. A minha vida foi muito sofrida, perdi meus pais ainda na adolescência e comecei a trabalhar para sobreviver.

Fui um grande farrista, porém, muito respeitado e cumpridor do meu dever. A melhor fase da minha vida dentro do esporte foi depois dos sessenta anos. Idade onde muitos pensam em parar, foi exatamente quando eu comecei a me destacar. Hoje a minha popularidade abrange não só o estado da Bahia, como uma boa parte do Brasil: Rio de Janeiro, São Paulo, Espírito Santo, Minas Gerais, entre outros.

Pratico a capoeira por amor e espero que todos os seguidores desta arte mantenham este mesmo amor e dedicação. Nesta forma a capoeira fica sendo mais divulgada e o seu seguidor, chega a esta mesma idade que eu me encontro (76 anos), praticando a arte com todo vigor. O mestre Felipe, o angoleiro mais velho em atividade de Santo Amaro, é um dos maiores compositores das músicas de capoeira do Recôncavo Baiano. Já participou nas gravações de dois CD’s de capoeira, “Salve Deus e Salve a Pátria” – 2001 e “Vamos Vencer Camará” – 2003. Confecciona artesanatos, e participa de inúmeras rodas de samba. As habilidades do mestre Felipe são muitos grandes. Não se resume só as rodas de capoeira. Isto é visto através dos artesanatos que o mesmo confecciona e também das participações de inúmeras rodas de samba, onde esse velho mestre mostra a beleza e simpatia toda alegria do povo do Recôncavo.

Mestre Felipe como outros mestres são os chamados o ouro da nova geração que estar chegando esta geração que não estar tendo o mínimo de respeito em estar tentando respeitar os princípios artístico e cultural de uma arte que foi massacrada e desvalorizadas por uma sociedade preconceituosa. E que agora de uma forma bem sutil esta arte estar conquistando seu movimento a qual ela já merecia. Mas o que nos estamos tentando colocar e que os que estão tendo contato com esta arte tente a cada momento valorizar os seus ideias .

Porque ser angoleiro não apenas estar colocando a perna pra cima não e sim vem concedida de um contexto herquico e que precisa continuar sendo vista assim como era com energias voltadas ao ensinamento e preservação da mesma .Em quantos ainda temos alguns guardiões daquela época vivos pra nos mostrar realmente o que e como foi o ser capoeirista e sobreviver a varias questões desta arte mania tais como racismo, preconceitos social racial intelectual. Enfim uma seria de bloqueios que impedia mas eles continuar sendo verdadeiros e mantiveram ate os seus últimos dias porque eu penso que nos tempos de hoje estar sendo muito fácil ensinar e aprender a capoeira de angola porque em primeiro lugar ninguém estar querendo se preocupar em se transportar mas ate a África e sim ensinar uma coisa parecida com isso .

O mestre Felipe de Santo Amaro, relata a sua vivencia naquele tempo coisa que era a forma de aprender capoeira com os mestres antigos quer dizer com os capoeiristas antigos e naquela época não existia a academia e sim a roda a qual tinha que ser um pouco valente pra entrar e sair dos movimentos. Então na idade ainda de jovem deste mestre já não era tão fácil aprender capoeira e sim a vontade que vigorava dentro desta arte. E a vivencia dele e um relato que serve como exemplo pra a nova geração de hoje pra ver que os mestres que ganharam os nomes que tem hoje não havia uma preocupação de ser mestre ou ensinar porque a capoeira era feita de forma harmoniosa prazerosa e com uma paixão e nos tempos de hoje a paixão estar ligada ao lado marcial competitivo pois entrar hoje na roda nos remete a estar se defendendo contra o outro que quer mostrar apenas a forma como se faz pra pegar e não mostrar a beleza desta belíssima arte.

Em 2017 Mestre Felipe de Santo Amaro – BA, estará no Abril pra Angola, compartilhando com todos nós sua experiência de vida. Inscreva-se