Congo de Ouro

Capoeira e Percussão Romário Itacaré

Tenha em Mente que a percussão é uma das mais antigas formas de comunicação entre nós e nossos ancestrais
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Mestre Noel
Noel José do Nascimento é o nome de batismo de mestre Noel, capoeirista e assessor cultural que leva seus conhecimentos da capoeira Angola para dezenas de alunos das Oficinas Culturais da Fundação Educacional e Cultural Deodato Santana/Sectur – Secretaria de Cultura e Turismo de São Sebastião. Natural da capital pernambucana, Recife, Noel chegou à cidade em 1990, iniciando seu trabalho prático diretamente com a capoeira no ano seguinte com outro mestre da cidade, Dominguinhos. Praticando e ensinando a arte genuinamente brasileira da capoeira dentro da escola chamada Angola, mestre Noel, tornou-se monitor cultural em 1995 e desde então tem levado seus conhecimentos aos alunos a quem ensina e também forma novos mestres que, segundo ele, poderão perpetuar esta prática no futuro. Suas aulas atualmente são realizadas em três localidades: na Escola Municipal Henrique Botelho às quartas e sextas-feiras das 9h às 11h; na Escola Municipal Topolândia às terças e quintas-feiras também entre 9h e 11h e no Centro Cultural São Sebastião Batuíra das 19h às 22h todas as terças e quintas-feiras, todos na região central da cidade. Às sextas-feiras, a partir das 19h, professores e alunos do município se reúnem em frente à Sectur para uma confraternização onde realizam uma roda de capoeira Angola e também de samba.

Em São Sebastião, onde pela primeira vez o dia 20 de novembro (Dia da Consciênia Negra) é feriado municipal, destaque para o show da cantora Sandra de Sá. A programação na região incluiu muita música, dança e arte em diversos bairros.

A cidade teve diversas ações em comemoração à Semana da Consciência Negra no Teatro Municipal, na Rua da Praia, na Praça do Pôr do Sol, em Boiçucanga, e no Instituto Verdescola, em Barra do Sahy. Ao longo da semana também hauve o XI Encontro Nacional de Capoeira Angola de São Sebastião; Comandado pelo Mestre Noel e Mestre Dominguinhos, com mestres convidados, Mestre Claudio, Mestre Moreno, Mestre Raimundinho entre outros o encerramento das Oficinas Culturais/2017 com o tema “Samba”; Fóruns Setoriais da Comunidade Negra; desfile de penteado afro; exposições e apresentações artísticas e culturais; cerimônias e rodas de conversa; caminhada Zumbi dos Palmares; show com a cantora Sandra de Sá, entre outros.

O dia 20 de novembro passou a ser considerado feriado municipal da Consciência Negra em São Sebastião, conforme decreto assinado pelo prefeito Felipe Augusto no mês de outubro. A Lei Federal 12.519/2011 instituiu o Dia Nacional de Zumbi e da Consciência Negra.

Contando sempre com sua Esposa, Companheira e parceira Mestra Sú, mestre Noel recebe com carinho e respeito todos os convidados, permitindo a participação de todas as manifestações culturais locais, engrandecendo ainda mais o evento da semana da consciência negra na Cidade e Região. Deixo aqui expressados meus votos de muita saúde e paz, e boa continuidade a esse expressivo trabalho dedicado a Cultura Afro Brasileira, e após muitos anos dedicados a nossa Capoeira Angola poder ver brotar a semente para um futuro melhor. Que Deus, nosso criador e redentor abençoe grandemente o trabalho do Mestre Noel e Mestra Sú, para que continuem esse lindo trabalho por muitos e muitos anos.

Romário Itacaré

Conheçam o Mestre Pelé da Bomba

Mestre Pele da Bomba

Mestre Pelé da Bomba

Nome: Natalício Neves da Silva
País: Brasil
Cidade: Recôncavo Baiano, Salvador
Nascimento: 1934
Origem: Mestre Bugalho
Mais usada na Bahia, a expressão “gogó de ouro”é sinônimo de boa voz e de afinação.Num universo de opiniões tão divergentes como o da capoeira, mestre Pelé está entre os poucos que recebem, com unanimidade, este título. Direto de Salvador, ele nos conta o que viu e viveu nas rodas, uma história que começa há mais de meio século

“Iêêêêêêêê!” O chamado de Natalício Neves da Silva, o mestre Pelé, aliado aos primeiros acordes do berimbau, é experiência que, quem viveu, não esquece Sua voz expressiva é capaz de nos conduzir aos 500 anos de história e de nos conscientizar do poder libertador que a roda de capoeira representa.

Mestre Pelé nasceu em 1934. E do tempo em que se jogava capoeira nos finais de feira e nos dias de festa. Também fez parte de uma geração dividida entre a marginalizada capoeira de rua, e a institucionalizada capoeira nas academias.

