Congo de Ouro

Capoeira e Percussão Romário Itacaré

Tenha em Mente que a percussão é uma das mais antigas formas de comunicação entre nós e nossos ancestrais
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Mestre Noel
Noel José do Nascimento é o nome de batismo de mestre Noel, capoeirista e assessor cultural que leva seus conhecimentos da capoeira Angola para dezenas de alunos das Oficinas Culturais da Fundação Educacional e Cultural Deodato Santana/Sectur – Secretaria de Cultura e Turismo de São Sebastião. Natural da capital pernambucana, Recife, Noel chegou à cidade em 1990, iniciando seu trabalho prático diretamente com a capoeira no ano seguinte com outro mestre da cidade, Dominguinhos. Praticando e ensinando a arte genuinamente brasileira da capoeira dentro da escola chamada Angola, mestre Noel, tornou-se monitor cultural em 1995 e desde então tem levado seus conhecimentos aos alunos a quem ensina e também forma novos mestres que, segundo ele, poderão perpetuar esta prática no futuro. Suas aulas atualmente são realizadas em três localidades: na Escola Municipal Henrique Botelho às quartas e sextas-feiras das 9h às 11h; na Escola Municipal Topolândia às terças e quintas-feiras também entre 9h e 11h e no Centro Cultural São Sebastião Batuíra das 19h às 22h todas as terças e quintas-feiras, todos na região central da cidade. Às sextas-feiras, a partir das 19h, professores e alunos do município se reúnem em frente à Sectur para uma confraternização onde realizam uma roda de capoeira Angola e também de samba.

Em São Sebastião, onde pela primeira vez o dia 20 de novembro (Dia da Consciênia Negra) é feriado municipal, destaque para o show da cantora Sandra de Sá. A programação na região incluiu muita música, dança e arte em diversos bairros.

A cidade teve diversas ações em comemoração à Semana da Consciência Negra no Teatro Municipal, na Rua da Praia, na Praça do Pôr do Sol, em Boiçucanga, e no Instituto Verdescola, em Barra do Sahy. Ao longo da semana também hauve o XI Encontro Nacional de Capoeira Angola de São Sebastião; Comandado pelo Mestre Noel e Mestre Dominguinhos, com mestres convidados, Mestre Claudio, Mestre Moreno, Mestre Raimundinho entre outros o encerramento das Oficinas Culturais/2017 com o tema “Samba”; Fóruns Setoriais da Comunidade Negra; desfile de penteado afro; exposições e apresentações artísticas e culturais; cerimônias e rodas de conversa; caminhada Zumbi dos Palmares; show com a cantora Sandra de Sá, entre outros.

O dia 20 de novembro passou a ser considerado feriado municipal da Consciência Negra em São Sebastião, conforme decreto assinado pelo prefeito Felipe Augusto no mês de outubro. A Lei Federal 12.519/2011 instituiu o Dia Nacional de Zumbi e da Consciência Negra.

Contando sempre com sua Esposa, Companheira e parceira Mestra Sú, mestre Noel recebe com carinho e respeito todos os convidados, permitindo a participação de todas as manifestações culturais locais, engrandecendo ainda mais o evento da semana da consciência negra na Cidade e Região. Deixo aqui expressados meus votos de muita saúde e paz, e boa continuidade a esse expressivo trabalho dedicado a Cultura Afro Brasileira, e após muitos anos dedicados a nossa Capoeira Angola poder ver brotar a semente para um futuro melhor. Que Deus, nosso criador e redentor abençoe grandemente o trabalho do Mestre Noel e Mestra Sú, para que continuem esse lindo trabalho por muitos e muitos anos.

Romário Itacaré

Conheçam o Mestre Pelé da Bomba

Mestre Pele da Bomba

Mestre Pelé da Bomba

Nome: Natalício Neves da Silva
País: Brasil
Cidade: Recôncavo Baiano, Salvador
Nascimento: 1934
Origem: Mestre Bugalho
Mais usada na Bahia, a expressão “gogó de ouro”é sinônimo de boa voz e de afinação.Num universo de opiniões tão divergentes como o da capoeira, mestre Pelé está entre os poucos que recebem, com unanimidade, este título. Direto de Salvador, ele nos conta o que viu e viveu nas rodas, uma história que começa há mais de meio século

“Iêêêêêêêê!” O chamado de Natalício Neves da Silva, o mestre Pelé, aliado aos primeiros acordes do berimbau, é experiência que, quem viveu, não esquece Sua voz expressiva é capaz de nos conduzir aos 500 anos de história e de nos conscientizar do poder libertador que a roda de capoeira representa.

