Congo de Ouro

Capoeira e Percussão Romário Itacaré

Tenha em Mente que a percussão é uma das mais antigas formas de comunicação entre nós e nossos ancestrais
Aprenda RSS feed e encontre você mesmo! Prof Romário

Aquivo de março, 2017

Conheça Mestre Limão

Mestre LimnãoMestre Paulo dos Santos,(Mestre Limão) nasceu em 18/07/1945, em Santo Amaro da Purificação, Bahia.

Aprendeu capoeira quando criança, nas rodas de rua. Tornou-se aluno de Mestre Caiçara (que foi um grande Angoleiro)

Apelido: Recebeu este apelido do Mestre Canjiquinha, devido ao fato de vender limão na feira.

1969 – Veio para São Paulo, juntamente com o Mestre Caiçara para gravar um disco. Começou a frequentar as rodas da república, fez amizades com vários capoeiristas vindos da Bahia como: Mestre Joel, Mestre Suassuna, Mestre Brasília entre outros.

Mestre Limão, conheceu Mestre Pinatti, com o qual consolidou uma amizade e foi convidado junto também com Mestre Paulão para abrirem uma academia. Ainda no ano de 69, mas precisamente no dia 01 de agosto de 1969, foi fundada a Academia São Bento Pequeno, onde eram sócios: Mestres: Limão, Paulão e Pinatti.

Em 1970, Paulo Limão (Mestre Limão)sentiu necessidade de fundar a sua própria academia e a fundou no dia 01 de junho de 1970, na Avenida Morumbi (Academia Quilombo dos Palmares (Zona Sul-SP), ganhou muitos alunos, respeito e admiração tornando-se um dos maiores nomes da capoeira.

Mestre limão, apesar de ter se dado muito em SP, frequentemente ia para a Bahia visitar seus familiares, onde ele permanecia na maioria das vezes por muito tempo; de 6 meses a 1 ano na sua velha Bahia.

Limão era Angoleiro, mas ele ensinou a Regional ; as únicas pessoas que ele ensinou Angola foi para o seu Sobrinho Limãozinho, Silvio Acarajé, para o Jorginho (este depoimento é segundo Mestre Limãozinho.

Limão era um fino aplicador de rasteira. Uma frase que Mestre Limão dizia com muita freqüência era: “Tem aluno e tem discípulo, o discípulo quer pegar toda a essência do Mestre.”

Mestre Limão faleceu em 1985, Limão foi para a Bahia, para nunca mais voltar. Foi a sua última viagem a tão querida Bahia.

A Viajem sem Volta.

Mestre Limão faleceu na Usina Paranaguá; ele teve uma briga pessoal com um cara da lavoura da cana.”

Relato na época divulgado no jornal da bahia segundo Prof.José Roberto:

No ano de 1985, Limão resolveu ir embora para a Bahia e foi trabalhar na Usina Paranaguá, em Santo Amaro da Purificação. Lá na usina ele se desentendeu com um rapaz e acabou matando o cara com um golpe de Capoeira. Foi feita uma cilada na Fazenda e Limão foi morto a traição. Ele foi esquartejado com grande crueldade, mas deixou sua marca registrada como um dos melhores capoeiristas que o Brasil já teve.

Prof. José Roberto.

Infelizmente não tem muita foto de Mestre Limão na Web
Version in English

Mestre Paulo dos Santos, was born on 07/18/1945 in Santo Amaro da Purification, Bahia.

He learned capoeira as a child in the street wheels. He became a student of Master Caiçara (which was a great Angoleiro)

Surname:. He received this nickname the Master Canjiquinha due to the fact of selling lemon in the marketplace

1969 – He came to São Paulo, along with Rascal Master to burn a disc. He began attending the republic wheels, made friends with many coming from Bahia Capoeira as:. Master Joel, Suassuna Master, Master Brasilia among others

Lemon Master, met master Pinatti with which cemented a friendship and was invited along too with Paulão master to open a gym. Still in the year 69, but precisely on August 01, 1969, it was founded the São Bento Pequeno Academy, where they were partners: Masters:. Lemon, Paulo and Pinatti

In 1970, Paul Lemon (Lemon Master) felt the need to found their own academy and founded on June 1, 1970, at Avenida Morumbi (Quilombo Academy of Palmares (South-SP Zone), has won many students, respect and admiration making it one of the largest poultry names.

Master lemon, despite having given up a lot in SP, often went to visit their relatives Bahia, where he remained for the most part long; 6 months to 1 year in old Bahia.

Lemon was Angoleiro, but he taught Regional; the only people he taught Angola went to his nephew Little lemon, Silvio Acarajé for Jorginho (this statement is the second Master Little lemon.

Lemon was a fine trailing applicator. A phrase that Lemon Master said very often was: “Are you a student and disciple has the disciple wants to catch the essence of the Master.”

Lemon master died in 1985, Lemon went to Bahia, never to return. It was his last trip to beloved Bahia.

The Travelling without Volta.

Lemon master died in Paranaguá plant; he had a personal fight with a guy from the sugarcane crop. ”

Reporting at the time published in the journal bahia second Prof.José Roberto:

In 1985, Lemon decided to leave for Bahia and went to work in the plant Paranaguá, in Santo Amaro purification. There at the plant he fell out with a guy and ended up killing the guy with a stroke of Capoeira. A trap was made in Finance and Lemon was killed betrayal. He was quartered with great cruelty, but left his trademark as one of the best capoeiristas that Brazil has ever had.

Professor José Roberto.

Unfortunately not much photo Lemon Master Web

Todas as Fontes Internet Cds Lançados do Mestre Limão| Mestre Limão cd 1
Volta a Biografia

Volta ao Topo

Comentários e Sugestões
foxyform

Sem Video | YouTube

Os Mais Acessados

» Mestre Bimba
» Mestre Pastinha
» Origem da Capoeira
» Biografias
» História Graduação
» Puxada de Rede
» Galeria de Fotos
» Galeria de Letras
» Zumbi dos Palmares
» Legalização da Capoeira
» Codigo Penal 1890
» Regulamentação da Capoeira
» Regulamento Esportivo
» Rainha Nzinga

Conheçam o Silvio Acarajé

Silvio AcarajéNome: Silvio dos Santos. exímio tocador de Berimbau, nasceu em São Paulo em 16 de Novembro de 1954, filho do Sr Casemiro dos Santos e Dona Maria Thereza dos Santos, Iniciou a capoeira no ano de 1969 com o Mestre Paulo Gomes, em 1970 assistindo e tocando berimbau nas rodas de capoeira da Praça da República em São Paulo viu o Mestre Limão jogar capoeira e então começou a treinar com ele, lá conheceu o Mestre Limãozinho, amigo que veio a ser seu cunhado. Em 03 de Dezembro de 1972 ele se formou com o Mestre Paulo Limão na Academia Quilombo dos Palmares. Era capoeirista tinha uma jogo bonito e diferenciado ,um exímio tocador de berimbau, chegou a gravar dois CDS o primeiro foi Capoeira Primitiva, com toques de berimbau raros e por muitos esquecidos e o segundo Saga do Urucungo. Artista plástico fazia desenhos encantadores, fez gravuras em muitas academias, inclusive desenhou com muito carinho a Academia do Mestre Silvestre a Vera Cruz em São Paulo. Silvio Acarajé  nos deixou em 23 de Fevereiro de 1996 em um acidente de Caiaque na Ilha de Itaparica em Vera Cruz, e deixou muitos admiradores, na memoria de familiares e muitos capoeiristas que até hoje ouvem e tentam aprender os toques registrados nos Cds. Agradeço a dona Rosinha, irmã  e também ao Mestre Limãozinho cunhado e admirador do Silvio Acarajé que nos deram detalhes sua vida e obra.

