Congo de Ouro

Capoeira e Percussão Romário Itacaré

Tenha em Mente que a percussão é uma das mais antigas formas de comunicação entre nós e nossos ancestrais
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Aquivo de março, 2015

Conheça Mestre Moreno

Mestre Moreno

Almir José da Silva,  conhecido no mundo da Capoeira, como mestre Moreno,nascido em Minas Gerais, na cidade São João Del Rey, perto de Barbacena dia 05 de Julho de 1962 , Veio para São Paulo em 1970, começou a capoeira em 1974, e se formou mestre em 1994 com o Mestre Ananias. Hoje Comanda o grupo Centro Cultura Nago Capoeira Angola em Itaquera na Rua Bruno Zabala 113  Cj Jose Bonifacio Itaquera – sp

Informações obtidas direto com o Mestre Moreno.

Com um jogo bonito e descontraído o mestre Moreno alegra e encanta todos aqueles que gostam de uma bela Roda Capoeira… Axé

 

Conheça o Mestre Zé Baiano

Mestre Zé Baiano

José Joaquim de Andrade Filho, esse é o meu nome de registro, sou conhecido como “Mestre Zé Baiano”, nascido em Paripiranga no Estado da Bahia. Hoje aos sessenta e um anos leciono Capoeira Angola em minha casa aqui na cidade de Caraguatatuba, Estado de São Paulo, Brasil. Onde soma-se aproximadamente quarenta e cinco anos de prática, aprendizados e ensinamentos.

Durante essa minha trajetória a Capoeira Angola possibilitou-me formar sob os olhos de Mestre Gato Preto, seis alunos dando-lhes o merecido título de professor dos quais quatro deles estão comigo e fazem parte dessa grande escola que é a “Escola de Capoeira Angola Rei Zumbi”. Ainda no século XX, no início da década de 80 tive a opurtunidade de conhecer Mestre Gato Preto, que foi o responsável pelo meu aperfeiçoamento em ritmo de jogo, musicalidade, formação de bateria e fundamentos da Capoeira Angola. Os ensinamentos que ofereço aos meus professores e alunos são reflexos de anos de trabalho sob supervisão e orientação de Mestre Gato Preto. Sou eternamente grato ao saudoso Mestre Gato Preto.


Nossa História
Fui um garoto sofrido e de coração grande, mas também fui teimoso em amar a Capoeira! Graças a Deus, Eu sou… O que sou!!

Nossa História Última Edição em 28/03/2015

Mestre Zé Baiano contando histórias

Nossa história confunde-se com a minha vida. Nasci em Paripiranga-BA em 08/01/1947. Quando criança brincava de pernada na Capoeira. Em 1965 cheguei em São Paulo e aqui conheci Capoeira em 1972. Em 1984 conheci o saudoso Mestre Gato Preto-BA(José Gabriel Goés/ Berimbau de ouro de Santo Amaro / Nascimento 19/03/1930 – Falecimento 06/08/2002 ). Com ele aperfeiçoei os meus conhecimetos na Capoeira Angola e tudo que a envolve: Ritmo de canto, Jogo, Formação de bateria, Convivência Social e Fundamentos da Capeira Agola. Mantenho as tradições passadas por Mestre Gato que podem ser conferidas por você que acompanha nosso trabalho.Verifique nossos produtos em “Itens para a Venda”

Fonte: Site Rei Zumbi

Conheça Mestre Curió

Mestre Curió

Minha imagem é minha cabeça” – Mestre Curió

Publicado originalmente no fanzine Mandinga, em 7 de junho de 1998

Quem é o mestre Curió?

Meu nome é Jaime Martins dos Santos, uma pessoa muito sofrida e vivida no cenário da capoeira nacional.

E o apelido de Curió?

Meu avô também era capoeirista e se chamava Curió, e esse nome surgiu por causa disso, quando eu comecei na capoeira todo mundo falava, “É o mesmo jogo do avô!”. Tentaram uma época me chamar de Dois de Prata, porque eu usava muita prata, mas não pegou.

Como foi que o senhor entrou para o mundo da capoeira?

Eu comecei capoeira com seis anos, e nem gostava muito, mas eu estudava numa escola, e tinha uns amiguinhos maiores do que eu, e eles aproveitavam do meu tamanho e me batiam mesmo. E eu tenho toda minha família de capoeiras, eu senti que estava na hora de aprender, aí cheguei pro meu bisavô e disse: “Eu preciso jogar capoeira”, e ele respondeu: “Muleque, você já quer jogar capoeira, mas você não gostava!” Aí eu expliquei tudo a ele. Na primeira aula ele me espancou o que pôde, mas eu aguentei, e quando voltei para a aula, já mais esperto, os garotos quando vieram me bater esbarraram no meu pé e na minha cabeça.

Qual foi o seu contato com Pastinha ?

Minha relação foi através do finado mestre Besouro de Santo Amaro, meu bisavô, ele me disse que se eu quisesse continuar com a capoeira, tinha que procurar Mestre Pastinha, porque só ele era angoleiro de verdade e de confiança.

Qual foi o seu contato com Pastinha ?

Minha relação foi através do finado mestre Besouro de Santo Amaro, meu bisavô, ele me disse que se eu quisesse continuar com a capoeira, tinha que procurar Mestre Pastinha, porque só ele era angoleiro de verdade e de confiança.

Como era o Mestre Pastinha ?

Era uma figura incalculável, sutil, muito educado e que fazia seu trabalho com muita sinceridade e honestidade, mas era rígido, muito rígido, e foi graças a essa rigidez que ele deixou tantos alunos bons.

Como era a relação entre aluno e mestre ?

Hoje os alunos querem que o mestre corra atrás deles, mas, naquela época, os alunos é que corriam atrás do mestre, porque tinham interesse. Hoje não levam capoeira com sinceridade, senão seria outra coisa!

Qual a importância da capoeira Angola hoje em dia ?

A importância da capoeira Angola naquela época e hoje em dia, para mim, é a mesma coisa, porque eu continuo com essa fidelidade que Deus me inspirou, e me nomeou mestre por Pastinha, meu avô, meu bisavô, e que me fez encarar a capoeira de corpo e alma. E eu a faço com muita sinceridade e responsabilidade como aprendi na Escola Mestre Pastinha, e tudo aquilo que eu achei lá, é o que eu estou transmitindo para os meus verdadeiros alunos, aqueles que querem me acompanhar e que querem a verdadeira capoeira Angola.

Como você vê a evolução da capoeira ?

Eu não vejo evolução, para lhe ser sincero, eu vejo é a perdição. A capoeira é muito rica, ela não precisa de infiltrações de outras artes marciais, porque ela foi a primeira luta no Brasil, e ela já traz sua filosofia. E hoje, o que eu vejo é a descaracterização, estão tirando o brilho, a essência, o patrimônio da capoeira, botam luta-livre, judô, karatê, eu gostaria que as pessoas olhassem com mais sensibilidade. E hoje, como Presidente da Associação Brasileira de Capoeira Angola (ABCA), eu estou brigando em busca da originalidade na capoeira, porque, meu amigo!, angoleiro, na Bahia, atualmente tem muito pouco, porque jogar no chão é uma coisa, descer é outra coisa e jogar Angola é outra coisa. Porque capoeira Angola é somada, multiplicada, dividida e subtraída.

E o futuro…

Eu não vou ficar para semente a vida toda, e a minha preocupação é com meus alunos, eu quero que eles tenham alguma coisa de mim quando eu fechar os olhos, quero fazer o mesmo que Pastinha fez, deixar alguém para levar essa capoeira mais a frente e não deixá-la morrer. Eu quero ensinar muita capoeira e ver se ganho algum também… Não posso mais fazer as coisas de graça, estou chegando numa certa idade, já passei da metade e não quero morrer à míngua, pedindo esmola aos leitos de hospitais públicos, como aconteceu recentemente com mestre Bobó, Waldemar, meu mestre, mestre Bimba também e eu estou preocupado. As pessoas só olham os mestres depois de mortos, eu digo aos meus alunos – se quiserem fazer algo por mim, façam enquanto eu estiver vivo, porque depois de morto não estarei vendo nada. Eu não quero morrer e deixar minha família passando necessidade, com meus à toa como os filhos de Bobó, que era uma pessoa que tinha alunos em tudo que é lugar do mundo, e estes, quando ele estava no hospital, nem ligaram! E aí fica difícil. Eu tenho fé em Deus, nos orixás, Cosme Damião, que eu vou obter sucesso. Minha imagem é minha cabeça, e eu não estou aqui me preocupando com o poder, com cargo, nem com força, estou preocupado com a capoeira.

Religião…

Eu vou em todas religiões, acredito em tudo e desacredito em tudo ao mesmo tempo, mas a que eu tenho mais ligação é a umbanda, porque a capoeira Angola, de certa forma, é umbanda. Eu tenho descendência de africano, de nagô, de índio, então eu estou mais para a magia negra.

Sucesso…

Quando seu sucesso atrapalha alguém eles fazem tudo para lhe derrubar. Às vezes eu digo – não me atrapalhem que eu não sou rico, apenas trabalho para sobreviver, eu não tenho inveja de ninguém, o mesu Deus seu, é o mesmo meu, quando o seu mundo termina o meu começa. Se você não puder me ajudar, não me atrapalhe!

Como o senhor vê esse grande número de academias pelo Brasil, ensinando a capoeira regional ?

Eles às vezes se ferem quando mestre Curió fala, mas eu falo porque tenho êxito, e a capoeira que fazem por aí é puramente de exibição, sem essência. Dizem que é a capoeira Regional de mestre Bimba, mas até a capoeira de Bimba deixou de ser a mesma, a capoeira dele era gostosa, cheia de artimanhas. Nessas academias o que se vê é o cara tomando bomba, fazendo halterofilismo para ficar que nem o Hulk para jogar capoeira, enquanto a capoeira não precisa nada disso, porque não se mede o homem pelo tamanho e pela estatura, e sim pela sua capacidade.

Fonte: Campo de Mandinga / Teimosia

Canjiquinha

Washington Bruno da Silva, nasceu em Salvador (BA), filho de D. Amália Maria da Conceição. Aprendeu Capoeira com Antônio Raimundo – o legendário Mestre Aberrê. Iniciou-se na Capoeira em 1935, na Baixa do Tubo, no Matatu Pequeno. “No banheiro do finado Otaviano” (um banheiro público). Filho de lavadeira, Mestre Canjiquinha foi sapateiro, entregador de marmita, mecanógrafo. Dentre outras atividades foi também jogador de futebol (goleiro) do Ypiranga Esporte Clube, além de cantor de boleros nas noites soteropolitanas.