Primeira roda — Na infância, Pelé ajudou o pai na luta pela sobrevivência. Fazia carvão, colhia mandioca e tratava a terra. Depois, vendia as mercadorias na capital baiana. Foi assim que chegou à rampa do Mercado Modelo, próxima igreja Nossa Senhora da Conceição da Praia, onde encontrou a nata da capoeira. “Conheci a capoeira aos 12 anos de idade, quando ia às feiras e às festas populares do recôncavo baiano. Eu ia com meu pai a Muritiba, São Félix e Cachoeira vender carvão. No final do dia, chegavam os ‘senhores’ de toda a região e”, começavam a brincar para se divertir. Era o povo que dava para o capoeirista o título de mestre, que disputava o título ali no jogo, jogo duro”, lembra. Foi numa dessas rodas que Pelé diz ter conhecido o lendário Besouro Mangangá. E confirma a lenda: “Ele sumia quando queria”.

Lendários — Para o mestre, era entre a Igreja da Conceição e a rampa do Mercado que rolavam as melhores rodas de capoeira da época. Em sua memória estão personagens como Valdemar da Liberdade, Caiçara, Zacarias, Traíra, Angolinha, Avani, Bel e DeI (irmãos), Onça Preta, Sete Mola, Cabelo Bom e Bom Cabelo (gêmeos) e Bugalho, que o teria encantado com sua agilidade. “Tinha muita gente importante, naquela época, além de Bimba e Pastinha. Os alunos deles não jogavam muito na rua. Eles evitavam por causa das brigas, não queriam ficar difamados. O pau quebrava e a policia na cavalaria vivia ‘escarreirando’ os capoeiras, acabando com as rodas. Os capoeiristas, por sua vez, quebravam a polícia no cacete. Bimba e Pastinha queriam evoluir, acabar com essa imagem do capoeira”.

Capoeira de Rua – O aprendizado da maioria dos capoeiristas dessa época era mesmo nas grandes rodas na rampa do Mercado Modelo e nas chamadas festas de largo, que começavam na festa de Nossa Senhora da Conceição da Praia – coração da cidade baixa, próxima ao elevador Lacerda — no dia 1º de dezembro e se prolongavam até o dia 8 do mesmo mês. Depois, vinha a festa de Santa Luzia, frequentada pelos estivadores (trabalhadores do cais do porto), muitos deles, capoeiristas. “Era o dia todo: banho de mar, samba de roda, samba de viola que era uma tradição. Todos os ritmos vindos do recôncavo baiano. Nestas festas, reuniam-se os melhores mestres de capoeira e os melhores locadores de berimbau. Foi num desses momentos que comecei a cantar e a tocar”, relembra.

Foi Bugalho, carregador de embarcações que, nas horas de descanso e nas noites de lua-cheia, ensinou o menino Natalício a gingar nas areia da praia da Preguiça. “Segui a tradição do meu mestre, Bugalho, um grande tocador de berimbau. Ele era um dos melhores, tocava muito bem o São Bento Grande, principalmente quando era noite de lua. Sentávamos na areia da praia e, quando ele tocava, era possível ouvi-lo na cidade alta”

Além das rodas da Liberdade nas tardes de domingo, em que o guarda civil Zacarias Boa Morte “tomava conta”, Pelé mostrava sua arte nas rodas de Valdemar da Liberdade, num galpão de palha de dendê, cercado de bambu. “Eu era ligeiro, tinha um sapateado que ajudava muito. Eles não me pagavam. E, quando eu chegava nas rodas da invasão do Corta Braço, no bairro de Pero Vaz, mestre Valdemar dizia: Lá vem Satanás!”

Experiência — Durante 25 anos Pelé deu aulas de capoeira e, também, no V Batalhão da Policia Militar. “Naquele tempo, era comum a polícia treinar capoeira”. Além dessas atividades, mestre Pelé participou, ao mesmo tempo, deimportantes grupos folclóricos da Bahia como o Viva Bahia. Fez apresentações com o grupo de mestre Canjiquinha, no Belvedere da Praça da Sé, shows para turistas, onde mostrava a capoeira, o maculelê, a puxada de rede e o samba de roda. Sorrindo muito, Pelé explica que “na capoeira, tudo sai da ginga. A ginga, o molejo e a flexibilidade são importantes para o capoeirista, tanto para defesa quanto para o ataque”.

Retorno — Mestre Pelé ficou longe da capoeira por vinte anos. Foi trazido de volta às rodas pelo projeto de resgate e valorização de mestres antigos, criado pela Associação Brasileira de Capoeira Angola (ABCA). Hoje, ele integra o Conselho de Mestres da associação e participa de eventos importantes. Recentemente, emocionou, com sua voz, quem esteve presente no enterro dos mestres Caiçara, Bom Cabrito e Zacarias Boa Morte, e na missa de sétimo dia de Caiçara.