Fonte: www.congodeouro.com.br

Conheça um pouco mais sobre o fantástico mundo da musicalidade da Capoeira.

Esta matéria a seguir foi escolhida a dedo, para vocês conhecerem e aprenderem um pouco mais sobre a musicalidade da capoeira, analisando o trabalho de Silvio Acarajé vocês terão a honra de aprender novos toques e seus respectivos fundamentos. O texto a seguir foi extraído do encarte do CD Capoeira Primitiva de Silvio Acarajé. Axé!

Silvio Acarajé – Capoeira Primitiva

Meu Mestre foi Paulo Limão que está descrito no livro: Capoeira Angola- Waldeloir Rego. Como “Santo Amaro”, o saudoso mestre nasceu em Santo Amaro da Purificação- BA foi para Salvador e tornou-se então contramestre de Caiçara; o mestre Caiçara, considerado então na época (Limão) como um dos melhores Angoleiros da Bahia, deixando sua marca de forma inesquecível nas rodas realizadas no Terreiro de Capoeira do Mestre Pastinha, sendo até escolhido por Mestre João Grande como seu companheiro de jogo; de toque firme e característico no berimbau é possível ouvi-lo no LP de seu Mestre: o Caiçara.
Os toques que lá se ouvem são do mestre em questão. Quem ensinou-lhe os toques, dizia-me sempre foi: Mestre Gato e Mestre Canjiquinha , Limão com o firme propósito de não deixar a cultura e os toques da Capoeira Angola (e Regional) ficar no esquecimento ou mesmo morrer, e tendo em vista o visível interesse em aprender de Silvio Acarajé e seu sobrinho Limãozinho (agora meu cunhado), passa então a ensinar-nos os segredos do berimbau, da dança, no jogo e na luta da capoeira, seja Angola ou Regional.
Eu, pessoalmente dediquei-me ao máximo, aprendendo tudo o que ele me ensinava e sempre buscando mais, perguntando sobre toques os mais esquecidos e difíceis e como se jogava também! Vendo também Mestre Canjiquinha, Gato, tocadores da Ilha e Mercado Modelo; a decorar os sete toques da Capoeira Regional; daquela época para cá (1970) aprendi muito, foi realmente um curso.
Isto que estamos começando a fazer é um trabalho de “base”, que tem naturalmente a força dos Nossos Ancestrais! É um trabalho que traz à tona, o que estava perdido no fundo, encoberto pelo lamaçal do descaso, do esquecimento.
Eis aqui, os toques de berimbau em Gêgy, Angola e outros toques exóticos usados no passado, na Capoeira Angola, guardados outrora em segredo, a sete chaves pelos velhos mestres, apresentados aqui pela primeira vez, de forma tão abrangente ao público capoeira.


Gostaria e salientar e peço o testemunho dos velhos mestres capoeiras que ao passar dos tempos os toques impregnados de axé (os segredos do berimbau) vinham apagando-se da memória dos capoeiras, toques esses que os capoeiras atuais nem sequer ouviram falar! São Toques em Gêgy, como a Angola, o São Bento Grande, o Gêgy Puro, todos esses tocados à maneira Gêgy, que é bem diferente dos conhecidos.
A Angola Dobrada, a Cavalaria Antiga, o Aviso e o Tico-Tico, que são executados à maneira do ex- negro- escravo, o festivo Barravento, o Bizarro Muzenza.
Vamos viver sim, reviver de modo espetacular e autêntico, embora que de um peso colossal de tradição, o que mais rico, puro e brilhante da cultura Afro-Baiana existente; a magia musical da Capoeira Angola; sua mandinga seus mistérios…
Vamos reviver a Velha Bahia da Capoeira, ou se preferirem, a Velha Capoeira da Bahia.
Silvio Acarajé
(Silvio dos Santos)


Toques do CD Capoeira Primitiva- Silvio Acarajé
1- Angola Santo Malandreu: Criação Silvio Acarajé, uma ladainha, uma preparação para o início do jogo da capoeira.
2- Gegy: É um toque vigoroso. O jogo da capoeira é em Angola, a diferença está no toque do berimbau, no repique onde predomina a influência do Gegy- Nagô.
3- São Bento Grande em Gegy: A capoeira é jogada na forma idêntica ao São Bento Grande de Angola. A diferença está no repique Gêgy. No final desta faixa, o ritmo é mudado para Angola.
4- Jogo de Fora: É um toque rapidíssimo, para um jogo de reconhecimento do adversário. Visa observar suas falhas, acontecendo o “Jogo de Dentro”.
5- Jogo de Dentro: Toque muito bonito e vigoroso, começa a moda de São Bento Grande Regional e termina de forma espetacular, numa Angola. No jogo, os contendores enfrentam-se dentro da área do outro, para aplicar e, defender-se dos golpes. É um jogo mais avançado, próprio dos capoeiras bem adiantados na “Arte-Luta”.
6- Dandara: Criação de Silvio Acarajé, homenagem às mulheres que praticam a capoeira. Dandara de acordo com os registros de Palmares, foi o grande amor de Zumbi, o Rei dos Quilombos dos Palmares.
7- São Bento Grande de Angola: “Triplique” por ser constituído por obras de repiques tão rápidos, o ritmo se “triplica”.
8- Samango: Toque antigo é executado batendo-se com a baqueta só embaixo do dobrão, portanto, usando-se somente uma nota. O jogo é muito curioso, praticamente não há ginga, bate-se o pé no chão (um pé só) num movimento de pedalar ao contrário soltando bruscamente os golpes, enganando o adversário.
9- Muzenza: É originário do Candomblé, e no jogo da capoeira, demonstra-se desprezo ao adversário.
10- Angola Dobrada: Pode-se dizer que é o mesmo jogo da Angola, só que o capoeira joga com extrema atenção e na mesma abertura do adversário entrando de cabeça, mãos e pés.
11- Tico-Tico: É um toque no qual a batida da palheta e chocalho do caxixi, imita o pássaro. Dizem os nativos que é muito usado na Ilha de Maré, refúgio dos escravos, capoeiras e pessoas ligadas à cultura afro.
12- São Bento Pequeno de Angola: No jogo da capoeira, os contendores jogam mais em pé sem levar a efeito os golpes, tendo um caráter mais demonstrativo, visando aprimorar os movimentos.
13- Cavalaria Antiga: Toque que era executado com a finalidade de avisar aos negros foragidos da chegada de alguma patrulha da cavalaria,ou qualquer outro inimigo de então.
14- Angola em Gêgy: Ritmo cadenciado, vigoroso, exige do berimbau uma técnica aprimorada.
15- Idalina de Angola: Somente usado pelos capoeiras mais adiantados, que jogavam com uma navalha virada, inversamente colocada, segura entre os dedos dos pés dos capoeiristas, que tentavam atingir tendão do seu oponente.
16- Barravento: Pode-se dizer, um dos mais bonitos toques da capoeira, muito rápido, agradável de se ouvir em que o solista demonstra os infindáveis recursos de repique que há no berimbau. O jogo é solto, muito á vontade; é uma demonstração de alegria.
17- Ave-Maria: Com início lento, demonstrando equilíbrio e conhecimento da arte.
18- Aviso: Pouco conhecido, esquecido. Muito antigo e de execução super-rápida. Tinha como finalidade de alertar os escravos da presença inimiga.