Mestre Pelé nasceu em 1934. E do tempo em que se jogava capoeira nos finais de feira e nos dias de festa. Também fez parte de uma geração dividida entre a marginalizada capoeira de rua, e a institucionalizada capoeira nas academias.

Primeira roda — Na infância, Pelé ajudou o pai na luta pela sobrevivência. Fazia carvão, colhia mandioca e tratava a terra. Depois, vendia as mercadorias na capital baiana. Foi assim que chegou à rampa do Mercado Modelo, próxima igreja Nossa Senhora da Conceição da Praia, onde encontrou a nata da capoeira. “Conheci a capoeira aos 12 anos de idade, quando ia às feiras e às festas populares do recôncavo baiano. Eu ia com meu pai a Muritiba, São Félix e Cachoeira vender carvão. No final do dia, chegavam os ‘senhores’ de toda a região e”, começavam a brincar para se divertir. Era o povo que dava para o capoeirista o título de mestre, que disputava o título ali no jogo, jogo duro”, lembra. Foi numa dessas rodas que Pelé diz ter conhecido o lendário Besouro Mangangá. E confirma a lenda: “Ele sumia quando queria”.

Lendários — Para o mestre, era entre a Igreja da Conceição e a rampa do Mercado que rolavam as melhores rodas de capoeira da época. Em sua memória estão personagens como Valdemar da Liberdade, Caiçara, Zacarias, Traíra, Angolinha, Avani, Bel e DeI (irmãos), Onça Preta, Sete Mola, Cabelo Bom e Bom Cabelo (gêmeos) e Bugalho, que o teria encantado com sua agilidade. “Tinha muita gente importante, naquela época, além de Bimba e Pastinha. Os alunos deles não jogavam muito na rua. Eles evitavam por causa das brigas, não queriam ficar difamados. O pau quebrava e a policia na cavalaria vivia ‘escarreirando’ os capoeiras, acabando com as rodas. Os capoeiristas, por sua vez, quebravam a polícia no cacete. Bimba e Pastinha queriam evoluir, acabar com essa imagem do capoeira”.

Capoeira de Rua – O aprendizado da maioria dos capoeiristas dessa época era mesmo nas grandes rodas na rampa do Mercado Modelo e nas chamadas festas de largo, que começavam na festa de Nossa Senhora da Conceição da Praia – coração da cidade baixa, próxima ao elevador Lacerda — no dia 1º de dezembro e se prolongavam até o dia 8 do mesmo mês. Depois, vinha a festa de Santa Luzia, frequentada pelos estivadores (trabalhadores do cais do porto), muitos deles, capoeiristas. “Era o dia todo: banho de mar, samba de roda, samba de viola que era uma tradição. Todos os ritmos vindos do recôncavo baiano. Nestas festas, reuniam-se os melhores mestres de capoeira e os melhores locadores de berimbau. Foi num desses momentos que comecei a cantar e a tocar”, relembra.

Foi Bugalho, carregador de embarcações que, nas horas de descanso e nas noites de lua-cheia, ensinou o menino Natalício a gingar nas areia da praia da Preguiça. “Segui a tradição do meu mestre, Bugalho, um grande tocador de berimbau. Ele era um dos melhores, tocava muito bem o São Bento Grande, principalmente quando era noite de lua. Sentávamos na areia da praia e, quando ele tocava, era possível ouvi-lo na cidade alta”

Além das rodas da Liberdade nas tardes de domingo, em que o guarda civil Zacarias Boa Morte “tomava conta”, Pelé mostrava sua arte nas rodas de Valdemar da Liberdade, num galpão de palha de dendê, cercado de bambu. “Eu era ligeiro, tinha um sapateado que ajudava muito. Eles não me pagavam. E, quando eu chegava nas rodas da invasão do Corta Braço, no bairro de Pero Vaz, mestre Valdemar dizia: Lá vem Satanás!”