Foi um visionário da capoeira, dizia sempre aos seus alunos” A capoeira não tem credo, não tem cor, não tem bandeira, ela é do povo, vai correr o mundo”. Tinha uma característica toda própria de tocar o berimbau, instrumento que segurava com a mão direita e tocava com a vaqueta na mão esquerda, mantendo o berimbau a altura do peito. Canjiquinha na sua ascensão, mesmo não tendo sido aluno do Mestre Pastinha foi Contra Mestre na academia deste. Ao sair fundou, já como Mestre, a sua própria academia. ASS. De capoeira Canjiquinha e seus amigos, fundada em 22/05/52, por onde passaram grandes capoeiras, alguns dos quais hoje renomados Mestres: Manoel Pé de Bode, Antonio Diabo, Foca, Roberto Grande, Roberto Veneno, Roberto Macaco, Burro Inchado, Cristo Seco, Garrafão, Sibe, Alberto, Paulo Dedinho (conhecido hoje como Paulo dos Anjos), Madame Geni (conhecido hoje como Geni Capoeira), Olhando Pra Lua (conhecido hoje como Lua Rasta), Brasília, Sapo, Peixinho Mine-saia, Papagaio, Satubinha, Vitos Careca, Cabeleira, Língua de Teiú, Urso, Bola de Sal, Boemia Tropical, Salta Moita, Melhoral, Lucidío, Bico de Bule, Bando, Dodô, Salomé, Mercedes, Palio, Cigana, Urubu de Botina, entre outros. Canjiquinha na sua academia jamais formou alunos, seguia a seguinte graduação: Aluno, Profissional, Contra Mestre, Mestre.

Participou também dos filmes “O Pagador de Promessas”, “Operação Tumulto”, “Capitães de areia”, “Barra Vento”, “Senhor dos Navegantes” e “A moça Daquela Hora”. Além de fotonovelas com Sílvio César e Leni Lyra. Fundou o Conjunto Folclórico Aberrê.

Canjiquinha foi o criador da festa de Arromba, jogava nas festas do Largo da Bahia. Nessas comemorações vários capoeiristas se reuniam e jogavam em troca de dinheiro e bebidas.

Outra Fonte:

Washington Bruno da Silva, Mestre Canjiquinha nasceu em 25 / 11 / 1925 e viveu até 08 / 11 / 1994, filho de José Bruno da Silva um grande alfaiate e de Amália Maria da Conceição uma lavadeira.

Nascido no Maciel de baixo n°06 (em cima do armazém de Nicanor) localizado nas imediações do Pelourinho. Seu apelido foi dado por amigo devido a um samba de Roberto Martins o qual era a única coisa que sabia cantar, Canjiquinha Quente era o nome da música.

Seu primeiro contato com a capoeira foi num local conhecido como banheiro de seu Otaviano na frente de uma quitanda no Matatu Pequeno, Brotas na Baixa do Tubo. Num dia de domingo em 1935 um cidadão chamado Antonio Raimundo (Mestre Aberre) convidou Canjiquinha a participar da brincadeira que ali rolava, e a partir da agilidade demonstrada por Canjiquinha mestre Aberre decidiu-o treinar. Passou 8 anos aprendendo, quando seu mestre disse: – Meu filho você corre este lugar aí, o que você ver de bom você pega e de ruim você deixa pra lá.

Neste lugar encontrei homens como: Onça Preta, Rosendo, Chico Três Pedaços, Zé de Brotas, Silva Boi, Dudu, Maré e outros.

Neste meio tempo foi sapateiro, carregador de marmita, tirava carga na feira com jegue, foi goleiro do Ypiranga esporte clube, mecanógrafo, e também apresentador de shows folclóricos.

Na opinião de Mestre Canjiquinha a capoeira não existe divisão entre angola e regional, ele dizia que ele era capoeira e obedecia ao toque, se tocar maneiro jogo amarrado, se tocar apressado você apressa.

Mestre Canjiquinha dono de um repertório inesgotável de músicas e improvisos, tendo uma grande facilidade de comunicação com o publico, acho que devido a essas foi convidado a participar de alguns filmes como: O Pagador de Promessas, Operação Tumulto, Capitães de Areia entre outros, alem de algumas fotonovelas com Silvio César e Leni Lyra. Teve como alunos alguns até renomados a mestre: Antonio Diabo, Burro Inchado, Madame Geni, Victor Careca, Robertão, Manoel Pé de Bode, Paulo dos Anjos, Brasília, Lua Rasta, Cristo Seco entre outros mais………….

“ Capoeira que é bom não cai
Mas quando cai, cai bem ”

Conheça o Mestre Meinha

Meinha

Messias do Santos, mais conhecido no mundo da capoeira como Mestre Meinha iniciou na capoeira no ano de 1966, com Mestre Avilmar, na academia de capoeira mocambos de zumbi,em São Paulo, formando-se a professor em fevereiro de 1972 e mestre.

Na década de 1979 à 1980 conheceu Jose Gabriel Goes (Mestre Gato Preto da Bahia) academia Berimbau de Ouro da Bahia, passando a ter treinamentos na capoeira angola.

Foi reconhecido a mestre capoeira angola no ano de 1999, pelo mestre Gato Preto em memória (in memorian), se considerando filho de mestre Leopoldina com quem convivi durante trinta anos, ate seu dia de óbito.

Mestre Meinha, é o mestre-presidente da Escola de Capoeira Angola Cruzeiro do Sul, onde realiza trabalhos com capoeira não Taboão da Serra.

Veja a Programação do Abril para Angola 2015 – Participe

Programação

O Evento será realizado em 4 dias, nas seguintes datas  23,24, 25 e 26 de Abril de 2015. A programação do evento conta com  inúmeras oficinas de Capoeira Angola ministradas pelos os mestres convidado, Samba de Roda, Lual, Fogueira, Rodas de Capoeira Angola, Jongo e Papoeira com os Mestres.

Veja abaixo a lista de mestres e oficinas que serão ministradas:

 

Dias e Horários

23/04/2015 – QUINTA – FEIRA

Local : à definir
15h:00min | Recepção de Boas Vindas e credenciamento dos inscritos
19h:00min | Abertura do Evento Apresentações: Danças Folclóricas
21h:00min | Homenagens – Mestres da Velha Guarda da Capoeira

  • Mestre Natanael – São Paulo
  • Mestre Kenura – São Paulo

21h:30min | Roda de Capoeira Angola com Mestres e Convidados
22h:30min | Roda de Samba

24/04/2015 – SEXTA – FEIRA

08h00min | Café da manhã e Boas Vindas
09h00min | Oficina de dança afro ( CM. Fábio
10h00min | Oficina Capoeira Angola

  • Turma A – Mestre Robinho
  • Turma B – Contra-mestra Gegê

11h30min | Roda de Capoeira
12h30min | Almoço
13h00min | Lazer
14h30min | Oficina de Capoeira Angola

  • Turma B – Mestre Robinho
  • Turma A – Contra-mestra Gegê

16h00min | Oficina de Capoeira Angola

  • Turmas A/B – Mestre Roberval

18h00min | Vivência de Capoeira – Mestre Bigo
20h00min | Jantar
21h00min |Fogueira ao ancestrais com contação de historias
22h00min | Tambor de Crioula- Mestre Amaral / Mestre Bamba

25/04/2015 – SÁBADO

08h00min | Café da Manhã
09h00min | Atividades Ludicas para vivenciar a capoeira – Contra-Mestre Cika
10h00min | Oficina de Capoeira Angola

  • Turma A – Mestre Marrom
  • Turma B – Contra-mestra Tatiane

11h30min | Roda de Capoeira
13h00min | Almoço
14h00min | Lazer
15h00min | Oficina de Capoeira Angola

  • Turma A – Contra-mestra Tatiane
  • Turma B – Mestre Marrom

16h30min | Oficina de Capoeira Angola

  • Turmas A/B – Mestre Cavaco

18h00min | Vivência de Capoeira – (Mestre Boca Rica* )
20h00min | Jantar
21h00min | Noitada – Jongo – Mestre Marisco
22h30min | Samba de Roda –  Mestre Limaozinho
00h30min | Banda de reggea

26/04/2015 – DOMINGO

09h00min | Café da Manhã
10h00min | Bingo da Saudade
11h30min | Lazer e despedidas das Turmas A e B

Conheça Mestre Suassuna

Mestre Suassuna

Mestre Suassuna, Reinaldo Ramos Suassuna, é nascido em Ilhéus e criado em Itabuna.

Começou a praticar Capoeira em meados dos Anos 50 devido à orientação médica para praticar esportes e tratar assim de um problema de deficiência nas pernas. Teve seu início capoeirístico em Itabuna, tendo como seu 1º Mestre, o Mestre Maneca, aluno de Mestre Bimba e Zoião.

Naquela época, frequentava as rodas de rua, onde estavam presentes grandes capoeiristas da região, como os Mestres Sururú, Bigode de Arame e Maneca Brandão.>
Em 1972, Mestre Bimba visitou Mestre Suassuna em São Paulo, reconhecendo o seu trabalho e conferindo a ele um Certificado. Um dos mais importantes Mestres que a Capoeira já conheceu.

… tem uma coisa que a gente está começando a esquecer, que na Capoeira existem pessoas. Gente que é pra ser amigo da gente….(Mestre Suassuna)

Líder inconteste da capoeiragem em São Paulo e na região de Itabuna, de onde veio. Realizou o que para muitos era um sonho e uma meta, principalmente para Mestre Bimba e seus discípulos: instalar definitiva e solidamente a Capoeira no coração de São Paulo, a maior metrópole do país. Foi por eles reconhecido, nas palavras de Mestre Decânio, como “o apóstolo de Mestre Bimba em São Paulo”, liderando o grupo de pioneiros que aqui se encontravam. Daqui, a capoeira ganhou o mundo, e consolidou sua internacionalização.Fundador, em 1967, do Grupo de Capoeira Cordão de Ouro, um dos mais expressivos grupos da Capoeira brasileira e mundial, Mestre Suassuna é o principal responsável pela preservação do que há de melhor na movimentação e na arte da Capoeira.

Continua até hoje formando os seus “bambas” e orientando a todos que o procuram. Entre os muitos capoeiristas que Mestre Suassuna conheceu, dois foram de extrema importância para o desenvolvimento de seu trabalho, João Batestaca, ou Mestre João Grande, discípulo de Mestre Pastinha e Mestre Canjiquinha. Mestre João Grande influenciou o famoso Miudinho que é uma angola sarada que joga em cima, joga embaixo e joga dentro. Mestre Canjiquinha, artista que também era, influenciou toda a carreira artística de Mestre Suassuna.