 

Name: Silvio dos Santos. Was born in São Paulo on November 16, 1954, the son of Mr. Casemiro dos Santos and Mrs. Maria Thereza dos Santos. He began capoeira in 1969 with Mestre Paulo Gomes, in 1970, watching and playing berimbau on the wheels Of capoeira from Praça da República in São Paulo saw Master Lemon play capoeira and then began to train with him, there met Master Lemon, a friend who became his brother-in-law. On December 3, 1972 he graduated with Master Paulo Limão at Academia Quilombo dos Palmares. He was a capoeirista had a beautiful and differentiated game, an excellent berimbau player, got to record two CDS the first was Capoeira Primitiva, with touches of berimbau rare and for many forgotten and the second Saga of Urucungo. Unfortunately Silvio Acarajé left us on February 23, 1996 in a kayak accident on the Island of Itaparica in Vera Cruz, and left many admirers, in memory of family and many capoeiristas who to this day listen and try to learn the touches recorded on CDs. I thank Dona Rosinha, sister and also the Master Lemonade brother-in-law and admirer of Silvio Acarajé who gave us details of his life and work.

Source: www.congodeouro.com.br

Get to know more about the fantastic world of Capoeira’s musicality.

This article was chosen by hand, so that you may know and learn a little more about the musicality of capoeira, analyzing the work of Silvio Acarajé you will have the honor to learn new touches and their respective foundations. The following text was extracted from the booklet of the Capoeira Primitiva CD by Silvio Acarajé. Axe!

Silvio Acarajé – Capoeira Primitiva

My Master was Paulo Limão who is described in the book: Capoeira Angola – Waldeloir Rego. As “Santo Amaro,” the late master was born in Santo Amaro da Purification-BA went to Salvador and became foreman at Caiçara; The master Caiçara, considered then at the time (Limão) as one of the best Angoleiros of Bahia, leaving his mark of unforgettable form in the wheels realized in the Terreiro de Capoeira of Mestre Pastinha, being even chosen by Mestre João Grande like his game companion; Of firm and characteristic touch in the berimbau, it is possible to hear it in the LP of its Master: the Caiçara.
The touches that are heard there belong to the master in question. Who taught him the touches, I was always told: Master Cat and Master Canjiquinha, Limão with the firm purpose of not letting the culture and touches of Capoeira Angola (and Regional) stay in oblivion or even die, and in view The visible interest in learning from Silvio Acarajé and his nephew Lemonzo (now my brother-in-law), then teaches us the secrets of berimbau, dance, game and capoeira fight, be it Angola or Regional.
I personally dedicated myself to the maximum, learning everything he taught me and always seeking more, asking about touches the most forgotten and difficult and how to play too! See also Master Canjiquinha, Gato, Island players and Mercado Modelo; To decorate the seven touches of Capoeira Regional; From that time on (1970) I learned a lot, it was really a course.
This we are beginning to do is a “grassroots” work, which naturally has the power of Our Ancestors! It is a work that brings out, what was lost in the background, covered by the mire of neglect, forgetfulness.
Here are the ringtones of berimbau in Gêgy, Angola and other exotic touches used in the past, in Capoeira Angola, once secretly guarded by the old masters, presented here for the first time, so comprehensively to the capoeira audience.

I would like to point out and ask for the testimony of the old capoeiras masters who, in the course of time, the impregnated touches of axé (the secrets of the berimbau) were disappearing from the memory of the capoeiras, touches which the current capoeiras did not even hear! There are touches in Gêgy, such as Angola, São Bento Grande, Gêgy Puro, all those played the Gêgy way, which is very different from the ones known.
The Angolan Dobrada, the Ancient Cavalry, the Warning and the Tico-Tico, which are executed in the manner of the ex- black slave, the festive Barravento, the Bizarro Muzenza.
Let us live yes, revive in a spectacular and authentic way, albeit that of a colossal weight of tradition, the richest, purest and brightest of the existing Afro-Baiana culture; The musical magic of Capoeira Angola; Your mandinga your mysteries …
We will revive the Old Bahia of Capoeira, or if you prefer, the Old Capoeira of Bahia.
Silvio Acarajé
(Silvio dos Santos)

Ringtones of the CD Capoeira Primitiva- Silvio Acarajé
1- Angola Santo Malandreu: Creation Silvio Acarajé, a litany, a preparation for the beginning of the capoeira game.
2- Gegy: It’s a vigorous touch. The game of capoeira is in Angola, the difference is in the touch of the berimbau, in the peal where the influence of the Gegy-Nagô predominates.
3- São Bento Grande in Gegy: Capoeira is played in the same way as São Bento Grande de Angola. The difference is in the Gêgy peal.

Besouro de Mangangá

Besouro Mangangá, Manoel Henrique Pereira

Besouro Mangangá
Nome completo Manoel Henrique Pereira
Nascimento 1895
Santo Amaro, Bahia Bahia, Brasil
Morte 1924 (29 anos)
Ocupação Capoeirista Procurar imagens disponíveis
Manoel Henrique Pereira (Santo Amaro, 1895—1924), mais conhecido como Besouro Mangangá foi um capoeirista baiano que no início do século XX tornou-se o maior símbolo da capoeira baiana. Sua fama chegou ao nível nacional a partir dos anos 1930 e, com a expansão da capoeira para outros continentes, internacionalizou-se.[1]

História[editar | editar código-fonte]
Besouro Mangangá era filho de Maria José e João Matos Pereira, nascido em 1895, e foi assassinado no arraial de Maracangalha, na Santa Casa de Misericórdia de Santo Amaro onde faleceu em 1924. [2], era natural do recôncavo baiano e viveu naquela região, em um período nas florescências dos canaviais em Santo Amaro, tinham importante papel no cenário produtivo, através dos saveiros pelo rio subaé levavam as mercadorias que iam e chegavam até o cais de Salvador.

Manoel Henrique que, desde cedo, aprendeu os segredos da capoeira com o Mestre Alípio no trapiche de baixo, foi batizado como Besouro Mangangá por causa da crença de muitos que diziam que quando ele entrava em alguma embrulhada e o número de inimigos era grande demais, sendo impossível vencê-los, então ele se transformava em besouro e saía voando. Várias lendas surgiram em torno de Besouro para justificar de seus feitos, a principal atribui-lhe o “corpo fechado” e que balas e punhais não podiam feri-lo. Devido aos seus supostos poderes Besouro Mangangá tornou-se um personagem mitológico para os praticantes da capoeira, tendo sua identidade relacionada aos valentões, capadócios, bambas e malandros.