Na ABCA, Pelé espera conseguir viabilizar o projeto de aposentadoria para mestres com mais de 65 anos de vida e 35 anos de capoeira. “O ministro da Previdência, Waldec Ornelas, já votou a aposentadoria das mães e pais de santo que, como os capoeiristas, também tiveram suas atividades proibidas e perseguidas. Além disso, também vamos conseguir provar que Capoeira Angola é cultura popular, e não arte marcial”, finaliza o cantador.

capoeiramalungo.hpg.ig.com.br

Conheçam o Lendário Manduca da Praia

 Manduca da Praia
Manoel Alves da Silva, o Manduca da Praia…
Foi muito antes da abolição que os capoeiristas individualmente ou em maltas, perturbaram e aterrorizaram a sociedade carioca.
Os maltas eram usadas indiscriminadamente em rixas de políticos de diferentes facções. As duas principais eram os Nagôs e os Guaiamus, ele não participava de nenhuma, pois tinha uma banca de peixe e fazia segurança de pessoas ilustres e achava que atrapalharia seus negócios. Um capoeirista famoso conhecido por toda população do Rio de Janeiro foi o Manduca da Praia, homem de negócios, respondeu a 27 processos por ferimentos graves e leves, sendo absolvido em todos eles pela sua influência pessoal e de amigos.
Era pardo claro, alto, reforçado, usava barba grisalha. Sua figura inspirava temores para uns e confiança para outros. Vestia-se com decência, chapéu na cabeça, usava um relógio que era preso por uma corrente de ouro, casaco grosso e comprido que impressionava as pessoas com seu porte, usava como arma uma bengala de cana-da-índia e a ele deviam respeito. 

Década de 40

Certa vez na festa da Penha brigou com um grupo de romeiros armados de pau, ao final da briga deixou alguns inutilizados e outros estendidos no chão, entre outras brigas e confusões. Ganhava bastante dinheiro, seu trabalho era uma banca de peixe que tinha no mercado, vivia com regalias e finais de semana saía para as noitadas.

No entanto, o episódio que rendeu mais fama a Manduca da Praia foi uma luta com um deputado português chamado Santana, homem que se destacava por sua força e por ser exímio lutador de pau. Santana, tendo chegado à cidade, ouviu falar de Manduca da Praia e decidiu desafiá-lo para um combate, já que era conhecido por não recuar diante de qualquer adversário. Manduca foi o campeão, deixando Santana impressionado com sua habilidade, e conta-se que os dois saíram abraçados e foram beber juntos, tendo tornado-se amigos a partir de então.


Data da foto: Década de 40 .
Coleção: Nereu Esteves de Aguiar. Festa de Casamento.Descrição:No casamento de Miguel e Odete.….,…., Gervásio Esteves de Aguiar,
Caetano Norberto,
Pedrinho Muniz,
Alzemiro Santos,
Américo Muniz dos Reis,
Valter Pares, Alberto Teixeira,
Manoel Alves (Manduca),
Djalma e Rosa Muniz dos Reis,
Manoel Esteves e Jovina.

 

Morador da Cidade Nova, era capoeira por conta e risco assim disse Nulo Moraes. Manduca não participava da capoeiragem local, não recebia influência nem visitava outras rodas, pode-se dizer que ele era um malandro nato. Manduca da Praia conquistou o título de valentão, subestimando touros bravos, que sobre os quais saltava quando era atacado.
Na freguesia de São José, regia as eleições, ditando regras e manipulando cédulas.
década de 50

Por volta de 1850, Manduca “iniciou sua carreira de rapaz destemido e valentão,  dotado de enorme força física e “destro como uma sombra”, Manduca cursou a escola de horários integral da malandragem e da valentia das ruas do Rio de Janeiro na época de perigosos capoeiras como, Mamede, Aleixo Açougueiro, Pedro Cobra, Bemtevi e Quebra Coco. Desde cedo destacou-se no uso da navalha e do punhal; no manejo do petrópolis – um comprido porrete de madeira-de-lei, companheiro inseparável dos valentões da época – na malícia da banda e da rasteira; e com soco, a cabeçada e o rabo de arraia tinha uma intimidade a toda prova. Tinha algo que o destacava e diferenciava de seus contemporâneos – facínoras, valentes e rufiões – fazendo que se tornasse uma lenda viva, e mais tarde um mito cantado e celebrado até os dias de hoje:uma inteligência fria, calculista e implacável; uma sede de poder, de status e de dinheiro; tudo isso aliado a uma visão de comerciante e de homens de negócios. Fez fama e dinheiro. Foi famoso temido e respeitado.

 

Conheça Mestre Suassuna

Mestre Suassuna

Mestre Suassuna, Reinaldo Ramos Suassuna, é nascido em Ilhéus e criado em Itabuna.

Começou a praticar Capoeira em meados dos Anos 50 devido à orientação médica para praticar esportes e tratar assim de um problema de deficiência nas pernas. Teve seu início capoeirístico em Itabuna, tendo como seu 1º Mestre, o Mestre Maneca, aluno de Mestre Bimba e Zoião.

Naquela época, frequentava as rodas de rua, onde estavam presentes grandes capoeiristas da região, como os Mestres Sururú, Bigode de Arame e Maneca Brandão.>
Em 1972, Mestre Bimba visitou Mestre Suassuna em São Paulo, reconhecendo o seu trabalho e conferindo a ele um Certificado. Um dos mais importantes Mestres que a Capoeira já conheceu.