 

Mestre Suassuna reinventou as seqüências da Capoeira e tem um vasto trabalho artístico e musical. Tão importante no nosso tempo quanto foram Mestre Bimba e Mestre Pastinha no século XX, Mestre Suassuna é ícone na Capoeira e tem reconhecimento internacional com discípulos atuando em vários países do mundo. Está no hall dos grandes nomes que trabalham em prol da capoeira e dos capoeiristas.

Fonte: Site Cordão de Ouro Mangalot

Reinaldo Ramos Suassuna, ou Mestre Suassuna, (Itabuna, 3 de julho de 1938) é um dos mais importantes mestres de capoeira no Brasil.1

Fundou em 1967, o Grupo de Capoeira Cordão de Ouro em São Paulo, e é considerado um dos maiores difusores da capoeira internacionalmente. Ele formou Mestre Caveirinha, Mestre Zambi ( Risadinha) entre outros.

Mestre
Decânio
Mestre
Suassuna
Mestre
Brasília
Mestre
Itapoan
Mestre
Esdras Damião
Mestre
Leopoldina
artur emidio
Mestre
Artur Emidio
Mestre
Deputado
Mestre
Gato (RJ)
Mestre
Dal
Mestre
Acordeon
Mestre
Zé Carlos “Tinta Forte”
Mestre
Zé Antônio
Mestre
João Grande
Mestre
João Pequeno
Mestre
Lua
Mestre
Gato Preto
Mestre
Gildo Alfinete
Mestre
Bola Sete
Mestre
Boneco
Mestre
Burguês
Mestre
Camisa
Mestra
Cigana
Mestre
Toni Vargas
boa gente
Mestre
Boa Gente
Mestre
Mestre
Peixinho
Mestre
Geni
Mestre
Gigante
Mestre
Ramos
Mestre
Barrão
Mestre
Nestor Capoeira
Mestre
Jelon
Mestre
Paulinho Sabiá
Mestre
Ousado
Mestre
Pelé
Mestre
Mão Branca
Mestre
Boca Rica
Mestre
Nacional
Mestre
Neco
Mestre Moa do
Catendê
Mestre
Gladson

miguel machado

Não há um capoeirista em São Paulo ou em outros estados brasileiros,( dos mais antigos) que não tenha de alguma forma treinado com o Mestre ou com algum dos seus discípulos,  espalhado por todo mundo em lugares como, Jamaica, Bélgica e muitos outros países, e no Brasil em São Paulo, Rio Grande do Sul, Bahia e em grandes Cidades brasileiras como Ribeirão Preto e muitas outras o Grupo Cativeiro do mestre Miguel Machado vem escrevendo sua história há dezenas de anos. Presente pelo menos em 14 Países e em mais de 10 estados brasileiros.

Historia

O Grupo Cativeiro Capoeira rusulta da união de seis Mestres de Capoeira: Miguel, Caoi, Belisco, Ely, Rodolfo e Sidney, responsáveis pelo melhor nível técnico da capoeira treinada nas academias, festas e praças no Estado de São Paulo e no Brasil. Porém, por broblemas particulares de cada um, pararam com a prática da capoeiragem, ficando só Mestre Miguel.

A Capoeira, na década de 1970, durante o governo do Presidente Médice, e oficializada como Esporte Nacional. Em todo o país são organizados seminários e simpósios para se estabelecer critérios, regras e conceitos para se criar federações e campeonatos estaduais e nacionais.

Mestre Miguel participou do primeiro Campeonato Paulista em 1975, quando se sagra Campeão Paulista na categoria de Peso Médio para, em seguida, representando o Estado de São Paulo, ser o único Campeão Brasileiro, na categoria Peso Médio. Na década de 80 , sagra-se Campeão Universitário Paulista pela UMC – Universidade de Mogi das Cruzes.

Mestre Miguel preocupava-se com a conotação que a entidade governamental federal, oficial, dava e pretendia enquadrar os capoeiras e capoeiristas. Como pretensão maior, queria desenvolver nos capoeiristas um falso nacionalismo, como, por exemplo:

– graduação de capoeiristas baseada nas cores da Bandeira Brasileira;

– critérios e conceitos militares; por exemplo: antes de começar as aulas de capoeira nas academias, ou nas rodas realizadas em ruas e praças, todos os alunos se perfilam em posição de “sentido”, em saudação á Bandeira Nacional, gritando “Salve!” (como acontecia nos estados de Santa Catarina e Rio Grande do Sul);

– Saudação ao Mestre para começar a roda: Em Curitba (Paraná), o aluno negro tinha que beijar a mão do “Mestre”, em sinal de respeito.

Infelizmente, hoje em dia, no limiar do Ano 2000, final do Século XX, o oportunismo e escravismo continuam neste país, de Norte a Sul, de Leste a Oeste: falsos mestres, falsos angoleiros, falsos professores, intelectuais, homossexuais, falsos educadores, falsos administradores de capoeira, fazem qualquer negócio com a cultura negra para se realizarem e se dar bem na vida. Mas nós, do Grupo Cativeiro Capoeira, nascemos e viemos para combater essas perversões onde quer que elas se manifestem: a demais, centros de capoeira, ruas, praças, festas de largo, etc.

O Grupo Cativeiro Capoeira segue nesta lute desde a década de 1970, tendo, como objetivo principal: integrar e socializar, respeitando características históricas, sociais, econômicas e culturais de cada um para negro, branco, pobre, rico, homem, menino e mulher, se lembre que NÃO DEVE SER CATIVO DE NIGUÉM.

Grupo Cativeiro em Ribeirão Preto

O mestre Miguel veio a Ribeirão Preto para divulgar o Cativeiro e deixou três mestres para treinar os interessados. “O mestre Garcia era um desses instrutores e acabou trazendo o projeto para Franca. Ele morava em Ribeirão e vinha aos fins de semana para cá. Com o passar do tempo, ele transferiu as responsabilidades para um professor chamado Mateus.

Dos formandos do Mateus, saiu um mestre francano, o Cavalo, que hoje reside e atua no México. Foi esse mestre quem formou os contramestres que hoje tocam o projeto em Franca: Adriano Isaias de Andrade, Alexandre Isaias de Andrade e eu”, disse Evaldo.

Aulas

O Cativeiro oferece aulas pagas em sua sede e gratuitas em centros comunitários e escolas. A sede do grupo fica na avenida Brasil, 494, na Vila Aparecida. Os telefones para contato são 9 9140-6755 ou 9 9197-7655. Todos os sábados, a partir do meio dia, o grupo faz uma roda livre de capoeira na Praça Barão, no Centro, para mostrar à comunidade um pouco mais sobre essa arte.

Conheça Mestre Zumbi

Zumbi

José dos Santos Pinto, mais conhecido como “Mestre Zumbi” exerce seus trabalhos na Associação de Capoeira Santamarense. Formado pelo Mestre Zumbi, abriu sua academia em Santo Amaro e depois na Cupecê na Cidade Ademar, formou diversos professores e mestres, sito alguns deles…. Mestre Sarará, Mestre Tarzan(finado), Mestre Toninho, Mestre Mussum, Mestre Carioquinha (Hoje no Chile)… e muitos outros – Frequentador assíduo das rodas da República e com um coração de bondade indescritível.

A Foto é para dar uma noção do tamanho da encrenca que o outro capoeira enfrentaria, dono de um jogo envolvente brincalhão e técnico, o mestre Zumbi se divertia muito enquanto aplicava martelos, rasteiras, cabeçadas e tesouras nos seus oponentes…. ainda me lembro que o Mestre Juntava os mais graduados para fazer treinos de emboscada na Santamarense. As demais memórias e histórias deixo para contar pessoalmente, temos muitas outras.

A Vida de Mestre Zumbi

Inicio
Nascido em 26 de Outubro de 1949 na cidade de Muritiba – BA , Jose dos Santos Pinto, filho de Domitilia de Araujo Pinto e Antonio Manoel dos Santos , conhecido no mundo da capoeira como Mestre Zumbi ( apelido recebido de Mestre Gilvan por ser um Negro forte , destemido e Guerreiro nas rodas de capoeira) , iniciou sua caminhada na capoeira em 1961 com Mestre Roxinho onde praticou a arte até o ano de 1968 e neste período teve tbem uma passagem por Salvador

Chegada a São Paulo
Veio para São Paulo em 1968 para trabalhar em obras e em uma delas conheceu Mestre Natanael que lhe fez o convite para treinar onde o apresentou para o Mestre Silvestre (Formado por Mestre Caiçara )no ano de 1970) permaneceu até 1973 treinando na Associação de Capoeira Vera Cruz no bairro da Vila Mariana

Associação de Capoeira Santamarense
Em 1973 Mestre Zumbi fundou a Associação de Capoeira Santamarense devido o Bairro de Santo Amaro ser seu reduto onde sempre viveu e onde foi fortalecido seu nome (Zumbi de Santo Amaro), nas décadas de 70 e 80 aproximadamente Mestre Zumbi fez parte do Grupo de Shows da equipe Cordão de ouro (presidida por Mestre Suassuna ) onde em suas apresentações e treinamentos aperfeiçoou sua agilidade, destreza e domínio do corpo, esta equipe realizava apresentações por todo Brasil, nesta época a sua rotina de treino já ocupava uma média de 8 a 12 horas diárias
Mestre Zumbi sempre foi ousado, pois além das apresentações com o Grupo de Shows viajava o Brasil todo frequentando as várias rodas de rua de Capoeira, além de fazer shows de rua onde pulava arcos de faca e vendia ervas e pomadas medicinais

Capoeira de resistência

Capoeira já era sua forma de ganhar dinheiro para sobreviver , nas décadas de 80 e 90 foi o auge da sua capoeiragem, pois frequentava a temida roda de rua da Praça da República fundada em 1953 por Mestre Ananias, esta roda ficou muito famosa pois é o celeiro dos melhores e habilidosos capoeiras da época, neste período também como várias outras manifestações negras a capoeira era perseguida e vários de seus praticantes foram presos sem justificativas e sim apenas por praticar a arte nas praças e ruas .

A Rasteira da vida, a força e retorno do guerreiro

Foi acometido em 2000 a um Avc que o quase tirou de suas atividades, mesmo ficando 2 anos sem andar e sem falar não desistiu da Capoeira por amor e respeito a arte, isto o fez ter forças para resistir e buscar a sua recuperação e até hoje continua na luta, voltando com mais força reinaugurou a sua academia na Av. Cupecê
E com esta força de vontade hoje Mestre Zumbi esta de volta as rodas cantando e Jogando
Comemorando seus 50 anos de Capoeira como sempre viveu, com força, energia, vitalidade e muita disposição

Fonte : Biografia ( Chocolate)
Mestre Zumbi em todo seu período de capoeira fez alguns discípulos e formados

O Projeto Capoeira na Praça visa valorizar a tradição e os fundamentos da Capoeira a partir do conhecimento e a vivência da figura do Mestre resgatando as rodas nas ruas campos e praças , expandindo em outros espaços e regiões . Pretendendo assim , reconhecer e itensificar o trabalhjo já realizado pelo Mestre Zumbi , fortalecendo a roda na praça do Jardim Miriam e expandindo para no mínimo mais 05 praças e campos ( campinhos de futebol da comunidade) região.