Experiência — Durante 25 anos Pelé deu aulas de capoeira e, também, no V Batalhão da Policia Militar. “Naquele tempo, era comum a polícia treinar capoeira”. Além dessas atividades, mestre Pelé participou, ao mesmo tempo, deimportantes grupos folclóricos da Bahia como o Viva Bahia. Fez apresentações com o grupo de mestre Canjiquinha, no Belvedere da Praça da Sé, shows para turistas, onde mostrava a capoeira, o maculelê, a puxada de rede e o samba de roda. Sorrindo muito, Pelé explica que “na capoeira, tudo sai da ginga. A ginga, o molejo e a flexibilidade são importantes para o capoeirista, tanto para defesa quanto para o ataque”.

Retorno — Mestre Pelé ficou longe da capoeira por vinte anos. Foi trazido de volta às rodas pelo projeto de resgate e valorização de mestres antigos, criado pela Associação Brasileira de Capoeira Angola (ABCA). Hoje, ele integra o Conselho de Mestres da associação e participa de eventos importantes. Recentemente, emocionou, com sua voz, quem esteve presente no enterro dos mestres Caiçara, Bom Cabrito e Zacarias Boa Morte, e na missa de sétimo dia de Caiçara.

Na ABCA, Pelé espera conseguir viabilizar o projeto de aposentadoria para mestres com mais de 65 anos de vida e 35 anos de capoeira. “O ministro da Previdência, Waldec Ornelas, já votou a aposentadoria das mães e pais de santo que, como os capoeiristas, também tiveram suas atividades proibidas e perseguidas. Além disso, também vamos conseguir provar que Capoeira Angola é cultura popular, e não arte marcial”, finaliza o cantador.

capoeiramalungo.hpg.ig.com.br

Conheçam o Lendário Manduca da Praia

 Manduca da Praia
Manoel Alves da Silva, o Manduca da Praia…
Foi muito antes da abolição que os capoeiristas individualmente ou em maltas, perturbaram e aterrorizaram a sociedade carioca.
Os maltas eram usadas indiscriminadamente em rixas de políticos de diferentes facções. As duas principais eram os Nagôs e os Guaiamus, ele não participava de nenhuma, pois tinha uma banca de peixe e fazia segurança de pessoas ilustres e achava que atrapalharia seus negócios. Um capoeirista famoso conhecido por toda população do Rio de Janeiro foi o Manduca da Praia, homem de negócios, respondeu a 27 processos por ferimentos graves e leves, sendo absolvido em todos eles pela sua influência pessoal e de amigos.
Era pardo claro, alto, reforçado, usava barba grisalha. Sua figura inspirava temores para uns e confiança para outros. Vestia-se com decência, chapéu na cabeça, usava um relógio que era preso por uma corrente de ouro, casaco grosso e comprido que impressionava as pessoas com seu porte, usava como arma uma bengala de cana-da-índia e a ele deviam respeito. 

Década de 40

Certa vez na festa da Penha brigou com um grupo de romeiros armados de pau, ao final da briga deixou alguns inutilizados e outros estendidos no chão, entre outras brigas e confusões. Ganhava bastante dinheiro, seu trabalho era uma banca de peixe que tinha no mercado, vivia com regalias e finais de semana saía para as noitadas.

No entanto, o episódio que rendeu mais fama a Manduca da Praia foi uma luta com um deputado português chamado Santana, homem que se destacava por sua força e por ser exímio lutador de pau. Santana, tendo chegado à cidade, ouviu falar de Manduca da Praia e decidiu desafiá-lo para um combate, já que era conhecido por não recuar diante de qualquer adversário. Manduca foi o campeão, deixando Santana impressionado com sua habilidade, e conta-se que os dois saíram abraçados e foram beber juntos, tendo tornado-se amigos a partir de então.