Especula-se que não gostava da polícia e que teria praticado de vários confrontos com as força policiais, às vezes levando vantagem nos embates, porém, segundo Antonio Liberac Cardoso Simões Pires[6]: “Suas práticas não podem ser associadas ao banditismo, pois Besouro sempre se caracterizou como um trabalhador por toda sua vida, nunca sendo preso por roubo, furto ou atividade criminal comum. Suas prisões foram relacionadas às ações contra a polícia, principalmente no período em que esteve no exército”. Algumas documentações históricas registram os confrontos entre Besouro Mangangá e a polícia, como o ocorrido em 1918, no qual Besouro teria se dirigido a uma delegacia policial no bairro de São Caetano, em Salvador, para recuperar um berimbau que pertencia ao seu grupo. Com a recusa do agente em devolver o objeto apreendido, Besouro partiu para o ataque com ajuda de alguns companheiros. Eles não conseguiram recuperar o berimbau desejado, pois foram vencidos pelos policiais, os quais receberam ajuda de um grupo de moradores locais:

Aos dez dias de setembro de mil novecentos e dezoito,
nesta capital do estado da Bahia (…) Argeu Cláudio de Souza,
com vinte e três anos de idade, solteiro, natural deste estado,
praça do primeiro batalhão da brigada policial (…)
foi interrogado pelo doutor delegado que lhe perguntou o seguinte:
como foi feita a agressão de que foi vítima no posto policial
de São Caetano? (…) Ali apareceu um indivíduo mal trajado,
e encostando-se a janela central do referido posto,
durante uns cinco minutos, em atitude de quem observava alguma coisa,
que decorrido este tempo, o dito indivíduo interpelando o respondente,
pediu-lhe um berimbau que se achava exposto juntamente com armas apreendidas….
Estilo de luta[editar | editar código-fonte]
A capoeira praticada no recôncavo baiano no final do século XIX e início do século XX apresentava aspectos próprios, tinha em seus traços lúdicos a inserção de instrumentos de cordas – possivelmente houve a mescla entre a prática do samba e da capoeira – e nos treinamentos de luta envolvia técnicas em torno do uso de armas como a faca e a navalha; o chapéu era um importante elemento na defesa das investidas de mão armada.[9] Os praticantes de capoeira desse período desenvolveram uma técnica de ataque com faca e navalha que consistia no fato do lutador amarrar sua arma e um elástico e treinar o ato de lançar a arma, ferir o adversário e retornar a mão novamente.

Morte de Besouro[editar | editar código-fonte]
As circunstâncias de sua morte são contraditórias. Há versões que afirmam que Besouro morreu em um confronto com a polícia; outras, que foi traído, com um ataque de faca pelas costas. Esta última é muito cantada e transmitida oralmente na capoeira conta que um fazendeiro, conhecido por Dr. Zeca, após seu filho Memeu ter apanhado de Besouro, armou uma cilada. O fazendeiro tinha um amigo que era administrador da Usina de Maracangalha, de nome Baltazar. Besouro não sabia ler, então mandaram uma carta para Baltazar, pelo próprio Besouro, pedindo ao administrador que desse fim dele por lá mesmo. Baltazar recebeu a carta, leu, e disse a Besouro que aguardasse a resposta até o dia seguinte. Besouro passou a noite por lá; no outro dia foi buscar a resposta. Quando chegou na porta foi cercado por uns 40 homens, que o iam matar. As balas nada lhe fizeram; um homem o feriu a traição com uma faca de tucum (ou ticum), um tipo de madeira, tida como a única arma capaz de matar um homem de corpo fechado.

O atestado de óbito relata da seguinte forma:

Manoel Henrique, mulato escuro, solteiro, 24 anos, natural de Urupy,
residente na Usina Maracangalha, profissão vaqueiro, entrou no dia 8
de julho de 1924 às 10 e meia horas do dia, falecendo às sete horas da noite,
de um ferimento perfuro-inciso do abdômen.
Cadê o Besouro[editar | editar código-fonte]
Canção muito conhecida na capoeira:

Besouro Mangangá era homem de corpo fechado
Bala não matava e navalha não lhe feria
Sentado ao pé da cruz enquanto a polícia o seguia
Desapareceu enquanto o tenente dizia

Cadê o Besouro
Cadê o Besouro
Cadê o Besouro
Chamado Cordão de Ouro

Besouro era um homem que admirava a valentia
Não aceitava a covardia maldade não admitia
Com a traição quebrou-se a feitiçaria
Mas a reza forte só Besouro quem sabia

Atrás de Besouro,
O tenente mandou a cavalaria
No estado da Bahia
E Besouro não sabia

Já de corpo aberto,
Fez sua feitiçaria
Cada golpe de Besouro
Era um homem que caía

Hoje, Besouro é conhecido como Cordão de Ouro, o exu das sete encruzilhadas. Está presente nos terreiros de Umbanda, onde incorpora em médiuns. Besouro, quando chega no terreiro, senta-se no chão em posição de lótus. Besouro, quando vem trabalhar, não gosta muito de conversar e gira nos seus protegidos calado.[carece de fontes]

Filme[editar | editar código-fonte]
Uma adaptação cinematográfica da história de Besouro, dirigida por João Daniel Tikhomiroff, estreou no Brasil no dia 30 de outubro de 2009. Besouro foi interpretado por Ailton Carmo. O trailer foi o de maior sucesso do cinema brasileiro no ano.
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Felipe Santo AmaroMeu nome e Felipe Santiago. Comecei a aprender a capoeira com 18 anos de idade com o mestre Arlindo um angoleiro pra ninguém colocar defeito.

Meu primeiro teste foi numa festa de 13 de Maio. Eu estava apreciando e ele estava na roda, de repente, ele me puxou pelo braço e quando me saltou eu corri e quando me distraí ele me puxou de novo e mandou me cobri. Já o rabo de Arrais seguia a voz dele. Eu caí na negativa e a partir daí o jogo rolou. Só que por motivo de trabalho eu dei uma parada. Recomecei aos 20 anos com Vivi de Popó, que me aperfeiçoou.

Hoje estou aqui, com esta boa idade praticando capoeira sendo querido e amado por todos, ajudando o quanto posso pra não deixar esta arte se extinguir. E assim eu vou matando a saudade no meio dessa boa juventude. Enquanto Deus estiver me dando força e resistência, estarei sempre lado a lado com a capoeira. A minha vida foi muito sofrida, perdi meus pais ainda na adolescência e comecei a trabalhar para sobreviver.

Fui um grande farrista, porém, muito respeitado e cumpridor do meu dever. A melhor fase da minha vida dentro do esporte foi depois dos sessenta anos. Idade onde muitos pensam em parar, foi exatamente quando eu comecei a me destacar. Hoje a minha popularidade abrange não só o estado da Bahia, como uma boa parte do Brasil: Rio de Janeiro, São Paulo, Espírito Santo, Minas Gerais, entre outros.