Santamarense no Chile

Nuestro grupo esta formado por aproximadamente 25 miembros activos los cuales somos instruidos en el arte de la capoeira por nuestro instructor “Gamela”; quien es dicipulo de mestre “Carioquinha”; quien a su vez es dicipulo del gran mestre “Zumbi”

En 1989 llego a Chile el Mestre de capoeira Celio Goçalves Dos Reis más, conocido como Mestre;”Carioquinha”; formado por el Mestre José Dos Santos Pinto, más conocido en el mundo de la Capoeira como gran Mestre “Zumbí”. Cuando Mestre Carioquinha llego a Chile no comenzó a enseñar Capoeira. Su trabajo era de chofer de camiones.
En 1995 nuestro Mestre participo en un programa de televisión en el cual lamentablemente sufrió un accidente, el cual lo dejo invalido, perdiendo el 70% de movilidad en su cuerpo; sin importarle su condición comenzó a dar clases de Capoeira en Santiago de Chile en la comuna de Maipú.
En 1999 fue a dar diferentes exhibiciones de Capoeira en la V región, más específicamente en la comuna de Cartagena; fue ahí donde conoció a Pablo Salazar Del Rió quien ya desempeñaba su labor como capoerista en la zona.
Pablo Salazar al no pertenecer a ningún grupo y no tener Mestre; decidió comenzar a practicar con Mestre Carioquinha.
En el año 2003 Pablo Salazar viaja a Brasil, específicamente a la ciudad de Sâo Paulo, en donde se encuentra la Asociación de Capoeira Santamarense, la cual es dirigida por nuestro gran Mestre “Zumbí”. Pablo ahí practico para conocer más sobre fundamentos de la Capoeira.
El 27 de Julio del 2003 Pablo Salazar Del Rió recibió su formatura de manos de Mestre “Zumbí”; y con la autorización de Mestre “Carioquinha”; Pablo Salazar, más conocido en la Capoeira como Instructor “Gamela”; se desempeña en su trabajo en la V región (en San Antonio Y Cartagena) enseñando lo que es la Capoeira.La Asociación de Capoeira Santamarense se encuentra en estos momentos con un numero aproximado de 300 miembros activos a lo largo de todo Chile.

Las clases se imparten en diferentes partes de Chile y son tres las personas que están a cargo: en Santiago, a la cabeza del grupo nuestro Mestre “Carioquinha”, imparte clases en la comuna de Maipú.

En Melipilla y Lo Ovalledor las clases son impartidas por el estagiario “Julio … .

En San Antonio y Cartagena las clases son impartidas por el instructor “Gamela”.

En el verano del 2004, fuimos visitados pro el Profesor “Pinta negra”, quien también es formado por Mestre “Zumbí” mientras estaba con nosotros “Pinta negra”; impartió diversas clases y seminarios en nuestra zona.

Silvestre

Silvestre Vitório Ferreira, na Bahia chamado Ferreirinha, aqui conhecido por Silvestre, foi aluno de Mestre Pastinha, treinou algumas aulas com Mestre Bimba e foi formado de mestre Caiçara. Em 1966 trouxe sua capoeira para São Paulo.

Mestre Silvestre foi o fundador do Grupo de Capoeira Vera Cruz e ensinou por muitos anos na Praça da Árvore em São Paulo. Este local aonde funcionou por muitos anos a academia Vera Cruz, era um cinema, e haviam pelo menos 3 rodas de capoeira na academia, o Mestre Formou muitos Capoeiras, como Mestre Zumbi,Pigmeu, entre outros.

Fonte: Romário

Tenho muitas histórias legais dessa época, mas prefiro contar pessoalmente….

Além disso na Academia também podíamos encontrar o Mestre Carlos ( Irmão do Mestre Silvestre ) o Mestre Bira do Reggae seu Filho e muitos visitantes para participar das rodas e batizados sempre lotados.

Pessoalmente tinha uma amizade muito boa com o Mestre, que Deus o tenha ao seu lado nas rodas lá no Céu.

Em 1972 fundou a Federação Paulista de capoeira juntamente com outros Mestres.

Nascido em 29 de julho de 1946 e faleceu em 21 de setembro de 2003

Mestre Virgilio

Mestre Virgílio de Ilhéus (BA) José Virgílio dos Santos, mais conhecido como Mestre Virgílio, 83 (em 2017) anos, é o mais antigo representante da velha guarda da Capoeira Angola de Ilhéus. Iniciado na capoeiragem aos 09 anos de idade, em meados de 1943, aprendeu o jogo com velhos angoleiros como os mestres Chico da Onça, Claudemiro, João Valença e Barreto. Na década de 50 foi formado Contra-Mestre por Mestre João Grande, que morou alguns anos na região de Ilhéus, sendo conhecido como João Bate-Estaca. Atualmente coordena a Associação de Capoeira Angola Mucumbo e desenvolve um trabalho de Capoeira Angola no Terreiro Matamba Tombenci Neto no bairro da Conquista e na comunidade de Olivença em Ilhéus, ( mãe Ilza) todos sem fins lucrativos. O mestre tem viajado pelo Brasil divulgando a Capoeira e lançou um cd recentemente com 20 composições, com fomento do projeto Capoeira Viva.

Fonte Cedefes

O Mestre Virgílio,  ( Conhecido como Mestre Virgílio de Ilhéus) com mais de  73 anos de dedicação à Capoeira Angola. Suas aulas estão sendo ministradas no Teatro Municipal de Ilhéus e na Casa do Artistas, dando seguimento com o seu trabalho de fortalecimento do Grupo de Capoeira Angola Mucumbo. Antigo morador de favela tira do cotidiano excelentes letras acompanhadas com a percussão típica da Capoeira Angola.

Conheça Mestre Eziquiel

Mestre Eziquiel

Mestre Eziquiel – Grupo Luanda

Iniciou-se na Capoeira ainda menino, aprendendo-a de oitiva, coisa comum aos meninos de Salvador. Somente na década de 1960, levado por Sacy aluno de Mestre Bimba, chegou ao Centro de Cultura Física Regional-CCFR, de onde não saiu mais, formando-se lenço azul do Mestre Bimba e um dos seus mais fiéis discípulos, informação dada pelo Prof. Romario Itacare do Grupo Luanda.

Foi por muito tempo da Polícia Militar Baiana, onde iniciou sua carreira de Mestre de Capoeira ensinando no quartel dos dendenzeiros. Mais tarde, com a partida de Mestre Bimba para Goiânia (1972), assumiu, juntamente com Mestre Vermelho 27, a responsabilidade pela academia do antigo Mestre no Terreiro de Jesus em Salvador. Por fim, acabou por fundar seu próprio grupo, junto do Mestre Franklin, o Grupo Luanda, com sede no Bairro do Resgate (Cabula), próximo a sua casa. O grupo tinha a intenção de realizar shows e divulgar a cultura baiana, e com ela o Maculelê, a Puxada de Rede, e principalmente, a Capoeira.

Um dos maiores divulgadores da Capoeira pelo Brasil e pelo mundo, fez parte dos Grupos Folclóricos Olodum e Grupos Folclóricos Olodumaré, participando inclusive do Festival Internacional de Folclore, em Salta na Argentina. Com esses grupos obteve o primeiro lugar em dois anos consecutivos. Mais tarde, em Quito, Equador, sagrou-se também “Campeão de Folclore”, recebendo o “Huminaua de Oro”, e Campeão Brasileiro de Ginga.

Como discípulo de Mestre Bimba é, juntamente com Mestre Itapoan, um dos maiores responsáveis pela disceminação da filosofia e dos conhecimentos de seu Mestre e da Capoeira Regional pelo mundo da Capoeira. Mestre Itapoan comandando a parte teórica e histórica da Regional, e o saudoso Mestre Eziquiel preparando os esquetes dos jogos de Iuna, Benguela e São Bento Grande, como também, das sequências e balões ensinados no CCFR.

A figura humilde, alegre e amiga de Mestre Eziquiel sempre foi uma porta aberta para qualquer pessoa interessada em aprender um pouco mais. No passado, a voz marcante, com um estilo único de interpretar, fez dele um dos maiores cantadores e compositores da Capoeira, enquanto, no presente, a saudade e o vazio deixados por sua partida o tornam uma das maiores presenças em nosso meio.

Ratinho

Associação de Capoeira Angola Rabo de Arraia (ACCARA). Um dos mestres mais antigos e referência da capoeira angola gaúcha, Mestre Ratinho narra a sua trajetória na capoeira desde os anos 1970, revelando a sua contribuição para a consolidação desta arte em Porto Alegre. Fala sobre a sua atuação junto ao grupo Rabo de Arraia e discorre sobre a complementaridade entre os saberes popular e acadêmico a partir de sua experiência como professor de Educação Física no ensino superior. Vídeo realizado em 17 de maio de 2014, na Praça Otávio Rocha.

Conheça o Mestre Cobra Mansa

Cobra Mansa

Cinézio Feliciano Peçanha é natural do Rio de Janeiro. Nascido em 19/05/1960. Começou na capoeira em 1973 junto com Mestre Josias da Silva e Raimundo no Rio de Janeiro, mais precisamente em Duque de Caxias. Jogou capoeira em rodas de Duque Caxias com os mestres Russo e Peixinho de Caxias. Em 1974 Cobra Mansa começou estudos em capoeira com o Mestre Moraes sempre na modalidade Angola. Antes de dedicar sua vida à Capoeira de Angola, Cobra Mansa trabalhou como fotógrafo e como vendedor de rua. Em 1979 foi para Belo Horizonte, onde trabalhou como policial por 2 anos. Em 1981 passou a residir em Salvador, em 1992 juntamente com Mestre Moraes funda o Grupo de Capoeira Angola Pelourinho (GCAP), onde por um período, também teve a oportunidade de treinar com Mestre João Grande (Discípulo de Mestre Pastinha).Mestre Cobrinha mudou-se para os Estados Unidos, onde abriu uma escola em Washington DC, em 1994. Posteriormente começou a atuar como professor adjunto na George Washington University.

Em 1996, Cobra Mansa deixa o GCAP e funda a International Capoeira Angola Foundation (ICAF) em Washington e, junto aos Mestres Jurandir e Valmir, expande a ICAF e cria uma comunidade com escolas filiadas em várias partes do mundo, a Fundação Internacional de Capoeira Angola (FICA).