… tem uma coisa que a gente está começando a esquecer, que na Capoeira existem pessoas. Gente que é pra ser amigo da gente….(Mestre Suassuna)

Líder inconteste da capoeiragem em São Paulo e na região de Itabuna, de onde veio. Realizou o que para muitos era um sonho e uma meta, principalmente para Mestre Bimba e seus discípulos: instalar definitiva e solidamente a Capoeira no coração de São Paulo, a maior metrópole do país. Foi por eles reconhecido, nas palavras de Mestre Decânio, como “o apóstolo de Mestre Bimba em São Paulo”, liderando o grupo de pioneiros que aqui se encontravam. Daqui, a capoeira ganhou o mundo, e consolidou sua internacionalização.Fundador, em 1967, do Grupo de Capoeira Cordão de Ouro, um dos mais expressivos grupos da Capoeira brasileira e mundial, Mestre Suassuna é o principal responsável pela preservação do que há de melhor na movimentação e na arte da Capoeira.

Continua até hoje formando os seus “bambas” e orientando a todos que o procuram. Entre os muitos capoeiristas que Mestre Suassuna conheceu, dois foram de extrema importância para o desenvolvimento de seu trabalho, João Batestaca, ou Mestre João Grande, discípulo de Mestre Pastinha e Mestre Canjiquinha. Mestre João Grande influenciou o famoso Miudinho que é uma angola sarada que joga em cima, joga embaixo e joga dentro. Mestre Canjiquinha, artista que também era, influenciou toda a carreira artística de Mestre Suassuna.

 

Mestre Suassuna reinventou as seqüências da Capoeira e tem um vasto trabalho artístico e musical. Tão importante no nosso tempo quanto foram Mestre Bimba e Mestre Pastinha no século XX, Mestre Suassuna é ícone na Capoeira e tem reconhecimento internacional com discípulos atuando em vários países do mundo. Está no hall dos grandes nomes que trabalham em prol da capoeira e dos capoeiristas.

Fonte: Site Cordão de Ouro Mangalot

Reinaldo Ramos Suassuna, ou Mestre Suassuna, (Itabuna, 3 de julho de 1938) é um dos mais importantes mestres de capoeira no Brasil.1

Fundou em 1967, o Grupo de Capoeira Cordão de Ouro em São Paulo, e é considerado um dos maiores difusores da capoeira internacionalmente. Ele formou Mestre Caveirinha, Mestre Zambi ( Risadinha) entre outros.

Conheça Mestre Pastinha

Pastinha

Vicente Joaquim Ferreira Pastinha (Salvador, 5 de abril de 1889 — Salvador, 13 de novembro de 1981), foi um dos principais mestres de Capoeira da história.1

Mais conhecido por Mestre Pastinha, nascido em 1889 dizia não ter aprendido a Capoeira em escola, mas “com a sorte”. Afinal, foi o destino o responsável pela iniciação do pequeno Pastinha no jogo, ainda garoto. Em depoimento prestado no ano de 1967, no ‘Museu da Imagem e do Som’, Mestre Pastinha relatou a história da sua vida: “Quando eu tinha uns dez anos – eu era franzininho – um outro menino mais taludo do que eu tornou-se meu rival. Era só eu sair para a rua – ir na venda fazer compra, por exemplo – e a gente se pegava em briga. Só sei que acabava apanhando dele, sempre. Então eu ia chorar escondido de vergonha e de tristeza.” A vida iria dar ao moleque Pastinha a oportunidade de um aprendizado que marcaria todos os anos da sua longa existência.1

“Um dia, da janela de sua casa, um velho africano assistiu a uma briga da gente. Vem cá, meu filho, ele me disse, vendo que eu chorava de raiva depois de apanhar. Você não pode com ele, sabe, porque ele é maior e tem mais idade. O tempo que você perde empinando raia vem aqui no meu cazuá que vou lhe ensinar coisa de muita valia. Foi isso que o velho me disse e eu fui”. Começou então a formação do mestre que dedicaria sua vida à transferência do legado da Cultura Africana a muitas gerações. Segundo ele, a partir deste momento, o aprendizado se dava a cada dia, até que aprendeu tudo. Além das técnicas, muito mais lhe foi ensinado por Benedito, o africano seu professor. “Ele costumava dizer: não provoque, menino, vai botando devagarinho ele sabedor do que você sabe (…). Na última vez que o menino me atacou fiz ele sabedor com um só golpe do que eu era capaz. E acabou-se meu rival, o menino ficou até meu amigo de admiração e respeito.”1
Ensino e difusão

Foi na atividade do ensino da Capoeira que Pastinha se distinguiu. Ao longo dos anos, a competência maior foi demonstrada no seu talento como pensador sobre o jogo da Capoeira e na capacidade de comunicar-se. Os conceitos do mestre Pastinha formaram seguidores em todo Brasil. A originalidade do método de ensino, a prática do jogo enquanto expressão artística formaram uma escola que privilegia o trabalho físico e mental para que o talento se expanda em criatividade. Foi o maior propagador da Capoeira Angola, modalidade “tradicional” do esporte no Brasil.1

Em 1941, fundou a primeira escola de capoeira legalizada pelo governo baiano, o Centro Esportivo de Capoeira Angola (CECA), no Largo do Pelourinho, na Bahia. Hoje, o local que era a sede de sua academia é um restaurante do Senai.1

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Em 1966, integrou a comitiva brasileira ao primeiro Festival Mundial de Arte Negra no Senegal, e foi um dos destaques do evento. Contra a violência, o Mestre Pastinha transformou a capoeira em arte. Em 1965, publicou o livro Capoeira Angola, em que defendia a natureza desportista e não-violenta do jogo.1