Data da foto: Década de 40 .
Coleção: Nereu Esteves de Aguiar. Festa de Casamento.Descrição:No casamento de Miguel e Odete.….,…., Gervásio Esteves de Aguiar,
Caetano Norberto,
Pedrinho Muniz,
Alzemiro Santos,
Américo Muniz dos Reis,
Valter Pares, Alberto Teixeira,
Manoel Alves (Manduca),
Djalma e Rosa Muniz dos Reis,
Manoel Esteves e Jovina.

 

Morador da Cidade Nova, era capoeira por conta e risco assim disse Nulo Moraes. Manduca não participava da capoeiragem local, não recebia influência nem visitava outras rodas, pode-se dizer que ele era um malandro nato. Manduca da Praia conquistou o título de valentão, subestimando touros bravos, que sobre os quais saltava quando era atacado.
Na freguesia de São José, regia as eleições, ditando regras e manipulando cédulas.
década de 50

Por volta de 1850, Manduca “iniciou sua carreira de rapaz destemido e valentão,  dotado de enorme força física e “destro como uma sombra”, Manduca cursou a escola de horários integral da malandragem e da valentia das ruas do Rio de Janeiro na época de perigosos capoeiras como, Mamede, Aleixo Açougueiro, Pedro Cobra, Bemtevi e Quebra Coco. Desde cedo destacou-se no uso da navalha e do punhal; no manejo do petrópolis – um comprido porrete de madeira-de-lei, companheiro inseparável dos valentões da época – na malícia da banda e da rasteira; e com soco, a cabeçada e o rabo de arraia tinha uma intimidade a toda prova. Tinha algo que o destacava e diferenciava de seus contemporâneos – facínoras, valentes e rufiões – fazendo que se tornasse uma lenda viva, e mais tarde um mito cantado e celebrado até os dias de hoje:uma inteligência fria, calculista e implacável; uma sede de poder, de status e de dinheiro; tudo isso aliado a uma visão de comerciante e de homens de negócios. Fez fama e dinheiro. Foi famoso temido e respeitado.

 

Conheça Mestre Suassuna

Mestre Suassuna

Mestre Suassuna, Reinaldo Ramos Suassuna, é nascido em Ilhéus e criado em Itabuna.

Começou a praticar Capoeira em meados dos Anos 50 devido à orientação médica para praticar esportes e tratar assim de um problema de deficiência nas pernas. Teve seu início capoeirístico em Itabuna, tendo como seu 1º Mestre, o Mestre Maneca, aluno de Mestre Bimba e Zoião.

Naquela época, frequentava as rodas de rua, onde estavam presentes grandes capoeiristas da região, como os Mestres Sururú, Bigode de Arame e Maneca Brandão.>
Em 1972, Mestre Bimba visitou Mestre Suassuna em São Paulo, reconhecendo o seu trabalho e conferindo a ele um Certificado. Um dos mais importantes Mestres que a Capoeira já conheceu.

… tem uma coisa que a gente está começando a esquecer, que na Capoeira existem pessoas. Gente que é pra ser amigo da gente….(Mestre Suassuna)

Líder inconteste da capoeiragem em São Paulo e na região de Itabuna, de onde veio. Realizou o que para muitos era um sonho e uma meta, principalmente para Mestre Bimba e seus discípulos: instalar definitiva e solidamente a Capoeira no coração de São Paulo, a maior metrópole do país. Foi por eles reconhecido, nas palavras de Mestre Decânio, como “o apóstolo de Mestre Bimba em São Paulo”, liderando o grupo de pioneiros que aqui se encontravam. Daqui, a capoeira ganhou o mundo, e consolidou sua internacionalização.Fundador, em 1967, do Grupo de Capoeira Cordão de Ouro, um dos mais expressivos grupos da Capoeira brasileira e mundial, Mestre Suassuna é o principal responsável pela preservação do que há de melhor na movimentação e na arte da Capoeira.

Continua até hoje formando os seus “bambas” e orientando a todos que o procuram. Entre os muitos capoeiristas que Mestre Suassuna conheceu, dois foram de extrema importância para o desenvolvimento de seu trabalho, João Batestaca, ou Mestre João Grande, discípulo de Mestre Pastinha e Mestre Canjiquinha. Mestre João Grande influenciou o famoso Miudinho que é uma angola sarada que joga em cima, joga embaixo e joga dentro. Mestre Canjiquinha, artista que também era, influenciou toda a carreira artística de Mestre Suassuna.