Pratico a capoeira por amor e espero que todos os seguidores desta arte mantenham este mesmo amor e dedicação. Nesta forma a capoeira fica sendo mais divulgada e o seu seguidor, chega a esta mesma idade que eu me encontro (76 anos), praticando a arte com todo vigor. O mestre Felipe, o angoleiro mais velho em atividade de Santo Amaro, é um dos maiores compositores das músicas de capoeira do Recôncavo Baiano. Já participou nas gravações de dois CD’s de capoeira, “Salve Deus e Salve a Pátria” – 2001 e “Vamos Vencer Camará” – 2003. Confecciona artesanatos, e participa de inúmeras rodas de samba. As habilidades do mestre Felipe são muitos grandes. Não se resume só as rodas de capoeira. Isto é visto através dos artesanatos que o mesmo confecciona e também das participações de inúmeras rodas de samba, onde esse velho mestre mostra a beleza e simpatia toda alegria do povo do Recôncavo.

Mestre Felipe como outros mestres são os chamados o ouro da nova geração que estar chegando esta geração que não estar tendo o mínimo de respeito em estar tentando respeitar os princípios artístico e cultural de uma arte que foi massacrada e desvalorizadas por uma sociedade preconceituosa. E que agora de uma forma bem sutil esta arte estar conquistando seu movimento a qual ela já merecia. Mas o que nos estamos tentando colocar e que os que estão tendo contato com esta arte tente a cada momento valorizar os seus ideias .

Porque ser angoleiro não apenas estar colocando a perna pra cima não e sim vem concedida de um contexto herquico e que precisa continuar sendo vista assim como era com energias voltadas ao ensinamento e preservação da mesma .Em quantos ainda temos alguns guardiões daquela época vivos pra nos mostrar realmente o que e como foi o ser capoeirista e sobreviver a varias questões desta arte mania tais como racismo, preconceitos social racial intelectual. Enfim uma seria de bloqueios que impedia mas eles continuar sendo verdadeiros e mantiveram ate os seus últimos dias porque eu penso que nos tempos de hoje estar sendo muito fácil ensinar e aprender a capoeira de angola porque em primeiro lugar ninguém estar querendo se preocupar em se transportar mas ate a África e sim ensinar uma coisa parecida com isso .

O mestre Felipe de Santo Amaro, relata a sua vivencia naquele tempo coisa que era a forma de aprender capoeira com os mestres antigos quer dizer com os capoeiristas antigos e naquela época não existia a academia e sim a roda a qual tinha que ser um pouco valente pra entrar e sair dos movimentos. Então na idade ainda de jovem deste mestre já não era tão fácil aprender capoeira e sim a vontade que vigorava dentro desta arte. E a vivencia dele e um relato que serve como exemplo pra a nova geração de hoje pra ver que os mestres que ganharam os nomes que tem hoje não havia uma preocupação de ser mestre ou ensinar porque a capoeira era feita de forma harmoniosa prazerosa e com uma paixão e nos tempos de hoje a paixão estar ligada ao lado marcial competitivo pois entrar hoje na roda nos remete a estar se defendendo contra o outro que quer mostrar apenas a forma como se faz pra pegar e não mostrar a beleza desta belíssima arte.

Em 2017 Mestre Felipe de Santo Amaro – BA, estará no Abril pra Angola, compartilhando com todos nós sua experiência de vida. Inscreva-se

Gerson Quadrado

Gérson Francisco da Anunciação, conhecido Mestre Quadrado. Nascido em 1925, na Ilha de Mar Grande, Recôncavo baiano.

Foi um grande capoeirista e um dos maiores conhecedores de chulas. Gravou os CDs: Encanto banto num recanto da ilha: capoeira angola e samba chula; e Aruê Pã com o grupo Samba tradicional da Ilha. Além de ter participação em: Samba de Roda, Patrimônio da Humanidade.

Faleceu em 17 de abril de 2005, mesmo dia em que foi fundada a Associação dos Sambadores e Sambadeiras do estado da Bahia.
“Eu amo a capoeira. Amo tanto a capoeira que se tiver um doente para morrer ali, precisando de uma vela e mandarem eu comprar uma vela para ele… Se eu ouvir um gunga tocando… Bom, ele vai morrer. Sem a vela.”

Sambador como poucos. Capoeirista de primeira grandeza. Cantador fora de série, batuqueiro, conhecedor e participante de afoxé, Terno de Rosas, Chegança, Rancho do Boi. Esse era o Mestre Quadrado.

Em primeiro de julho de 1925 nasceu Gerson Francisco da Anunciação na Gamboa/Vera Cruz, Ilha de Itaparica. Órfão por parte de mãe, ainda muito cedo foi abandonado pelo pai. O mesmo pai que não queria, de jeito nenhum, que ele aprendesse capoeira. Para nossa sorte, o menino foi desobediente e resolveu ir atrás do berimbau.

Considerava seu principal mestre na capoeira um pedaço de bananeira. Durante muitos anos, vários capoeiristas quiseram que o mestre mostrasse a eles como tinha sido esse aprendizado com a bananeira. Ele não contava. De acordo com Seu Gerson, ainda pequeno ele viu um senhor chamado Julio da Penha treinando com a bananeira e passou a imitá-lo. Além da planta, passou por mestres de carne e osso, como Bitonha e Reginaldo.

Mas a vida não era só capoeira: sustentava suas três irmãs mais novas desde pequeno, quando seu pai partiu. Pescando, mariscando, trabalhando no cal da Ilha, nas docas de Salvador. O trabalho pesado foi endurecendo e fazendo crescer o corpo do pequeno Gerson, que ficou muito forte. A ponto de parecer um “quadrado”.

Mestre Gerson Quadrado contava das suas “corridas” da polícia, na antiga rampa do antigo Mercado Modelo. Pandeiros furados, ter que se esconder dentro de tonéis, em saveiros ou, se desse sorte, na casa de amigos para fugir da repressão. A perseguição à capoeira, que muitos hoje lêem em livros de história, foi vivida na pele por esse grande homem.

Todos que conviveram com Seu Gerson garantem: era de um caráter raro de se ver hoje. Prezava o cultivo da verdade sob qualquer circunstância. Era um homem de princípios, inflexível. “Passei fome- mas o que era dos outros, graças a Deus, nunca peguei. Porque não era meu.” São muitas as histórias contadas sobre a honestidade e a simplicidade desse capoeirista, que conviveu com Cobrinha Verde, Aberrê, Caiçara, Canjiquinha, Pastinha.

Manteve, em frente à bodega de Mané Zambeta, na Ilha de Itaparica, uma roda de capoeira por muito anos debaixo de um grande cajueiro. Roda por onde passaram grandes nomes da capoeira, famosos hoje ou não.

Além da capoeiragem, Mestre Gerson Quadrado virou lenda também no samba. Foi um dos grandes mestres dessa arte. Chegava a cantar 50 chulas sem parar para pensar. Tocava, conhecia os fundamentos, desafiava. Aprendeu com Mané Zambeta, Vitaliano, Luiza, Teófilo (Gago) Lopes e Chico da Viola.