Entre seus alunos estão Mestres como João Grande, João Pequeno, Boca Rica, Curió, Bola Sete (Presidente da Associação Brasileira de Capoeira Angola), entre muitos outros que ainda estão em plena atividade. Sua escola ganhou notoriedade com o tempo, frequentada por personalidades como Jorge Amado, Mário Cravo e Carybé, cantada por Caetano Veloso no disco Transa (1972). Apesar da fama, o “velho Mestre” terminou seus dias esquecido. Expulso do Pelourinho em 1973 pela prefeitura, sofreu dois derrames seguidos, que o deixaram cego e indefeso. Morreu aos 93 anos.1

Durante décadas, dedicou-se ao ensino da Capoeira, e mesmo quando cego não deixava de acompanhar seus alunos. Vicente Ferreira Pastinha morreu no ano de 1981, mas continua vivo nas rodas, nas cantigas, no jogo.

“Tudo o que eu penso da Capoeira, um dia escrevi naquele quadro que está na porta da Academia. Em cima, só estas três palavras: Angola, capoeira, mãe. E embaixo, o pensamento: Mandinga de escravo em ânsia de liberdade, seu princípio não tem método e seu fim é inconcebível ao mais sábio capoeirista.”

Fonte: Wikipédia

Mestre Zequinha
(Entrevista com o Mestre Zequinha)

Meu nome é José de Almeida Filho, conhecido nas rodas de capoeira como Mestre Zequinha. Sou piracicabano com muito orgulho, pratico a capoeira há 30 anos e tenho muito prazer em falar de muitos mestres que fazem parte de minha história, em especial quatro deles. O primeiro não era mestre, mas para mim foi, pois foi o meu primeiro mestre de capoeira. Prefeito, como era chamado, dedicou mais de um ano me ensinando. Nos conhecemos numa fábrica de cadeiras em Piracicaba.SP, em 1975. Nas minhas primeiras semanas de trabalho, minha bicicleta quebrou e tive que levar meu almoço para a fábrica. Depois do almoço fui dar um passeio e ao passar pela garagem da fábrica vi o Prefeito fazendo alguns movimentos que me encantaram, então perguntei o que ele estava fazendo e foi aí que ele me explicou que era a capoeira. Desde então começou a me ensinar todos os dias na hora do almoço, naquela mesma garagem. Passaram-se 6 meses e o Prefeito disse que estava muito corrido, pois não estava tendo mais tempo para descansar na hora do almoço e disse que não iria mais me ensinar. Mas como eu não queria parar de aprender falei com minha mãe, D. Maria, se o Prefeito poderia me ensinar no quintal de casa, e ela aceitou. O Prefeito continuou me ensinando no quintal de casa, junto com mais outros 3 colegas, por mais ou menos 1 ano. Um certo dia, ele me disse que como não era formado não tinha mais o que ensinar para mim e me aconselhou a procurar um tal de João. Fui atrás, mas não o encontrei e acabei conhecendo Claudival da Costa – Mestre Cosmo. Foi num desfile de Carnaval que o vi pela primeira vez, conversamos e logo comecei a praticar a capoeira com ele. Pratiquei a capoeira com Mestre Cosmo por 10 anos, me formando Professor em 1985, e durante estes anos ele me ensinou muito, me ensinou a ter respeito pelos mais velhos, bem como pelos mais novos e me mostrou os caminhos para que eu buscasse a capoeira que pratico hoje.

Em 1986 foi o meu maior contato com a Capoeira Angola, foi amor à primeira vista, quando visitei a Bahia e lá fiz um curso com um dos mais famosos mestres de Capoeira Angola, discípulo de Mestre Pastinha, o Mestre João Pequeno. Neste mesmo ano também tive contato com um dos maiores cantadores e tocadores de berimbau da Bahia, Mestre Waldemar Rodrigues da Paixão, onde tive uma grande aula teórica, em sua própria casa em Salvador, sobre a história da capoeira, a formação de uma bateria e toques de berimbau.

Foi também em 1986, no Forte Santo Antonio, em Salvador, onde fui assistir uma aula, que tive o privilégio de conhecer o renomado Mestre Boca Rica, também discípulo do saudoso Mestre Pastinha. Mas, o maior contato com o Mestre Boca Rica foi no Mercado 7 Portas, onde todos os anos se realizava uma roda em homenagem ao aniversário do mestre. Desde então, nunca mais perdi o contato com Mestre Boca Rica, que sempre me ensinou muito, sendo meu conselheiro e me passando muita segurança, estando sempre presente em todos os meus eventos.

Em 1989 vim a conhecer um dos mais elegantes mestres de Capoeira Angola, o Mestre Lua de Bobó. O mestre tem elegância no cantar, no tocar de um berimbau e no jogo de capoeira. Quando joguei a capoeira com ele pela primeira vez, parecia que nos conhecíamos há muitos anos e depois deste jogo fui conhecer o trabalho dele lá em Salvador, no Dique do Tororó e tivemos muitos outros encontros em rodas de capoeira.