Em 2004 ele deixou os EUA e voltou a residir em Salvador, no Brasil, criando o Kilombo Tenonde, organização que atualmente situa-se na cidade de Valença, região sul da Bahia. O Kilombo Tenonde atua no ensino e divulgação da Capoeira e no desenvolvimento de projetos de agricultura orgânica.

O Mestre Cobra Mansa participou de vários documentários como Capoeiragem na Bahia, No Rastro da Cobra, Mandinga em Manhattan, Mandinga em Colômbia entre outros. Recentemente ele completou uma jornada pela região centro-oeste da África, em busca das raízes da Capoeira naquele continente. Esteve por 06 anos viajando para Angola e Moçambique pesquisando sobre o “N’golo” e outras tradições culturais locais que tenham contribuído de alguma forma, no passado, para o desenvolvimento da Capoeira. Foi condecorado embaixador cultural pela embaixada do Brasil em Chicago , co-diretor nos documentários Mandinga em Manhattan, Mandinga em Colômbia e Jogo de corpo, ganhou em 2º lugar o concurso de jardinagem na Rússia .

Realizou e ministrou palestras em diversos lugares do Brasil e do Mundo suas pesquisas sobre o arco musical e as danças e lutas e jogos de combate em Moçambique, África do Sul, Namíbia e Angola .

Tem ministrado palestras sobre Permacultura e Capoeira Angola em países como Rússia, Trinidad e Tobago,Costa Rica, entre outros. Atualmente promove o Permangola, um evento que envolve a permacultura e capoeira.

E como a busca por conhecimento não pode parar, o Mestre está atualmente fazendo Doutorado em Educação na área de Difusão do Conhecimento.

Fonte: Informações obtidas diretamente com o Mestre Cobra Mansa.

Mestre Zelão

José Carlos dias Chaves, conhecido na capoeira como Mestre Zelão nasceu em São Luiz do Maranhão no dia 27 de Abril de 1967,iniciou a capoeira no inicio da década de oitenta em São Luis do Maranhão, com os mestres Baiano e Bira no Grupo Marabaiana,

Veio para São Paulo no final de 1986,se integrou no Grupo Cativeiro no final da década de oitenta, tendo de inicio o Mestre Miguel( Miguel Machado ou Miguel Preto para alguns) e consecutivamente os mestres Biné e o mestre Cavaco, Mestre Zelão saiu do grupo Cativeiro nos inicio dos anos noventa. Com o Mestre Cavaco  se formou professor de capoeira no inicio de 1990, fundou junto com os professores Djavan, Martinho, Pernambuco, Gaucho e o mestre Cavaco o Grupo Negaça capoeira angola no ano de 1995.

 

No Grupo Negaça foi intitulado pelo mestre Cavaco a contra mestre em 2005. Permaneceu no grupo até 2009, quando fundou o grupo capoeira angola Mutungo,onde até os dias atuais dirije um trabalho de capoeira angola em São Paulo

Mestre Bimba

A Vida
Mestre Bimba (Manuel dos Reis Machado) filho de Luiz Cândido Machado e Maria
Martinha do Bonfim, nasceu no bairro de Engenho Velho, freguesia de brotas, Salvador
Bahia em 23 de novembro de 1900. Recebeu esse apelido devido a uma aposta que sua
mãe fez com a parteira que o ” aparou ” . Ao contrário do que a Mãe achava, a parteira
disse que iria nascer um menino, se fosse receberia o apelido de “Bimba” pôr se tratar, na Bahia, de um nome popular do órgão sexual masculino.
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A Prática
Começou a praticar capoeira aos 12 anos de idade na estrada das Boiadas, hoje o Bairro
Negro da Liberdade, com o africano Bentinho, capitão da navegação Baiana. Foi estivador durante 14 anos e começou a ensinar capoeira aos 18 anos de idade no Bairro onde nasceu no “Clube União em Apuros”. Até 1918 não existia academias como hoje e treinava-se nas esquinas, nas portas dos armazéns e até no meio do mato.
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O Surgimento da Regional
Consideramos ineficaz e muito folclorizada a capoeira da época, devido ao fato de os
movimentos eram extremamente disfarçados, mestre Bimba resolveu desenvolver um estilo de capoeira mais eficiente, inspirando-se no antigo “Batuque” (luta na qual seu pai era um grande lutador, considerado até um campeão) e acrescentando a sua própria criatividade, introduziu movimentos que ele julgava necessário para que a capoeira fosse mais eficaz. Então em 1928, mestre Bimba criou o que ele denominou “Capoeira Regional Baiana” por ser esta praticada única e exclusivamente em Salvador.


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O Reconhecimento da Capoeira no Brasil
A partir da década de 30, com a implantação do Estado Novo, o Brasil atravessou uma fase de grandes transformações políticas e culturais, onde os ideais nacionalistas e de modernização Ficaram em evidência. Nesse contexto, surge a oportunidade de Mestre Bimba fazer com que o novo estilo de capoeira alcançasse as classes sociais mais privilegiadas. Em 1936 fez a 1º apresentação do trabalho e no ano seguinte foi convidado pelo governador da Bahia,o General Juracy Magalhães, para fazer uma apresentação do palácio do governador onde estavam presentes autoridades e convidados, inclusive o presidente da época que gostou
muito da apresentação. Dessa forma a capoeira é reconhecida como”Esporte Nacional” Mestre Bimba foi reconhecido pela Sec. Ed. Ass. Pública ao estado da Bahia como Professor de Educação física e sua academia foi a 1ª no Brasil reconhecida por Lei.
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A diferença
O que faz com que Mestre Bimba se destacasse do demais capoeiristas de sua época, é que ele foi o 1º a desenvolver um sistema de ensino e a ensinar em recinto fechado. Além desse sistema , ele elaborou técnicas de defesa Pessoal até mesmo contra armas . Mestre Bimba preocupava-se demais com a imagem da Capoeira, não permitindo treinar em sua academia aqueles que não trabalhavam nem estudavam.
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A Morte
Em 1973, Mestre Bimba, por motivos financeiros, deixou a Bahia, sob acusação de que os “Poderes Públicos” Jamais haviam o ajudado. Faleceu em Fevereiro de
1974 em Goiânia, vítima de um derrame cerebral.

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Antigo Método de Treinamento de Bimba
Mestre Bimba desenvolveu o 1º método de ensino que vemos a seguir como ele funcionava:
• Exame de admissão
Dizia-se que em outros tempos, Mestre Bimba aplicava uma “Gravata” no pescoço do
indivíduo que quisesse treinar e dizia “Agüenta ai sem chiar”, Se agüentasse o tempo que ele mesmo determinava estaria matriculado. Mestre Bimba justificava esse critério dizendo que só queria macho em sua academia. Mais tarde mudou os critérios, Submetendo o Candidato a fazer alguns movimentos para que ele pudesse avaliar se o pretendente tinha condição ou não para praticar a capoeira regional. A próxima fase seria aprender a “Seqüência de Ensino”.
• O Aprendizado
O aluno nesse fase aprendia o que se chamava “Seqüência de Ensino” que eram as oito
seqüências de movimentos de ataque, esquivas e contra ataque destinadas somente aos
iniciantes, simulando as situações mais comuns que o aluno enfrentaria durante o jogo de capoeira.
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Observação:
Esse foi o 1º método de ensino criado para ensinas alguém a jogar capoeira e o calouro
treinava essas seqüências em duplas sem o acompanhamento dos instrumentos. Quando
estas estivessem bem decoradas o Mestre dizia: “Amanha você vai entrar no aço, no aço
do Berimbau”.
Era comum naquele tempo dizerem que o capoeirista quando agarrado, não tinha como
reagir. Então mestre Bimba, com sua criatividade ensinava seus alunos quais eram as
melhores saídas.Todos esses ensinamentos faziam com que o método de mestre Bimba
fosse incomparável e esse treinamento durava cerca de 3 meses só então é que o aluno
seria batizado.
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O Batizado
O batizado era quando o aluno jogava pela 1ª vez na roda com o acompanhamento dos
instrumentos que era formado por 1 berimbau e 2 pandeiros. O mestre escolhia o formado que jogaria com o calouro e então tocava o toque que caracteriza a capoeira regional, para isso o calouro era colocado no centro da roda para que o formado ou o próprio mestre desse um apelido a ele. Escolhido o “nome de guerra” todos aplaudiam e então o mestre mandava o calouro pedir a “Benção” do padrinho, e ao estender a mão para o formado que o batizou, receberia uma “Benção”(Golpe frontal dado com a parte inferior do pé empurrando o adversário na altura do peito) que o jogava no chão.
Era necessários pelo menos, 6 meses de treino para se formar na Capoeira Regional. O
exame era realizado em 4 domingos seguidos, no Nordeste de Amaralina, academia do
mestre, os alunos a serem examinados eram escolhidos por ele. Durante 4 dias os alunos
eram submetidos a algumas situações onde teriam que mostrar os valores adquiridos
durante a fase de aprendizado, como por exemplo: força, reflexo, flexibilidade e etc. No
último domingo é que o mestre dizia quem havia sido aprovado e então ensinava novos
golpes e também marcava o dia da formatura.
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A Formatura
A cerimônia iniciava com uma roda de formados antigos para que as madrinhas e os
convidados pudessem ver o que era a Capoeira Regional. Mestre Bimba ficava ao lado
do som, que era formado por 1 Berimbau e 2 pandeiros, comandando a roda e cantando
as músicas características da Regional. Terminada a roda, o mestre chamava o orador que geralmente era um formado mais antigo
para falar um breve histórico da Capoeira Regional e do mestre.
Após o histórico, o mestre entregava as medalhas aos paraninfos e os lenços azuis (Graduação dos Formados) as madrinhas.O paraninfos colocava a medalha ao lado esquerdo do peito do Formado e as madrinhas colocavam os lenços nos pescoços dos seus respectivos afilhados. A partir dai os formados demonstravam alguns movimentos a pedido do mestre para mostrar a sua competência, incluindo os movimentos de “cintura desprezada”, “jogo de floreio” e o “escrete” que era o jogo combinado com o uso dos Balões.
Para terminar, chegava a hora do “Tira-medalha” onde o recém formado jogava com um
formado antigo que tentava tirar a sua medalha com qualquer golpe aplicado com o pé. Só então depois de passar por isso tudo é que o aluno poderia se considerar aluno formado de mestre Bimba, tendo direito até de jogar na roda quando o mestre estivesse tocando Iuna que é o toque (onde quem joga hoje são só os mestres) criado por ele para esse fim. A partir dai só restava o curso de especialização que veremos a seguir.
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O Curso de Especialização
Tinha duração de 3 meses, sendo 2 na academia e 1 nas matas da Chapada do Rio Vermelho Tratava-se de um treinamento de guerrilha, onde aconteciam as emboscadas, armadilhas e etc., que consistia em submeter o formado a situações das mais difíceis, desde defender-se de 3 ou mais Capoeiristas, até defender-se de armas. Terminado o curso, o mestre fazia a mesma festa para os novos especializados, e estes recebiam o lenço vermelho a cor que representava a nova graduação. O aluno que se formava ou se especializava, tinha a o dever de pendurar um quadro com a foto mestre, do padrinho, do orador, e a própria foto.
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Conclusão
Mestre Bimba realmente foi o grande “propulsor” da Capoeira no Brasil mas , muitos dos Métodos citados acima não são mais usados na verdade grande parte deles não existe mais a muito tempo mas, foram muitos úteis. Para nós Capoeiristas só resta dizer: Muito obrigado ao Mestre Bimba.