 

Mestre Suassuna reinventou as seqüências da Capoeira e tem um vasto trabalho artístico e musical. Tão importante no nosso tempo quanto foram Mestre Bimba e Mestre Pastinha no século XX, Mestre Suassuna é ícone na Capoeira e tem reconhecimento internacional com discípulos atuando em vários países do mundo. Está no hall dos grandes nomes que trabalham em prol da capoeira e dos capoeiristas.

Fonte: Site Cordão de Ouro Mangalot

Reinaldo Ramos Suassuna, ou Mestre Suassuna, (Itabuna, 3 de julho de 1938) é um dos mais importantes mestres de capoeira no Brasil.1

Fundou em 1967, o Grupo de Capoeira Cordão de Ouro em São Paulo, e é considerado um dos maiores difusores da capoeira internacionalmente. Ele formou Mestre Caveirinha, Mestre Zambi ( Risadinha) entre outros.

Conheça Mestre Pastinha

Pastinha

Vicente Joaquim Ferreira Pastinha (Salvador, 5 de abril de 1889 — Salvador, 13 de novembro de 1981), foi um dos principais mestres de Capoeira da história.1

Mais conhecido por Mestre Pastinha, nascido em 1889 dizia não ter aprendido a Capoeira em escola, mas “com a sorte”. Afinal, foi o destino o responsável pela iniciação do pequeno Pastinha no jogo, ainda garoto. Em depoimento prestado no ano de 1967, no ‘Museu da Imagem e do Som’, Mestre Pastinha relatou a história da sua vida: “Quando eu tinha uns dez anos – eu era franzininho – um outro menino mais taludo do que eu tornou-se meu rival. Era só eu sair para a rua – ir na venda fazer compra, por exemplo – e a gente se pegava em briga. Só sei que acabava apanhando dele, sempre. Então eu ia chorar escondido de vergonha e de tristeza.” A vida iria dar ao moleque Pastinha a oportunidade de um aprendizado que marcaria todos os anos da sua longa existência.1

“Um dia, da janela de sua casa, um velho africano assistiu a uma briga da gente. Vem cá, meu filho, ele me disse, vendo que eu chorava de raiva depois de apanhar. Você não pode com ele, sabe, porque ele é maior e tem mais idade. O tempo que você perde empinando raia vem aqui no meu cazuá que vou lhe ensinar coisa de muita valia. Foi isso que o velho me disse e eu fui”. Começou então a formação do mestre que dedicaria sua vida à transferência do legado da Cultura Africana a muitas gerações. Segundo ele, a partir deste momento, o aprendizado se dava a cada dia, até que aprendeu tudo. Além das técnicas, muito mais lhe foi ensinado por Benedito, o africano seu professor. “Ele costumava dizer: não provoque, menino, vai botando devagarinho ele sabedor do que você sabe (…). Na última vez que o menino me atacou fiz ele sabedor com um só golpe do que eu era capaz. E acabou-se meu rival, o menino ficou até meu amigo de admiração e respeito.”1
Ensino e difusão

Foi na atividade do ensino da Capoeira que Pastinha se distinguiu. Ao longo dos anos, a competência maior foi demonstrada no seu talento como pensador sobre o jogo da Capoeira e na capacidade de comunicar-se. Os conceitos do mestre Pastinha formaram seguidores em todo Brasil. A originalidade do método de ensino, a prática do jogo enquanto expressão artística formaram uma escola que privilegia o trabalho físico e mental para que o talento se expanda em criatividade. Foi o maior propagador da Capoeira Angola, modalidade “tradicional” do esporte no Brasil.1

Em 1941, fundou a primeira escola de capoeira legalizada pelo governo baiano, o Centro Esportivo de Capoeira Angola (CECA), no Largo do Pelourinho, na Bahia. Hoje, o local que era a sede de sua academia é um restaurante do Senai.1