No ano de 1995 convidei o Mestre Lua de Bobó para participar de um evento que realizava em Piracicaba. Ele ficou hospedado em minha casa, nos tornamos amigos e, em 1996, quando criei a Escola de Capoeira Raiz de Angola, o convidei para ser o padrinho, e ele aceitou com muito agrado. Ele é também o Diretor Técnico da escola e vem a Piracicaba, 2 ou 3 vezes por ano, ministrar aulas teóricas e práticas e avaliar o desempenho dos alunos. No evento realizado em Piracicaba, em 1997, o Mestre Boca Rica disse que naquele dia eu tinha me tornado mestre, pelo evento realizado e pelo jogo que fiz com os mestres presentes. Ele disse que iria me formar, e assim foi feito no ano de 2001, onde me presenteou com um diploma de mestre.

Em 2002, o Mestre Lua de Bobó realizou seu evento em Arembepe.BA, onde estavam presentes vários alunos da Escola de Capoeira Raiz de Angola e também o Professor Tim Tim de Manaus (formado por mim). Nesta data o mestre tinha preparado a minha formatura, mas por motivos econômicos, eu não pude estar presente. No ano de 2003, em Arembepe, o Mestre Lua de Bobó realizou outro evento, oficializando a minha formatura e vim receber mais um diploma de mestre. Foram 4 dias com oficinas, palestras e rodas, sendo que no último dia foi realizado a cerimônia oficial de minha formatura. O Mestre Lua de Bobó me apresentou a todos os mestres presentes, falou sobre o meu trabalho e o motivo pelo qual estava me formando. Depois me passou a palavra, onde fiz um juramento a todos, dizendo que jamais iria decepcioná-los e nunca deturparia a legítima Capoeira Angola.

Foi um momento de muita emoção para mim e todos os presentes. Em seguida começou a roda de formatura, onde comecei jogando com o mestre mais renomado, Mestre João Pequeno. Em seguida joguei com os seguintes mestres: Mestre Bigodinho, Mestre Brandão, Mestre Pelé do Tonél, Mestre Pelé da Bomba, Mestre Zé Pretinho, Mestre Ciro, Mestre Almir, Mestre Faísca, Mestre Pedra e Mestre Orelha. Também estavam presentes vários Contra Mestres, Professores, entre eles o Professor Lampião (formado por mim) e Trenéis de vários lugares do Brasil e do Mundo.

Em todos esses anos praticando a capoeira, conheci muitos mestres famosos representantes da chamada “velha guarda” da Bahia, além de outros mais jovens. Entre estes capoeiristas posso citar: Mestre João Pequeno, Mestre Waldemar da Paixão, Mestre Canjiquinha, Mestre Paulo dos Anjos, Mestre Curió, Mestre Felipe de Santo Amaro, Mestre Ferreirinha de Santo Amaro, Mestre Brandão, Mestre Papo Amarelo, Mestre Bobó, Mestre Boca Rica, Mestre Lua de Bobó, Mestre Morais, Mestre Renê, Mestre Augusto, Mestre Vermelho Boxéu, Mestre Vermelho 27, Mestre Nenél, Mestre Martinho, Mestre Lua Rasta, Mestre Gato Preto, Mestre Barba Branca, Mestre Mário Bom Cabrito, Mestre Dois de Ouro, Mestre Jaime de Mar Grande, Mestre Ananias, Mestre Pessoa, Mestre Virgílio, Mestre Gerson Quadrado, Dona Maria Romélia – a Dona Lice (esposa de Mestre Pastinha), Mestre No, Mestre Mala, Mestre Gildo Alfinete, Mestre Cobrinha Mansa, Mestre Valmir, Mestre Fernando, Mestre Diogo, Mestre Jogo de Dentro, Mestre Cláudio de Feira de Santana, Mestre Macaco de Santo Amaro, e muitos outros que não me recordo neste momento, todos baianos e de muita tradição na capoeira. Devo muito a todos eles, pois me ajudaram muito na minha formação como Angoleiro.

Ainda nos dias de hoje os ideais de Zumbi de igualdade e liberdade são objetivos a serem alcançados, já que não vivemos em uma sociedade justa, com oportunidades iguais. Neste atual contexto social, a capoeira – e de maneira especial a Capoeira Angola, por deter esse poder de anular diferenças é uma das poucas atividades que homens e mulheres, pobres e ricos, pretos e brancos, doutores e analfabetos convivem em harmonia e igualdade.

Mestre Zequinha realiza seu trabalho com a Capoeira Angola em Piracicaba, estado de São Paulo. Iniciou os seus aprendizados na arte da capoeira em 1975, sendo formado professor em 1985 e recebendo o título de mestre em duas ocasiões diferentes, em 2001 pelas mãos de Mestre Boca Rica e em 2002, em um grande evento em Arembepe.BA, pelo Mestre Lua de Bobó. Com o modismo tomando conta da capoeira e a crescente proliferação de pessoas preocupadas apenas com o desenvolvimento de determinados elementos desta arte, acabam por reduzir a capoeira cada vez mais a uma mera atividade física. Mestre Zequinha, depois de muitas pesquisas, com o pensamento de atuar na preservação dos rituais, costumes, tradições, ritmos e cantinelas, fundou em 1996 a Escola de Capoeira Raiz de Angola, com o objetivo de transmitir os valores culturais, as origens históricas, os verdadeiros significados e os conhecimentos técnicos e filosóficos da Capoeira Angola, disponibilizando a qualquer indivíduo o acesso a um rico universo cultural formado pela luta, dança, música e pela história que tanto se mistura com a de nosso país.