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Jose Carlos dos Santos, Mestre Limãozinho, nascido na cidade de Salvador em 15/09/1957. Formado em 3 de dezembro de 1972, pela Academia de Capoeira Quilombos dos Palmares do Mestre Paulo Limão.

Pastinha

Vicente Joaquim Ferreira Pastinha (Salvador, 5 de abril de 1889 — Salvador, 13 de novembro de 1981), foi um dos principais mestres de Capoeira da história.1

Mais conhecido por Mestre Pastinha, nascido em 1889 dizia não ter aprendido a Capoeira em escola, mas “com a sorte”. Afinal, foi o destino o responsável pela iniciação do pequeno Pastinha no jogo, ainda garoto. Em depoimento prestado no ano de 1967, no ‘Museu da Imagem e do Som’, Mestre Pastinha relatou a história da sua vida: “Quando eu tinha uns dez anos – eu era franzininho – um outro menino mais taludo do que eu tornou-se meu rival. Era só eu sair para a rua – ir na venda fazer compra, por exemplo – e a gente se pegava em briga. Só sei que acabava apanhando dele, sempre. Então eu ia chorar escondido de vergonha e de tristeza.” A vida iria dar ao moleque Pastinha a oportunidade de um aprendizado que marcaria todos os anos da sua longa existência.1

“Um dia, da janela de sua casa, um velho africano assistiu a uma briga da gente. Vem cá, meu filho, ele me disse, vendo que eu chorava de raiva depois de apanhar. Você não pode com ele, sabe, porque ele é maior e tem mais idade. O tempo que você perde empinando raia vem aqui no meu cazuá que vou lhe ensinar coisa de muita valia. Foi isso que o velho me disse e eu fui”. Começou então a formação do mestre que dedicaria sua vida à transferência do legado da Cultura Africana a muitas gerações. Segundo ele, a partir deste momento, o aprendizado se dava a cada dia, até que aprendeu tudo. Além das técnicas, muito mais lhe foi ensinado por Benedito, o africano seu professor. “Ele costumava dizer: não provoque, menino, vai botando devagarinho ele sabedor do que você sabe (…). Na última vez que o menino me atacou fiz ele sabedor com um só golpe do que eu era capaz. E acabou-se meu rival, o menino ficou até meu amigo de admiração e respeito.”1
Ensino e difusão

Foi na atividade do ensino da Capoeira que Pastinha se distinguiu. Ao longo dos anos, a competência maior foi demonstrada no seu talento como pensador sobre o jogo da Capoeira e na capacidade de comunicar-se. Os conceitos do mestre Pastinha formaram seguidores em todo Brasil. A originalidade do método de ensino, a prática do jogo enquanto expressão artística formaram uma escola que privilegia o trabalho físico e mental para que o talento se expanda em criatividade. Foi o maior propagador da Capoeira Angola, modalidade “tradicional” do esporte no Brasil.1

Em 1941, fundou a primeira escola de capoeira legalizada pelo governo baiano, o Centro Esportivo de Capoeira Angola (CECA), no Largo do Pelourinho, na Bahia. Hoje, o local que era a sede de sua academia é um restaurante do Senai.1

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Em 1966, integrou a comitiva brasileira ao primeiro Festival Mundial de Arte Negra no Senegal, e foi um dos destaques do evento. Contra a violência, o Mestre Pastinha transformou a capoeira em arte. Em 1965, publicou o livro Capoeira Angola, em que defendia a natureza desportista e não-violenta do jogo.1

Entre seus alunos estão Mestres como João Grande, João Pequeno, Boca Rica, Curió, Bola Sete (Presidente da Associação Brasileira de Capoeira Angola), entre muitos outros que ainda estão em plena atividade. Sua escola ganhou notoriedade com o tempo, frequentada por personalidades como Jorge Amado, Mário Cravo e Carybé, cantada por Caetano Veloso no disco Transa (1972). Apesar da fama, o “velho Mestre” terminou seus dias esquecido. Expulso do Pelourinho em 1973 pela prefeitura, sofreu dois derrames seguidos, que o deixaram cego e indefeso. Morreu aos 93 anos.1

Durante décadas, dedicou-se ao ensino da Capoeira, e mesmo quando cego não deixava de acompanhar seus alunos. Vicente Ferreira Pastinha morreu no ano de 1981, mas continua vivo nas rodas, nas cantigas, no jogo.

“Tudo o que eu penso da Capoeira, um dia escrevi naquele quadro que está na porta da Academia. Em cima, só estas três palavras: Angola, capoeira, mãe. E embaixo, o pensamento: Mandinga de escravo em ânsia de liberdade, seu princípio não tem método e seu fim é inconcebível ao mais sábio capoeirista.”

Fonte: Wikipédia

Mestre Moraes

Pedro Moraes Trindade (Ilha de Maré, 9 de Fevereiro de 1950) também conhecido como Mestre Moraes é um notório mestre e difusor da Capoeira Angola pós-Pastinha.

Seu pai também era capoeirista praticante de Capoeira Angola. Começou a treinar por volta dos oito anos na academia de Mestre Pastinha que já cego e sem dar aula, passou o controle da academia para seus alunos. Moraes foi aluno de Mestre João Grande, que junto de João Pequeno eram grandes discípulos de Pastinha.

Por volta dos anos 80, na intenção de preservar e transmitir os ensinamentos de seus mestres, fundou o GCAP – Grupo de Capoeira Angola Pelourinho – na tentativa de resgatar a filosofia da capoeira em suas raízes africanas, que havia perdido seu valor para o lado comercial das artes-marciais.

Atualmente vive em Salvador, Bahia e divide seu tempo entre lecionar Inglês e Português numa escola pública, e presidir os projetos culturais da GCAP.

Fonte: Wikipédia

Mestre Zequinha
(Entrevista com o Mestre Zequinha)

Meu nome é José de Almeida Filho, conhecido nas rodas de capoeira como Mestre Zequinha. Sou piracicabano com muito orgulho, pratico a capoeira há 30 anos e tenho muito prazer em falar de muitos mestres que fazem parte de minha história, em especial quatro deles. O primeiro não era mestre, mas para mim foi, pois foi o meu primeiro mestre de capoeira. Prefeito, como era chamado, dedicou mais de um ano me ensinando. Nos conhecemos numa fábrica de cadeiras em Piracicaba.SP, em 1975. Nas minhas primeiras semanas de trabalho, minha bicicleta quebrou e tive que levar meu almoço para a fábrica. Depois do almoço fui dar um passeio e ao passar pela garagem da fábrica vi o Prefeito fazendo alguns movimentos que me encantaram, então perguntei o que ele estava fazendo e foi aí que ele me explicou que era a capoeira. Desde então começou a me ensinar todos os dias na hora do almoço, naquela mesma garagem. Passaram-se 6 meses e o Prefeito disse que estava muito corrido, pois não estava tendo mais tempo para descansar na hora do almoço e disse que não iria mais me ensinar. Mas como eu não queria parar de aprender falei com minha mãe, D. Maria, se o Prefeito poderia me ensinar no quintal de casa, e ela aceitou. O Prefeito continuou me ensinando no quintal de casa, junto com mais outros 3 colegas, por mais ou menos 1 ano. Um certo dia, ele me disse que como não era formado não tinha mais o que ensinar para mim e me aconselhou a procurar um tal de João. Fui atrás, mas não o encontrei e acabei conhecendo Claudival da Costa – Mestre Cosmo. Foi num desfile de Carnaval que o vi pela primeira vez, conversamos e logo comecei a praticar a capoeira com ele. Pratiquei a capoeira com Mestre Cosmo por 10 anos, me formando Professor em 1985, e durante estes anos ele me ensinou muito, me ensinou a ter respeito pelos mais velhos, bem como pelos mais novos e me mostrou os caminhos para que eu buscasse a capoeira que pratico hoje.

                    

Em 1986 foi o meu maior contato com a Capoeira Angola, foi amor à primeira vista, quando visitei a Bahia e lá fiz um curso com um dos mais famosos mestres de Capoeira Angola, discípulo de Mestre Pastinha, o Mestre João Pequeno. Neste mesmo ano também tive contato com um dos maiores cantadores e tocadores de berimbau da Bahia, Mestre Waldemar Rodrigues da Paixão, onde tive uma grande aula teórica, em sua própria casa em Salvador, sobre a história da capoeira, a formação de uma bateria e toques de berimbau.

Foi também em 1986, no Forte Santo Antonio, em Salvador, onde fui assistir uma aula, que tive o privilégio de conhecer o renomado Mestre Boca Rica, também discípulo do saudoso Mestre Pastinha. Mas, o maior contato com o Mestre Boca Rica foi no Mercado 7 Portas, onde todos os anos se realizava uma roda em homenagem ao aniversário do mestre. Desde então, nunca mais perdi o contato com Mestre Boca Rica, que sempre me ensinou muito, sendo meu conselheiro e me passando muita segurança, estando sempre presente em todos os meus eventos.

                         

Em 1989 vim a conhecer um dos mais elegantes mestres de Capoeira Angola, o Mestre Lua de Bobó. O mestre tem elegância no cantar, no tocar de um berimbau e no jogo de capoeira. Quando joguei a capoeira com ele pela primeira vez, parecia que nos conhecíamos há muitos anos e depois deste jogo fui conhecer o trabalho dele lá em Salvador, no Dique do Tororó e tivemos muitos outros encontros em rodas de capoeira.