Mestre Gerson Quadrado, mesmo tendo tido fama de valentão quando jovem (fama assumida por ele mesmo em depoimentos gravados) era cheio de carinho e atenção com quem o cercava. Falava com doçura com aqueles que ganhavam sua confiança, que podiam inclusive ter a sorte de aprender um samba raro com esse grande homem.

Talvez esse jeito carinhoso tenha aparecido por ele estar sempre cercado de mulheres: 3 irmãs, a mulher Balbina, seis filhas e umas vinte netas. Uma das suas irmãs, Dona Aurinda, aparece no maravilhoso documentário “Cantador de Chula” tocando seu prato.

Mestre Jaime de Mar Grande era muito próximo a Mestre Gerson. Os dois nasceram na Ilha, viveram bem pertinho. Ele contou certa vez, em um evento em São Paulo, que Mestre Gerson Quadrado se afastou durante um período do mundo da capoeira. Mas que esse afastamento se deu por amor. O velho mestre amava tanto a capoeira que não podia ver as fofocas, os “disse-me-disse” dos capoeiristas. E, para não se chatear com a capoeira, preferiu se afastar. Mas o amor falou mais alto (com uma ajudinha de Mestre Jaime) e Mestre Gerson voltou ao mundo da capoeiragem. Outro mestre que teve um bom convívio com Mestre Gerson foi Mestre Lua Rasta, aprendendo com ele e o homenageando em vida sempre que possível.

A capoeira e o samba de roda devem muito a esse homem que, infelizmente, nos deixou em 17 de abril de 2005.

Meet Master Gerson Quadrado

Gerson Quadrado
Gérson Francisco of the Anunciação, known Quadrado Master. Born in 1925 on the island of Mar Grande, Recôncavo, Bahia.
He was a great capoeirista and one of the greatest connoisseurs of cool. Recorded CDs: Charming banto in a corner of the island: capoeira angola and samba chula; And Aruê Pã with the traditional Samba group of the Island. Besides having participation in: Samba de Roda, Patrimony of Humanity.
He died on April 17, 2005, the same day that the Association of Sambadores and Sambadeiras of the State of Bahia was founded.

“I love capoeira. I love capoeira so much that if there is a patient to die there, needing a candle and have me buy a candle for him … If I hear a gunga playing … Well, he’s going to die. Without the candle. ”
Sambador as few. Capoeirista of first greatness. Outstanding singer, drummer, connoisseur and participant of afoxé, Suit of Roses, Chegança, Rancho do Boi. This was the Square Master.
On July 1, 1925 Gerson Francisco of the Annunciation was born in Gamboa / Vera Cruz, Island of Itaparica. Orphaned by his mother, he was abandoned very early by his father. The same father who did not want him to learn capoeira at all. Luckily, the boy was disobedient and decided to go after the berimbau.
He considered his main master in capoeira a piece of banana. For many years, several capoeiristas wanted the master to show them how he had learned this with the banana tree. He did not count. According to Seu Gerson, as a young man, he saw a gentleman named Julio da Penha training with the banana tree and began to imitate him. Besides the plant, he passed masters of flesh and bone, such as Bitonha and Reginaldo.
But life was not just capoeira: it supported its three younger sisters from small, when its father left. Fishing, mariscando, working on the lime of the Island, on the docks of Salvador. The heavy work was hardening and growing the body of the little Gerson, who became very strong. It looks like a “square.”
Mestre Gerson Quadrado counted on his “races” of the police, in the old ramp of the old Model Market. Pierced pandeiros, having to hide inside barrels, on sloops or, if luckily, in the house of friends to escape the repression. The persecution of capoeira, which many today read in history books, was lived in the skin by this great man.
Everyone who lived with Seu Gerson guarantees: it was a rare character to see today. He preached the cultivation of truth under all circumstances. He was a man of principle, inflexible. “I was hungry, but what was in others, thank God, I never got it. Because it was not mine. “There are many stories told about the honesty and simplicity of this capoeirista, who lived with Cobrinha Verde, Aberrê, Caiçara, Canjiquinha, Pastinha.
In front of the Mané Zambeta winery, on the Island of Itaparica, he kept a capoeira wheel for many years under a large cashew tree. Roda where famous capoeira’s famous names have passed.
Besides capoeira, Mestre Gerson Quadrado also became a legend in samba. He was one of the great masters of this art. I could sing 50 guys without stopping to think. He touched, he knew the basics, he challenged. He learned with Mané Zambeta, Vitaliano, Luiza, Teófilo (Gago) Lopes and Chico da Viola.
Mestre Gerson Quadrado, even though he had been known as a bully as a young man (a self-assumed fame in recorded testimonials) was full of affection and attention with those around him. He spoke sweetly to those who gained his confidence, who could even be lucky enough to learn a rare samba with this great man.
Perhaps this affectionate way has appeared because he is always surrounded by women: three sisters, the Balbina woman, six daughters and some twenty granddaughters. One of her sisters, Dona Aurinda, appears in the wonderful documentary “Cantador de Chula” playing her plate.
Mestre Jaime de Mar Grande was very close to Mestre Gerson. The two were born on the Island, lived close by. He once told, at an event in São Paulo, that Master Gerson Quadrado moved away during a period of the world of capoeira. But that this withdrawal was for love. The old master so loved capoeira that he could not see the gossip, the “told me,” of the capoeiristas. And, in order not to get upset about the capoeira, he preferred to walk away. But love spoke louder (with a little help from Mestre Jaime) and Mestre Gerson returned to the world of capoeira. Another master who had a good relationship with Mestre Gerson was Mestre Lua Rasta, learning from him and honoring him in life whenever possible.
Capoeira and samba de roda owe much to this man who, unfortunately, left us on April 17, 2005.

Totonho de Maré

MESTRE TOTONHO DE MARÉ
(m. maré)

Antônio Laurindo Das Neves nasceu na última década do séc. XIX, no dia 17 de setembro do ano de 1894 na Ilha de Maré, Salvador(BA) era filho de Manoel Gasparino Neves e de Margarida Neves, era 5 anos mais novo que o Mestre Pastinha(1889-1981), 1 ano mais velho que Besouro Magangá(1895-1924), e 6 anos mais velho que o Mestre Bimba(1900-1974). Foi um dos mais afamados entre os antigos capoeiristas da Bahia, o próprio dizia ter aprendido capoeira sozinho. Foi observando mais antigos que ele jogarem que o Mestre Maré desenvolveu o seu aprendizado e depois foi testa-lo pelas ruas de Salvador, com o passar do tempo o mesmo ganhou as rodas e o respeito dos bambas do seu tempo.

Maré compôs o seleto grupo de bambas que frequentava a gengibirra. A gengibirra era a nata da capieoragem baiana, frequentada por Aberrê, Livino Diogo, Noronha, Amorzinho e muitos outros grandes nomes da capoeira da Bahia nas primeiras décadas do séc. XX.(inclusive esse último “Amorzinho” era um guarda de quarteirão, foi ele quem entregou ao Mestre Pastinha a responsabilidade de assumir e organizar gengibirra no ano de 1941).