Em 2001, com a evolução natural dos trabalhos, a Escola de Capoeira Raiz de Angola realizou a primeira formatura de professores, com a formação do Professor Tim Tim e do Professor Lampião. Em 2003, após retomar um projeto muito antigo, Mestre Zequinha e a escola conseguiram realizar a gravação do primeiro CD de Capoeira Angola, com músicas inéditas. Procurando preservar a história e a tradição desta arte, a escola vem atuando em diversos setores da sociedade piracicabana, se destacando na realização de eventos culturais, como o EXPARCUN (Exposição de Arte e Cultura Negra), a Semana de Conscientização e Valorização da Raça Negra, a Semana Cultural da ESALQ-USP, a FECONEZU, além dos Encontros Nacionais de Capoeira Angola, que tem o intuito de difundir cada vez mais a tradição da Capoeira Angola entre os piracicabanos e toda a região. Além disso, Mestre Zequinha, juntamente com seus graduados, realizam projetos sociais que envolvem o ensino da capoeira em centros comunitários, universidades, associações de bairros, atuando com isto na formação física, social e cultural do cidadão. O próximo sonho, meta ainda a ser conquistada, é a de dar um endereço fixo, um espaço próprio para a Escola de Capoeira Raiz de Angola, que funcionará como um local que possa formar verdadeiros angoleiros e com isso manter viva as tradições da Capoeira Angola.

Mestre Zequinha

Mestre Zequinha realiza seu trabalho com a Capoeira Angola em Piracicaba, estado de São Paulo. Iniciou os seus aprendizados na arte da capoeira em 1975, sendo formado professor em 1985 e recebendo o título de mestre em duas ocasiões diferentes, em 2001 pelas mãos de Mestre Boca Rica e em 2002, em um grande evento em Arembepe.BA, pelo Mestre Lua de Bobó. Com o modismo tomando conta da capoeira e a crescente proliferação de pessoas preocupadas apenas com o desenvolvimento de determinados elementos desta arte, acabam por reduzir a capoeira cada vez mais a uma mera atividade física. Mestre Zequinha, depois de muitas pesquisas, com o pensamento de atuar na preservação dos rituais, costumes, tradições, ritmos e cantinelas, fundou em 1996 a Escola de Capoeira Raiz de Angola, com o objetivo de transmitir os valores culturais, as origens históricas, os verdadeiros significados e os conhecimentos técnicos e filosóficos da Capoeira Angola, disponibilizando a qualquer indivíduo o acesso a um rico universo cultural formado pela luta, dança, música e pela história que tanto se mistura com a de nosso país.

Nesses 40 anos de pratica de Capoeira conheci grandes Mestres, vi grandes jogos que ninguém tira de mim.

Muitos jogam Capoeira igual a mim, mas poucos viveram o que vivi, viram o que eu vi, e jamais viveram tudo isso, pois muitos desses grandiosos Mestres já não se encontram mais entre nós! 

“Capoeira  Angola para mim é minha arte, é minha vida, é onde me torno menino, forte e fraco. Forte porque consigo jogar bem e envolver meu parceiro de roda sem machucá-lo e sem que ele me machuque e fraco porque quando faço um belo jogo, um belo movimento me emociono, me da alegria e o meu corpo se arrepia, meus olhos se enchem de água e me sinto fraco, mas a vontade de vencer é muita e ai me recupero logo. Sinto-me forte e alegre como um escravo que acabou de derrotar o capitão do mato e está correndo para o Quilombo, me sinto livre, forte sendo capaz de ir muito mais longe. Isso é a Capoeira  Angola, só quem sente é que sabe. ´´