No ano de 1995 convidei o Mestre Lua de Bobó para participar de um evento que realizava em Piracicaba. Ele ficou hospedado em minha casa, nos tornamos amigos e, em 1996, quando criei a Escola de Capoeira Raiz de Angola, o convidei para ser o padrinho, e ele aceitou com muito agrado. Ele é também o Diretor Técnico da escola e vem a Piracicaba, 2 ou 3 vezes por ano, ministrar aulas teóricas e práticas e avaliar o desempenho dos alunos. No evento realizado em Piracicaba, em 1997, o Mestre Boca Rica disse que naquele dia eu tinha me tornado mestre, pelo evento realizado e pelo jogo que fiz com os mestres presentes. Ele disse que iria me formar, e assim foi feito no ano de 2001, onde me presenteou com um diploma de mestre.

    

Em 2002, o Mestre Lua de Bobó realizou seu evento em Arembepe.BA, onde estavam presentes vários alunos da Escola de Capoeira Raiz de Angola e também o Professor Tim Tim de Manaus (formado por mim). Nesta data o mestre tinha preparado a minha formatura, mas por motivos econômicos, eu não pude estar presente. No ano de 2003, em Arembepe, o Mestre Lua de Bobó realizou outro evento, oficializando a minha formatura e vim receber mais um diploma de mestre. Foram 4 dias com oficinas, palestras e rodas, sendo que no último dia foi realizado a cerimônia oficial de minha formatura. O Mestre Lua de Bobó me apresentou a todos os mestres presentes, falou sobre o meu trabalho e o motivo pelo qual estava me formando. Depois me passou a palavra, onde fiz um juramento a todos, dizendo que jamais iria decepcioná-los e nunca deturparia a legítima Capoeira Angola.

Foi um momento de muita emoção para mim e todos os presentes. Em seguida começou a roda de formatura, onde comecei jogando com o mestre mais renomado, Mestre João Pequeno. Em seguida joguei com os seguintes mestres: Mestre Bigodinho, Mestre Brandão, Mestre Pelé do Tonél, Mestre Pelé da Bomba, Mestre Zé Pretinho, Mestre Ciro, Mestre Almir, Mestre Faísca, Mestre Pedra e Mestre Orelha. Também estavam presentes vários Contra Mestres, Professores, entre eles o Professor Lampião (formado por mim) e Trenéis de vários lugares do Brasil e do Mundo.

        

Em todos esses anos praticando a capoeira, conheci muitos mestres famosos representantes da chamada “velha guarda” da Bahia, além de outros mais jovens. Entre estes capoeiristas posso citar: Mestre João Pequeno, Mestre Waldemar da Paixão, Mestre Canjiquinha, Mestre Paulo dos Anjos, Mestre Curió, Mestre Felipe de Santo Amaro, Mestre Ferreirinha de Santo Amaro, Mestre Brandão, Mestre Papo Amarelo, Mestre Bobó, Mestre Boca Rica, Mestre Lua de Bobó, Mestre Morais, Mestre Renê, Mestre Augusto, Mestre Vermelho Boxéu, Mestre Vermelho 27, Mestre Nenél, Mestre Martinho, Mestre Lua Rasta, Mestre Gato Preto, Mestre Barba Branca, Mestre Mário Bom Cabrito, Mestre Dois de Ouro, Mestre Jaime de Mar Grande, Mestre Ananias, Mestre Pessoa, Mestre Virgílio, Mestre Gerson Quadrado, Dona Maria Romélia – a Dona Lice (esposa de Mestre Pastinha), Mestre No, Mestre Mala, Mestre Gildo Alfinete, Mestre Cobrinha Mansa, Mestre Valmir, Mestre Fernando, Mestre Diogo, Mestre Jogo de Dentro, Mestre Cláudio de Feira de Santana, Mestre Macaco de Santo Amaro, e muitos outros que não me recordo neste momento, todos baianos e de muita tradição na capoeira. Devo muito a todos eles, pois me ajudaram muito na minha formação como Angoleiro.

Ainda nos dias de hoje os ideais de Zumbi de igualdade e liberdade são objetivos a serem alcançados, já que não vivemos em uma sociedade justa, com oportunidades iguais. Neste atual contexto social, a capoeira – e de maneira especial a Capoeira Angola, por deter esse poder de anular diferenças é uma das poucas atividades que homens e mulheres, pobres e ricos, pretos e brancos, doutores e analfabetos convivem em harmonia e igualdade.

         

Mestre Zequinha realiza seu trabalho com a Capoeira Angola em Piracicaba, estado de São Paulo. Iniciou os seus aprendizados na arte da capoeira em 1975, sendo formado professor em 1985 e recebendo o título de mestre em duas ocasiões diferentes, em 2001 pelas mãos de Mestre Boca Rica e em 2002, em um grande evento em Arembepe.BA, pelo Mestre Lua de Bobó. Com o modismo tomando conta da capoeira e a crescente proliferação de pessoas preocupadas apenas com o desenvolvimento de determinados elementos desta arte, acabam por reduzir a capoeira cada vez mais a uma mera atividade física. Mestre Zequinha, depois de muitas pesquisas, com o pensamento de atuar na preservação dos rituais, costumes, tradições, ritmos e cantinelas, fundou em 1996 a Escola de Capoeira Raiz de Angola, com o objetivo de transmitir os valores culturais, as origens históricas, os verdadeiros significados e os conhecimentos técnicos e filosóficos da Capoeira Angola, disponibilizando a qualquer indivíduo o acesso a um rico universo cultural formado pela luta, dança, música e pela história que tanto se mistura com a de nosso país.

Em 2001, com a evolução natural dos trabalhos, a Escola de Capoeira Raiz de Angola realizou a primeira formatura de professores, com a formação do Professor Tim Tim e do Professor Lampião. Em 2003, após retomar um projeto muito antigo, Mestre Zequinha e a escola conseguiram realizar a gravação do primeiro CD de Capoeira Angola, com músicas inéditas. Procurando preservar a história e a tradição desta arte, a escola vem atuando em diversos setores da sociedade piracicabana, se destacando na realização de eventos culturais, como o EXPARCUN (Exposição de Arte e Cultura Negra), a Semana de Conscientização e Valorização da Raça Negra, a Semana Cultural da ESALQ-USP, a FECONEZU, além dos Encontros Nacionais de Capoeira Angola, que tem o intuito de difundir cada vez mais a tradição da Capoeira Angola entre os piracicabanos e toda a região. Além disso, Mestre Zequinha, juntamente com seus graduados, realizam projetos sociais que envolvem o ensino da capoeira em centros comunitários, universidades, associações de bairros, atuando com isto na formação física, social e cultural do cidadão. O próximo sonho, meta ainda a ser conquistada, é a de dar um endereço fixo, um espaço próprio para a Escola de Capoeira Raiz de Angola, que funcionará como um local que possa formar verdadeiros angoleiros e com isso manter viva as tradições da Capoeira Angola.

Mestre Zequinha

Mestre Zequinha realiza seu trabalho com a Capoeira Angola em Piracicaba, estado de São Paulo. Iniciou os seus aprendizados na arte da capoeira em 1975, sendo formado professor em 1985 e recebendo o título de mestre em duas ocasiões diferentes, em 2001 pelas mãos de Mestre Boca Rica e em 2002, em um grande evento em Arembepe.BA, pelo Mestre Lua de Bobó. Com o modismo tomando conta da capoeira e a crescente proliferação de pessoas preocupadas apenas com o desenvolvimento de determinados elementos desta arte, acabam por reduzir a capoeira cada vez mais a uma mera atividade física. Mestre Zequinha, depois de muitas pesquisas, com o pensamento de atuar na preservação dos rituais, costumes, tradições, ritmos e cantinelas, fundou em 1996 a Escola de Capoeira Raiz de Angola, com o objetivo de transmitir os valores culturais, as origens históricas, os verdadeiros significados e os conhecimentos técnicos e filosóficos da Capoeira Angola, disponibilizando a qualquer indivíduo o acesso a um rico universo cultural formado pela luta, dança, música e pela história que tanto se mistura com a de nosso país.

Nesses 40 anos de pratica de Capoeira conheci grandes Mestres, vi grandes jogos que ninguém tira de mim.

Muitos jogam Capoeira igual a mim, mas poucos viveram o que vivi, viram o que eu vi, e jamais viveram tudo isso, pois muitos desses grandiosos Mestres já não se encontram mais entre nós! 

“Capoeira  Angola para mim é minha arte, é minha vida, é onde me torno menino, forte e fraco. Forte porque consigo jogar bem e envolver meu parceiro de roda sem machucá-lo e sem que ele me machuque e fraco porque quando faço um belo jogo, um belo movimento me emociono, me da alegria e o meu corpo se arrepia, meus olhos se enchem de água e me sinto fraco, mas a vontade de vencer é muita e ai me recupero logo. Sinto-me forte e alegre como um escravo que acabou de derrotar o capitão do mato e está correndo para o Quilombo, me sinto livre, forte sendo capaz de ir muito mais longe. Isso é a Capoeira  Angola, só quem sente é que sabe. ´´

4O Anos de dedicação a capoeira nesse 01 de Abril 2015

Bom dia meus Amigos e minhas Amigas de tantos anos, e amigos recentes que conquistei pelos eventos por onde andei,e pelas redes sociais, Venho com muita alegria compartilhar com vocês essa minha alegria de hoje dia 1º de Abril de 2015, estou completando 40 anos de pratica e de vida entregue a essa arte que me deu vida, saúde, sabedoria, amigos, consciência da minha cultura, da minha gente, de onde vim e pra onde quero ir e chegar, felicidades e muita calma pra lutar contra as diversidades da vida e aquelas imposta sobre nós pretos e pobres! 40 anos dedicado a Capoeira, Valorizando os grandes Mestre Guardiões da Capoeira que tanto lutaram pra manter viva essa Luta arte que nós deu a Liberdade pra ir e vir com dignidade que todos nos seres humanos merecemos. Gratidão total à minha princesa, minha rainha que me deu a vida e sempre me apoiou naquilo em que eu acreditava, minha querida Mãe! minha filha Luana, ao Mestre Cosmo, Mestre João Pequeno, Mestre Boca Rica, Mestre Lua de Bobó que tiveram uma influência direta na minha formação como homem e hoje como um Mestre de Capoeira Angola, à minha comunidade pelo carinho que tens comigo e que me mantem firme na minha luta de todos os dias, e que é minha base que me sustenta em pé! ( Lampião, Meia Noite TimTim, Mileni, Jubileu, Garcia, Andorinha, Pingo, Raquel, Isabela, Paina, Marina, Ziane, cheroso, Bambu, Manaiba, Wick, Carcara, Rosinha, Neide, Conce, Preta, Brígida, Priscila, Sabia, Betinho, Ganga Zumba, Saara, Pé, Margarete, Gisele, Taila, Regina, Thiago, Juliana, Junior, Limbo, Laurinha, Enzo, Galega, as criança de Meia Noite, me perdoe se estou esquecendo alguém.) Não poço deixar de citar esses grandes Mestres amigos de Tantos anos, Mestre Cavaco, Mestre Ananias, Mestre Bigo, Mestre Gaguinho, Mestre Augusto, Mestre KK Bonates, Mestre Moa do Katende, Mestre Jequié, Mestre Virgílio de Ilhéus, Mestre Jogo de Dentro, Mestre Cabelo, Mestre Plinio, Mestre Ratinho, Mestre Gê e João, Luiza Maluza, Mestre Claudio Costa, Mestre Angolinha, Mestre Dominguinhos, Mestre Noel, Mestre Ciro, Mestre Djop, Mestre Lua Rasta, Mestre Pé de Chumbo, Mestre Felipe de Santo Amaro, Mestre Limãozinho, minha querida Professora Rosinha, Mestre Peixe, Mestre Levy, Mestre Jaime, Mestre Antônio Affonso, Mestre Marcial, Mestre Garcia, Mestre Pedro Feitosa, Romário, Mestre Gaúcho, Mestre Zelão Mestre Topete, e Tantos outros que não cabe aqui. Exatamente em 1º de Abril de 1975 dei meus primeiros passo nesse mundo magico da Capoeira! CAPOEIRA ANGOLA SEMTE QUEM SABE JOGA E JOGA QUEM SENTE… “OBRIGADO À JAH, AOS ORIXAS EM ESPECIAL À OXALA E OGUM QUE ME FORTALESSE´´
Me desculpa o texto longo de mais, pois não deu pra resumir 40 anos em 4 linhas rssss…