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Em 1966, integrou a comitiva brasileira ao primeiro Festival Mundial de Arte Negra no Senegal, e foi um dos destaques do evento. Contra a violência, o Mestre Pastinha transformou a capoeira em arte. Em 1965, publicou o livro Capoeira Angola, em que defendia a natureza desportista e não-violenta do jogo.1

Entre seus alunos estão Mestres como João Grande, João Pequeno, Boca Rica, Curió, Bola Sete (Presidente da Associação Brasileira de Capoeira Angola), entre muitos outros que ainda estão em plena atividade. Sua escola ganhou notoriedade com o tempo, frequentada por personalidades como Jorge Amado, Mário Cravo e Carybé, cantada por Caetano Veloso no disco Transa (1972). Apesar da fama, o “velho Mestre” terminou seus dias esquecido. Expulso do Pelourinho em 1973 pela prefeitura, sofreu dois derrames seguidos, que o deixaram cego e indefeso. Morreu aos 93 anos.1

Durante décadas, dedicou-se ao ensino da Capoeira, e mesmo quando cego não deixava de acompanhar seus alunos. Vicente Ferreira Pastinha morreu no ano de 1981, mas continua vivo nas rodas, nas cantigas, no jogo.

“Tudo o que eu penso da Capoeira, um dia escrevi naquele quadro que está na porta da Academia. Em cima, só estas três palavras: Angola, capoeira, mãe. E embaixo, o pensamento: Mandinga de escravo em ânsia de liberdade, seu princípio não tem método e seu fim é inconcebível ao mais sábio capoeirista.”

Fonte: Wikipédia

M Plinio

O Mestre Plinio começou capoeira na rua do bairro onde morava em 1979, mas foi só em 1981 que entrou numa academia mesmo.A partir daí não parou de praticar a capoeira sempre na presença de um mestre. Quando conheceu o Mestre Môa do Katendê ele disse  para o Plinio,que já estava preparado para desenvolver um trabalho com a capoeira. Logo depois, em 1993 Encontrou o Mestre Jogo de Dentro e começou a trabalhar na Fábrica dos Sonhos onde surgiram seus primeiros alunos.

Mestre Plínio Conviveu com Mestre Jogo de Dentro durante 5 anos até que ele o formou Contra Mestre em 1998. O seu primeiro espaço foi na Consolação, no ano de 1993 onde montou o grupo Angoleiro Sim Sinhô. Lá ficou 1 ano e depois foi para a Turiassu onde esta desde 1996 desenvolvendo o trabalho de capoeira angola em São Paulo.

Cronologia

 

1990 a 1992 Lecionou capoeira e percussão na FEBEM.

1990 a 1993 Trabalhou no projeto “Turma Faz Arte”.

1993 a 1995 Trabalhou com Roberto Freire e foi instrutor de capoeira dos grupos Somaterapia.
Fundou o Grupo e Associação (da qual é Presidente) “Centro de Capoeira Angola Angoleiro Sim Sinhô”.

1995 e 1996 Realizou os 2 eventos nacionais de Capoeira Angola no Estado de São Paulo, com o grupo “Semente do Jogo de Angola” fundado pelo Mestre Jogo de Dentro. Fundou Associação da Capoeira Angola do Estado de São Paulo.

(ACASP) 2001 a 2003 Participou do projeto “Parceiros do Futuro” pelo Governo do Estado de São Paulo.
Lecionou Capoeira Angola no Centro Cultural Chico Science.
Coordenou as aulas de Capoeira Angola na creche Coração de Maria.

2002 a 2006 Participou como convidado de Honra (e palestrante em 2005) do Grupo São Salomão no evento em Homenagem ao Mestre Paulo dos Anjos

2005 Realizou um workshop de Capoeira Angola no 2º encontro de Capoeira Angola de Curitiba.
Foi convidado e palestrante do Grupo “Semente do Jogo de Angola” em Montreal, Canadá. Realizou o 1º encontro do Centro de Capoeira Angola Angoleiro Sim Sinhô em Atibaia, SP.

Fonte:Informações retiradas do site oficial do Mestre Plínio

Rua Turiassu 1172 Perdizes São Paulo SP Brasil CEP:05005-000 t. 55 (11) 3673-0688

angoleiros@angoleirosimsinho.org.br


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