4O Anos de dedicação a capoeira nesse 01 de Abril 2015

Bom dia meus Amigos e minhas Amigas de tantos anos, e amigos recentes que conquistei pelos eventos por onde andei,e pelas redes sociais, Venho com muita alegria compartilhar com vocês essa minha alegria de hoje dia 1º de Abril de 2015, estou completando 40 anos de pratica e de vida entregue a essa arte que me deu vida, saúde, sabedoria, amigos, consciência da minha cultura, da minha gente, de onde vim e pra onde quero ir e chegar, felicidades e muita calma pra lutar contra as diversidades da vida e aquelas imposta sobre nós pretos e pobres! 40 anos dedicado a Capoeira, Valorizando os grandes Mestre Guardiões da Capoeira que tanto lutaram pra manter viva essa Luta arte que nós deu a Liberdade pra ir e vir com dignidade que todos nos seres humanos merecemos. Gratidão total à minha princesa, minha rainha que me deu a vida e sempre me apoiou naquilo em que eu acreditava, minha querida Mãe! minha filha Luana, ao Mestre Cosmo, Mestre João Pequeno, Mestre Boca Rica, Mestre Lua de Bobó que tiveram uma influência direta na minha formação como homem e hoje como um Mestre de Capoeira Angola, à minha comunidade pelo carinho que tens comigo e que me mantem firme na minha luta de todos os dias, e que é minha base que me sustenta em pé! ( Lampião, Meia Noite TimTim, Mileni, Jubileu, Garcia, Andorinha, Pingo, Raquel, Isabela, Paina, Marina, Ziane, cheroso, Bambu, Manaiba, Wick, Carcara, Rosinha, Neide, Conce, Preta, Brígida, Priscila, Sabia, Betinho, Ganga Zumba, Saara, Pé, Margarete, Gisele, Taila, Regina, Thiago, Juliana, Junior, Limbo, Laurinha, Enzo, Galega, as criança de Meia Noite, me perdoe se estou esquecendo alguém.) Não poço deixar de citar esses grandes Mestres amigos de Tantos anos, Mestre Cavaco, Mestre Ananias, Mestre Bigo, Mestre Gaguinho, Mestre Augusto, Mestre KK Bonates, Mestre Moa do Katende, Mestre Jequié, Mestre Virgílio de Ilhéus, Mestre Jogo de Dentro, Mestre Cabelo, Mestre Plinio, Mestre Ratinho, Mestre Gê e João, Luiza Maluza, Mestre Claudio Costa, Mestre Angolinha, Mestre Dominguinhos, Mestre Noel, Mestre Ciro, Mestre Djop, Mestre Lua Rasta, Mestre Pé de Chumbo, Mestre Felipe de Santo Amaro, Mestre Limãozinho, minha querida Professora Rosinha, Mestre Peixe, Mestre Levy, Mestre Jaime, Mestre Antônio Affonso, Mestre Marcial, Mestre Garcia, Mestre Pedro Feitosa, Romário, Mestre Gaúcho, Mestre Zelão Mestre Topete, e Tantos outros que não cabe aqui. Exatamente em 1º de Abril de 1975 dei meus primeiros passo nesse mundo magico da Capoeira! CAPOEIRA ANGOLA SEMTE QUEM SABE JOGA E JOGA QUEM SENTE… “OBRIGADO À JAH, AOS ORIXAS EM ESPECIAL À OXALA E OGUM QUE ME FORTALESSE´´
Me desculpa o texto longo de mais, pois não deu pra resumir 40 anos em 4 linhas rssss…

contato:EMAIL:capoeiraraizdeangola@yahoo.com.br

Fonte: Blog da Escola Raiz de Angola de Piracicaba

M Plinio

O Mestre Plinio começou capoeira na rua do bairro onde morava em 1979, mas foi só em 1981 que entrou numa academia mesmo.A partir daí não parou de praticar a capoeira sempre na presença de um mestre. Quando conheceu o Mestre Môa do Katendê ele disse  para o Plinio,que já estava preparado para desenvolver um trabalho com a capoeira. Logo depois, em 1993 Encontrou o Mestre Jogo de Dentro e começou a trabalhar na Fábrica dos Sonhos onde surgiram seus primeiros alunos.

Mestre Plínio Conviveu com Mestre Jogo de Dentro durante 5 anos até que ele o formou Contra Mestre em 1998. O seu primeiro espaço foi na Consolação, no ano de 1993 onde montou o grupo Angoleiro Sim Sinhô. Lá ficou 1 ano e depois foi para a Turiassu onde esta desde 1996 desenvolvendo o trabalho de capoeira angola em São Paulo.

Cronologia

 

1990 a 1992 Lecionou capoeira e percussão na FEBEM.

1990 a 1993 Trabalhou no projeto “Turma Faz Arte”.

1993 a 1995 Trabalhou com Roberto Freire e foi instrutor de capoeira dos grupos Somaterapia.
Fundou o Grupo e Associação (da qual é Presidente) “Centro de Capoeira Angola Angoleiro Sim Sinhô”.

1995 e 1996 Realizou os 2 eventos nacionais de Capoeira Angola no Estado de São Paulo, com o grupo “Semente do Jogo de Angola” fundado pelo Mestre Jogo de Dentro. Fundou Associação da Capoeira Angola do Estado de São Paulo.

(ACASP) 2001 a 2003 Participou do projeto “Parceiros do Futuro” pelo Governo do Estado de São Paulo.
Lecionou Capoeira Angola no Centro Cultural Chico Science.
Coordenou as aulas de Capoeira Angola na creche Coração de Maria.

2002 a 2006 Participou como convidado de Honra (e palestrante em 2005) do Grupo São Salomão no evento em Homenagem ao Mestre Paulo dos Anjos

2005 Realizou um workshop de Capoeira Angola no 2º encontro de Capoeira Angola de Curitiba.
Foi convidado e palestrante do Grupo “Semente do Jogo de Angola” em Montreal, Canadá. Realizou o 1º encontro do Centro de Capoeira Angola Angoleiro Sim Sinhô em Atibaia, SP.

Fonte:Informações retiradas do site oficial do Mestre Plínio

Rua Turiassu 1172 Perdizes São Paulo SP Brasil CEP:05005-000 t. 55 (11) 3673-0688

angoleiros@angoleirosimsinho.org.br


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