contato:EMAIL:capoeiraraizdeangola@yahoo.com.br

Fonte: Blog da Escola Raiz de Angola de Piracicaba

Mestre Ananias

Mestre Ananias

Ao pensar em Mestre Ananias, precisamos compreender que seu legado transpassa os parâmetros e doutrinas estabelecidas na Cultura da Capoeira nas últimas décadas. A estruturação da Capoeira em São Paulo foi conduzida por capoeiras baianos, porém em uma realidade sócio-cultural que segue uma trilha diferente, cheia de segredos a serem desvendados.

OBRA VIVA, DURADOURA

Bahia…
Ananias Ferreira nasceu em 1924 em São Félix (BA), nesta região que vivencia a força e influência africana em solo brasileiro e que oferece a Capoeira, o Samba e o Candomblé como alicerces formadores da nossa cultura. Sua infância, portanto, foi brincar e compartilhar esse universo, uma realidade cheia de contrastes em relação ao que vivemos hoje. Em suas lembranças, Ananias falava de um senhor que tocava berimbau de imbé, ou cipó caboclo, o Mestre Juvêncio, também de seus companheiros de roda: os irmãos Toy e Roxinho, Caial, Estevão, João de Zazá, Café e Vito. Ele lembrava também de Inácio do Cavaquinho (que fazia samba com seu pai) e da roda de capoeira que armavam na venda do Seu Mané da Viola em Muritiba na rua do “Caga à Toa” (hehe).

Ainda muito jovem, Ananias trabalhou na lavoura de cana e nas indústrias de fumo, quando decidiu ir a Salvador em busca de melhores condições de vida. Na capital baiana, morou nos bairros do Engenho Velho de Brotas, Curuzu e Liberdade, onde é acolhido por um dos grandes mestres da Capoeira, Valdemar da Liberdade. Aí teve sua maior influência e passa a ser responsável pela bateria junto a Bugalho, Zacarias e Mucungê. Nessa época de formação da Capoeira (que se apresenta hoje) conviveu com grandes nomes como Mestres Pastinha, Nagé, Onça Preta, Noronha, Dorival (irmão de Mestre Valdemar), Traíra, Cobrinha Verde, Canjiquinha – de quem recebeu seu diploma – e tantos outros. Foi ali no Corta-Braço (assim é conhecida a região onde se localizava o Barracão do Mestre Valdemar) que os produtores Wilson e Sérgio Maia buscaram Mestre Ananias, Evaristo, Félix e algumas baianas para trabalhar na cena teatral paulistana…

São Paulo, 1953…
Junto a Plínio Marcos e Solano Trindade na cena teatral paulistana, Ananias contribuiu para dar visibilidade à riqueza do patrimônio espiritual e estético do Negro brasileiro. Sacudiu os teatros paulistanos (Municipal, Arena, São Pedro, TAIB, São Paulo Chic, entre outros) com os sambistas Geraldo Filme, Toniquinho Batuqueiro, Zeca da Casa Verde, Talismã, Jangada, Silvio Modesto, João Valente, João Sem Medo e outros batuqueiros. Atuou na peça Balbina de Iansã, em 1970, e em Jesus Homem, em 1980 (ambas de autoria de Plínio Marcos. Esteve no elenco da primeira encenação de O Pagador de Promessas (dirigida no TBC por Flávio Rangel em 1960) e teve participação na trilha sonora da filmagem deste enredo, em cartaz nos cinemas dois anos após. Também participou dos filmes Brasil do Nosso Brasil (produzido por Xangô), Fronteira do Inferno e Ravina (de Anita Castelane) e fez gravações com Jair Rodrigues, entre outros.

Pioneiro entre os capoeiristas a estabelecer residência na terra da garoa, Mestre Ananias estava  em plena atividade até sua passagem, e é enorme influência para gerações na tradição da Capoeira Paulistana e o representante do Samba de Roda do Recôncavo Baiano na capital.

Neste mais de meio século, conviveu com grandes capoeiristas baianos que viveram e passaram por São Paulo, como Zé de Freitas, Limão, Valdemar (do Martinelli), Hermógenes, Gilvan, Silvestre, Paulo Gomes, Suassuna, Brasília, Joel e muitos outros.

Ananias Ferreira foi uma figura emblemática da cultura afro-brasileira, que ao longo de uma vida extensa ─ com tenacidade e carisma ─ manteve viva a mais pura ancestralidade no moderno coração da maior cidade do Brasil.

Foi o representante mais significativo entre os criadores de uma instituição que se mantém há mais de meio século: a roda de capoeira dominical da Praça da República em São Paulo. Uma autêntica agora, espaço de resistência, de confronto e diálogo dos talentos e dos estilos mais diversos, e também de aprendizagem. Poucos capoeiristas na cidade de São Paulo não conheceram de perto esta roda ou estiveram cientes da oportunidade de entrar livremente nela. Esta instituição é a emanação do carisma de uma pessoa, Mestre Ananias, cujo axé inscreve esta vitalidade coletiva num lugar altamente simbólico, compatibilizando a liberdade informal da rua com a urbanidade dos costumes.

A AFRICANIDADE NA GESTUALIDADE E NA VOZ : A TRANSMISSÃO DA HERANÇA AFRICANA ATRAVÉS DA ARTE
Cada vez mais escassos hoje entre os expoentes reconhecidos da cultura afro-brasileira são aqueles que portam no seu corpo as marcas gestuais, as posturas, as inflexões vocais que denotam a origem cultural africana. Aquilo que se tentou resgatar através do exemplo do reconhecimento tão tardio de uma Clementina de Jesus ainda está vivo em poucos redutos do Brasil, entre os quais o manancial que irrigou musicalmente o país com o Samba de Roda – hoje Patrimônio da Humanidade na categoria de expressões orais e imateriais: o Recôncavo da Bahia, onde o Mestre nasceu e se criou.

Tanto na roda de capoeira, na ginga e na mandinga, como na entonação e nas síncopes do canto, do pandeiro, do atabaque, nos passos inesperados do samba dançado, tudo aquilo que suscitava nas anotações de campo de Mário de Andrade julgamentos entusiastas e de admiração, está sendo transmitido pelo exemplo vivo do Mestre. Sabemos da importância do registro de vivências que se tornarão modelos clássicos para as gerações vindouras.

REGISTROS DOCUMENTAIS
Somente aos 80 anos Mestre Ananias gravou o primeiro cd de capoeira como protagonista, junto a seus discípulos formados no início da década de 90 e que vivem sua rotina diária. Aos 83 anos, lançou com o grupo Garoa do Recôncavo seu primeiro cd de Samba de Roda. Em 2009, foi um dos mestres selecionados para o registro no documentário Cantador de Chula (de Marcelo Rabello) como o único sambador convidado que não reside na região do Recôncavo.

No ano de 1979, participou da gravação do LP de Mestre Joel e também esteve presente em gravações amadoras de outros grupos de capoeira no decorrer de sua carreira.

Com problemas de saúde e aos 91 anos, o mestre foi chamado para comandar as rodas lá no céu em 21 de Julho de 2016, mas sua obra jamais será esquecida por todos seus discípulos, amigos e companheiros de jornada -” Me diga ai Bahia”  descanse em paz Mestrão.

Fonte: Blog Ananias Casa

Conheça o Mestre Cavaco

Mestre Cavaco

Mestre Cavaco
cavaco_montado Domingos de Lau do Nascimento, nascido em 27/06/1948 em São Sebastião do Passé – Bahia, iniciou seu aprendizado na Capoeira através do Mestre Domingos Mão de Onça.

Vindo para São Paulo, em 1978 continuou seu aprendizado no Grupo Ilha de Marajó com o Mestre Zé Boneco no Taboão da Serra – SP, onde se tornou professor.

Após alguns anos veio fazer parte do Grupo Cativeiro com Mestre Miguel Machado, na academia que se localizava na Avenida da Consolação, ministrou aulas em diversos locais vindo a se tornar Contra-Mestre.

De 1991 a 1995 junto com mais dois pofessores, conquistaram um espaço e realizavam todos os domingos uma roda na Praça da República sempre com a participação de grandes Mestres como Mestre Ananias dentre outros, também durante este período ficou expondo seu material referente a capoeira, dando destaque ao berimbau feito por ele.

Em 1995 fundou seu próprio Grupo, o Grupo Negaça Capoeira Angola, juntamente com seus professores e alunos, localizada na rua dos Bororós n.º 51 na Bela Vista-SP, passando pelas ruas Antônio Corúja e Ribeiro de Lima, localizada no Bom Retiro-SP, e atualmente na rua Marieta da Silva 197 – Vila Guilherme, onde desenvolve um trabalho além de coordenar a roda mensal no ” Barracão da Fábrica do M. Cavaco”.

Além da Capoeira Angola, ainda na década de 90 assumiu a direção da fábrica O Berimbau instrumentos musicais, criado em meados dos anos de 70 pelo Mestre Tomas.

Mestre Cavaco, com mais de 20 anos de experiência na área de instrumentos musicais, vem inovando e melhorando a qualidade de uma linha de mais de 30 instrumentos de percussão todos feitos artesanalmente.

Qualidade esta que tem exportação para outros estados do Brasil e para Europa como França, Alemanha, Espanha dentre outros.