O Mestre Maré era um homem fisicamente muito forte, a sua força, a sua destreza e a sua grande estatura o-fez ser vencedor de grandes duelos corporais em lutas de rua pela Bahia. Durante a sua juventude, foi por diversas vezes campeão baiano de capoeira(lutas clandestinas organizadas por estivadores do caís que além de Maré tinha o estivador e capoeirista Victor H.U, como um dos grandes campeões, lembrando que o Mestre Bimba foi o primeiro a subir no ringue em lutas oficiais durante os anos 30, inclusive Victor H.U, foi um dos lutadores derrotado pelo criador da regional). Muitos dos antigos angoleiros eram respeitados pelos seus certeiros rabos de arraia, Maré era respeitado pelas suas certeiras e fortes cabeçadas que sempre levava ao chão quem as-recebiam, ora fossem companheiros de jogo, ora fossem adversários de luta em brigas de rua.

Maré foi um capoeirista n’uma época em que a capoeira era proibida pelo código penal, um período onde os seus praticantes a-usavam para os mais variados meios. A capoeira era um meio de sobrevivência, era a principal arma nos conflitos com a polícia, era usada para fazer capangagem política, era usada para marcação de território, era usada nas brigas dentro das casas de prostituição, era usada para guardar casas de jogos, era usada para resolver pendências pessoais e etc. Todos esses fatores faziam a sociedade ver a capoeira e os capoeiristas como um perigo para a sociedade. Ser capoeirista no tempo do Mestre Maré era matar um leão por dia, não bastava ficar atento apenas com a perseguição policial, teria também que se esquivar dos grandes valentões que ganharam as ruas de Salvador nesse período.

Maré assim como o Mestre Noronha não tinha uma roda de capoeira fixa, ele participava das rodas dos amigos geralmente nas festas de largo da Bahia. A voz trêmula da velhice, a barba branca, as rugas no rosto e os cabelos brancos lhe garantiam o respeito de todos dentro da capoeiragem. Não era muito de se meter confusões e só brigava para se defender, foi preso apenas uma vez depois tomar a arma de um homem que queria mata-lo, e após espancar o dito cujo ele foi parar na cadeia. Participou do filme “dança de guerra dirigido pelo Mestre Jair Moura no ano de 1968, um documentário com a participação dos grandes mestres da velha guarda baiana, nesse periodo o Mestre Maré já tinha 74 anos de idade, seis anos antes da sua morte. A única entrevista existente em audio do Mestre Maré foi gravada justamente por Jair Moura durante as gravações de dança de guerra, além do filme e da entrevista existe também um CD, relativo ao documentário, tudo isso está disponível no YouTube.

Muito pouco se sabe sobre esse importante nome da capoeiragem baiana, um dos mais
importantes nomes da capoeira antiga registrado na história. O Mestre Bimba se referia ao mesmo como “meu companheiro Maré”, ambos tinham um respeito muito um pelo outro. Inclusive os antigos angoleiros ao questionarem as gloriosas vitórias do Mestre Bimba no ringue usaram o argumento que ele teria que lutar com o Mestre Maré que era campeão baiano, porém essa luta nunca aconteceu.

Para tristeza da capoeira e da cultura Brasileira, no dia 18 de outubro de 1974 as cortinas do espetáculo da vida se fechou para o mestre Maré, e ele fez a sua passagem aos 80 anos de idade. Oito décadas de muitas aventuras, capoeiragem, alegrias, tristesas, glórias e muitas histórias. Infelizmente Maré não escapou da triste sina da capoeiragem antiga de morrer na miséria, assim como morreu Bimba, Pastinha, Noronha e toda a nata da capoeira baiana.

“Faço parte do grupo de galanteiros da capoeira ”
(M. Maré)

Fontes:
entrevista cedida por Maré a Jair Moura em 1968.

.MAGALHÃES FILHO JOGO DE DISCURSOS: A DISPUTA POR HEGEMONIA NA TRADIÇÃO DA CAPOEIRA ANGOLA BAIANA Dissertação apresentada ao Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais da Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas da Universidade Federal da Bahia, como requisito parcial para a obtenção do título de Mestre em Ciências Sociais.

Texto:
Antônio Luiz dos Santos Campos(boa alma)
Mestre Maré aos 80 anos de idade

Cobrinha Verde

Rafael Alves França, o Mestre Cobrinha Verde, viveu entre 1917 e 1983 e foi um dos mais temidos e respeitados capoeiristas de sua época.

Nascido na cidade de Santo Amaro da Purificação, berço da capoeira baiana, afirmava ser um parente legítimo do lendário capoeirista Besouro Mangangá, mais precisamente seu primo. Foi com ele que aos quatro anos de idade que se iniciou na arte da capoeiragem. Além de seu primo, também teve a oportunidade de aprender com os mais famosos capoeiristas daquela época, como Siri de Mangue, Canário Pardo e Doze Homens.

O apelido “cobrinha-verde” foi dado pelo próprio Besouro Mangangá, devido à sua agilidade e destreza com as pernas. Foi um dos poucos conhecedores do jogo de “Santa Maria”. Toque onde os capoeiras jogavam com navalhas entre os dedos dos pés e chegou a ser o mais antigo capoeirista em atividade.

Alcançou o posto de 3° Sargento no antigo Quartel do CR em Campo Grande e chegou a participar da revolução de 32. Após dar baixa no exército, começou a dar aulas de capoeira na Fazenda Garcia. Também ensinou no Centro Esportivo de Capoeira Angola Dois de Julho, localizado no nordeste de Amaralina. Chegou a dividir os trabalhos com Mestre Pastinha, onde passou seus conhecimentos para seus alunos que incluíam os futuros mestres, João Grande e João Pequeno.

Cobrinha Verde sempre ensinou a capoeira de graça. Conforme foi contado por ele próprio, seu primo Besouro o fez prometer que jamais cobraria dinheiro para ensinar a arte da capoeira. E essa promessa foi mantida até o final de sua vida.

Em determinada época de sua vida Mestre Cobrinha Verde sai do recôncavo baiano e viaja grande parte do nordeste se metendo em várias aventuras, entre elas, acompanhar o bando de cangaceiros de Horácio de Matos.

Em uma dessas aventuras contou que em certa ocasião, armado com um facão de 18 polegadas, enfrentou oito policiais que abriram fogo contra ele e com o dito facão conseguiu desviar todas as balas. Alguma semelhança com seu primo Besouro?

Esta e muitas outras façanhas eram atribuídas não só à sua agilidade e destreza, mas também a algumas mandingas que só os baianos do recôncavo conhecem. Contava o mestre que essas mandingas foram ensinadas por um africano de nome Pascoal que era vizinho de sua avó.

Dizia o mestre que possuía um patuá com poderes mágicos, que poderiam livrá-lo de inimigos e de algumas situações críticas, quando se metia em alguma confusão. Dizia também que esse patuá era vivo e que ficava pulando, quando era deixado num prato virgem. Mas um dia o patuá foi embora por causa de um erro que o mestre havia cometido.

Depois de muitas aventuras e “causos” para contar, Cobrinha Verde volta à Bahia, onde vive até o final de sua vida.

Em 1963, foi convidado pelo ator de cinema Roberto Batalin, para gravar um disco de capoeira, junto com os mestres Traíra e Gato. Este disco recebeu o nome de “Traíra Capoeira da Bahia”. Foi um dos primeiros do gênero e é considerada uma obra prima da capoeira.

Em 1983, Mestre Cobrinha Verde se despede deste mundo, deixando um legado digno dos antigos mestres da capoeira da Bahia.

Salve Mestre Cobrinha Verde

 Manduca da Praia
Manoel Alves da Silva, o Manduca da Praia…
Foi muito antes da abolição que os capoeiristas individualmente ou em maltas, perturbaram e aterrorizaram a sociedade carioca.
Os maltas eram usadas indiscriminadamente em rixas de políticos de diferentes facções. As duas principais eram os Nagôs e os Guaiamus, ele não participava de nenhuma, pois tinha uma banca de peixe e fazia segurança de pessoas ilustres e achava que atrapalharia seus negócios. Um capoeirista famoso conhecido por toda população do Rio de Janeiro foi o Manduca da Praia, homem de negócios, respondeu a 27 processos por ferimentos graves e leves, sendo absolvido em todos eles pela sua influência pessoal e de amigos.
Era pardo claro, alto, reforçado, usava barba grisalha. Sua figura inspirava temores para uns e confiança para outros. Vestia-se com decência, chapéu na cabeça, usava um relógio que era preso por uma corrente de ouro, casaco grosso e comprido que impressionava as pessoas com seu porte, usava como arma uma bengala de cana-da-índia e a ele deviam respeito. 

Década de 40

Certa vez na festa da Penha brigou com um grupo de romeiros armados de pau, ao final da briga deixou alguns inutilizados e outros estendidos no chão, entre outras brigas e confusões. Ganhava bastante dinheiro, seu trabalho era uma banca de peixe que tinha no mercado, vivia com regalias e finais de semana saía para as noitadas.

No entanto, o episódio que rendeu mais fama a Manduca da Praia foi uma luta com um deputado português chamado Santana, homem que se destacava por sua força e por ser exímio lutador de pau. Santana, tendo chegado à cidade, ouviu falar de Manduca da Praia e decidiu desafiá-lo para um combate, já que era conhecido por não recuar diante de qualquer adversário. Manduca foi o campeão, deixando Santana impressionado com sua habilidade, e conta-se que os dois saíram abraçados e foram beber juntos, tendo tornado-se amigos a partir de então.


Data da foto: Década de 40 .
Coleção: Nereu Esteves de Aguiar. Festa de Casamento.Descrição:No casamento de Miguel e Odete.….,…., Gervásio Esteves de Aguiar,
Caetano Norberto,
Pedrinho Muniz,
Alzemiro Santos,
Américo Muniz dos Reis,
Valter Pares, Alberto Teixeira,
Manoel Alves (Manduca),
Djalma e Rosa Muniz dos Reis,
Manoel Esteves e Jovina.

 

Morador da Cidade Nova, era capoeira por conta e risco assim disse Nulo Moraes. Manduca não participava da capoeiragem local, não recebia influência nem visitava outras rodas, pode-se dizer que ele era um malandro nato. Manduca da Praia conquistou o título de valentão, subestimando touros bravos, que sobre os quais saltava quando era atacado.
Na freguesia de São José, regia as eleições, ditando regras e manipulando cédulas.
década de 50

Por volta de 1850, Manduca “iniciou sua carreira de rapaz destemido e valentão,  dotado de enorme força física e “destro como uma sombra”, Manduca cursou a escola de horários integral da malandragem e da valentia das ruas do Rio de Janeiro na época de perigosos capoeiras como, Mamede, Aleixo Açougueiro, Pedro Cobra, Bemtevi e Quebra Coco. Desde cedo destacou-se no uso da navalha e do punhal; no manejo do petrópolis – um comprido porrete de madeira-de-lei, companheiro inseparável dos valentões da época – na malícia da banda e da rasteira; e com soco, a cabeçada e o rabo de arraia tinha uma intimidade a toda prova. Tinha algo que o destacava e diferenciava de seus contemporâneos – facínoras, valentes e rufiões – fazendo que se tornasse uma lenda viva, e mais tarde um mito cantado e celebrado até os dias de hoje:uma inteligência fria, calculista e implacável; uma sede de poder, de status e de dinheiro; tudo isso aliado a uma visão de comerciante e de homens de negócios. Fez fama e dinheiro. Foi famoso temido e respeitado.

 

Dona Nicinha Sambadeira

Samba de Nicinha

Maria Eunice Martins, conhecida como Nicinha do Samba é uma importante personagem do samba de roda e da história da cidade de Santo Amaro (BA). Nascida e criada no universo da cultura afro-baiana, Nicinha sempre transitou nos ambientes singulares do Recôncavo: nos terreiros de Candomblé, na Capoeira, no Maculelê e, principalmente, no samba de roda, onde ela se destaca como exímia sambadeira. Dona Nicinha é a matriarca do grupo de samba de roda Raízes de Santo Amaro, que conta com a participação de mais de 30 integrantes, entre tocadores de atabaque, pandeiro, reco-reco, agogô, tamborim e maraca, além das sambadeiras, belas senhoras negras, vestidas ao estilo das baianas do candomblé, que dão vida ao samba de roda através do sapateado miudinho e o requebrado característico que só elas sabem fazer.

Nora do lendário Mestre Popó, que se dedicou a preservar a dança-luta maculelê, criando nos anos 50 o grupo Maculelê de Santo Amaro, que contribuiu com o resgate dessa tradição. O filho de Mestre Popó, Mestre Vavá, marido de Dona Nicinha, se dedicou à Capoeira, mas também deu continuidade à tradição do Maculelê. Nicinha foi responsável por introduzir o samba de roda no grupo, que mais tarde iria se chamar Raízes de Santo Amaro. No início o samba de roda foi introduzido de maneira tímida, segundo Dona Nicinha, inicialmente era “só um sambinha depois do Maculelê”, com o passar do tempo o grupo foi crescendo e tomou a proporção que possui atualmente, tendo inclusive realizado apresentações na Europa e Estados Unidos, ao longo de mais de três décadas de atuação.

Nicinha e as sambadeiras desempenham um papel fundamental para a manutenção da manifestação do samba de roda, preservando um jeito particular de dançar, nos pés, com movimentos lentos, conhecidos como miudinhos, passos estes que se aceleram à medida que os ritmos do samba corrido ou do samba de viola começam a acelerar a festa. Contemplado pelo Programa Petrobrás Cultural 2010, o grupo lançou o CD virtual Samba de Nicinha – Raízes de Santo Amaro com um repertório formado por samba-corridos, sambas de viola, chulas, ladainhas de capoeira e toques de maculelê, uma mostra da riqueza musical do contexto cultural do qual Nicinha e o grupo Raízes de Santo Amaro fazem parte. O CD está disponível para download gratuito no site do Samba de Nicinha, onde também é possível encontrar textos e mais informações sobre o grupo

Dona RosinhaPalavras da Amiga e Também Sambadeira  DONA ROSINHA ( Mestre Limãozinho) “Sambadeira de Raiz, a essência da vida e do Samba do Recôncavo e do Brasil

 

 

 

 

Ouça Um Pouco….